23 julho 2023

DRESS UP AND SHOW UP







1. Brian is wearing a ________ shirt and ________ pants.

2. Deborah is wearing a ________ blouse and ________ pants.

3. Evelyn in wearing a ________ dress.

4. Kenneth is wearing a ________ T-shirt, a ________ shirt, and ________ pants.

5. Donna is wearing an ________ blouse and a ________ skirt.


- Read.

Do you have an awkward feeling every time you see pictures of your parents, grandparents, or even great-grandparents? During the second half of the 20th century, fashion changed a lot due to social movements which created a series of styles totally different one from another.

1. In the 1950s, teenage boys wore tight black pants with shirts or short jackets in fluorescent colors, like green and pink. Girls wore blouses with wide skirts. Long-pointed shoes were in at that time, and they had high heels.

2. In the 1960s, there was a huge revolution in clothes and everything changed. While the girls loved mini-skirts and high boots, men adopted the famous Beatles haircut. Men had long hair for the first time in the 20th century.

3. In the early 1970s, the hippies brought the flower-power style. Clothes were very colorful and both men and women wore long hair. Girls wore long baggy dresses and men wore flared jeans and colored shirts and T-shirts.

4. In the 1980s, teenagers wore red, blue, purple, and green punk hairstyles, and colored makeup. Black leather and chains were very popular for both genders.

5. In the 1990s, people just wanted to feel comfortable, so they would probably wear a combination of loose sweatshirts and a baseball cap, or sweat suits with athletic shoes.

 

There was not much technology, so it would take people some time to discover what was trendy in the big centers, or even abroad. That’s why fashion changed gradually, and we can somehow guess the date of a photo by the clothes people wore. But be careful! Because of the constant revivals and the cult for what is vintage or retro, you may find yourself wearing clothes like your ancestors did overnight.

 

- Label the decade of each style according to the text.

 










1. Treats        

2. Nostalgia   

3. Sprinkles

4. Buttered

5. Liquorice

6. Flew off

7. Burgeoned

8. Prosperity

9. By-product

10. Pastel


18 julho 2023

PÁRIS ESCOLHE A MAIS BELA DEUSA

O galante Peleu acabara de herdar o rico reino da Ftia. Foi no mesmo tempo em que falecera sua esposa Antígona, a filha do rei Euritão. Muito poderoso, mas muito sozinho em sua viuvez, Peleu começara a procurar outra mulher que lhe pudesse fazer companhia. E um dia deparou, na praia, com a bela Tétis, a mais célebre das Nereidas que habitavam os mares.

Tinha sido ela cortejada pelo próprio Júpiter, que só não insistira na conquista porque uma profecia o prevenira: o filho de Tétis venceria o pai. E o senhor de Olimpo temeu gerar essa criança.

Mal tinha Júpiter desistido da nereida quando a encontrou Peleu. E como o viúvo se mostrasse fiel e paciente, além de muito dedicado, Tétis resolveu aceitá-lo como esposo.

Assim realizou-se a boda numa festa das mais suntuosas, à qual até os deuses compareceram. O próprio Júpiter esteve presente, abençoando a união.

Mas, em meio à alegre festa quando tudo tinha para tornar-se inesquecível, aconteceu um fato cujo mau presságio todos logo perceberam. Éris, a deusa da discórdia, que por descuido não foi convidada, tomou um pomo de ouro da árvore do jardim das Hespérides, escreveu nele as palavras: “Para a mais bela”, e atirou-o no meio dos presentes ofertados ao casal.

Deuses e mortais calaram-se e tudo o mais silenciou. Sumiram os risos nos rostos aflitos e perplexos. Já a discórdia vinha perturbar aquela boda tão intensamente festejada. As frases descompromissadas, fáceis e felizes logo foram substituídas pelo burburinho dos comentários murmurados a meia voz. Seria a bela prenda para a linda esposa, diziam alguns. E muitos outros afirmavam que certamente o fruto de ouro se destinava a uma deusa.

O grande Júpiter, incomodado com a situação geral, resolveu agir: ao que tudo indicava, a disputa teria de ser decidida entre as três deusas que, de modo geral, os convidados apontavam como merecedoras do pomo “para a mais bela”: Juno, Minerva e Vênus. Não queria, porém, comprometer-se com a escolha em disputa de tal natureza. O melhor, o mais imparcial e o mais correto seria encarregar um mortal da decisão. Após trocar muita ideia com Mercúrio que conhecia a todos na terra, Júpiter passou a incumbência a Páris, filho de Príamo, o rei de Tróia.

Vivia o moço na encosta do monte Ida, na Dardânia, a guardar os rebanhos do pai, descuidado do que lhe reservara o destino. Pois tudo lhe corria bem: entre os outros pastores era tido como valente pela força e conhecimento na luta contra os lobos que ameaçavam os rebanhos. Além disso, sabia resolver disputas dos companheiros com inteligência e sabedoria. Para completar a felicidade, era casado com Enone, a filha do deus dos rios, a quem amava intensamente.

O encargo de Júpiter destruiu-lhe a paz. A partir do dia em que Mercúrio conduziu as três deusas para apresentá-las ao julgamento do pastor, num bosque da montanha, nunca mais Páris pôde ser feliz.

Cada uma das vaidosas divindades ofereceu-lhe alguma coisa em troca de ser apontada como a destinatária do fruto de ouro “para a mais bela”. Juno garantiu-lhe o poder sobre a Ásia. Minerva, a vitória em todas as batalhas. Vênus, linda como nunca se viu, deixou cair a túnica que a revestia e mostrou-se nua, na totalidade de sua beleza.

Então Páris, sem hesitar, entregou o pomo a Vênus, cometendo assim uma grande imprudência. Pois com seu gosto magoou Juno, a rainha do Olimpo e Minerva, a deusa da sabedoria, que muito irritadas, decidiram armar uma vingança.

Como prêmio, Vênus prometeu ao pastor a mais formosa mortal como esposa. E cumpriu a promessa: Páris foi recompensado com o amor da bela Helena. Mas o ódio das outras duas deusas também se cumpriu; com muito sangue, muita morte, muita lágrima: porque, sendo Helena casada com outro homem, para obtê-la Páris precisou raptá-la, e com esse rapto desencadeou a terrível guerra de Tróia.





VÊNUS DEITA-SE COM UM MORTAL

Durante algum tempo, Vênus ocultou-se em Chipre, junto às suas sacerdotisas. Pois estava envergonhada pelo que fizera ao esposo Vulcano, traindo com Marte, o senhor da guerra. Mas com toda a sua deslumbrante beleza e irresistível sedução não poderia ela ficar muito tempo privada das emoções que descobria nos casos amorosos. Por isso, aos poucos recomeçou a viver normalmente, como se nada houvesse acontecido; ou como se o que acontecera fosse obra de destino, ao qual não poderia escapar.

O grande Júpiter, no entanto, não perdoaria facilmente a traição a Vulcano. E como o castigo incutiu no coração da deusa intensa paixão pelo pastor Anquises, que, embora sendo mortal, era tão belo quanto os habitantes do Olimpo.

A aventura amorosa devia começar logo, pois assim a punição seria imediatamente realizada. Homero, o poeta cego, conta como tudo se iniciou: “Um dia, quando este fazia pastar seus rebanhos sobre o monte Ida, Vênus foi ter com ele. Mas antes disso ela estivera em seu santuário de Pafos, onde as Caridades lhe haviam untado o corpo com um óleo incorruptível e provido de olor e a haviam ornado com as jóias mais preciosas. Seu véu era mais brilhante que uma chama; ela trazia pulseiras e brincos, seu pescoço estava repleto de colares de ouro, seu busto delicado brilhava como a lua. Enquanto ela escala o monte Ida, os lobos felpudos, os leões eriçados e as ágeis panteras brincavam ao redor dela; diante deste espetáculo, ela se regozijou e lançou amor em corações.”.

Então, quando a deusa do amor se aproximou do belo Anquises, Júpiter transformou-a na princesa Otréia. De nada desconfiado, o pastor não percebeu que aquela era Vênus. Sentiu apenas o desejo em seu coração, e, no mesmo instante, conduziu-a para compartilhar de seu leito quente e macio de pêlos dos leões e ursos que ele mesmo havia matado nas altas montanhas. A deusa, também sem saber que tudo fora tramado por Júpiter, aceitou o convite.

No amanhecer do outro dia, Vênus, despertando, despertou o pastor e a ele se mostrou em todo o seu encanto: “Acorda, raça de Dárdano. Por que dormes tu um sono tão profundo? Diga-me se te pareço semelhante àquela que viste”.

Enorme foi a tristeza de Anquises ao descobrir o seu engano: ser amado por uma deusa era fonte de duros sofrimentos, pois, enquanto o mortal envelhecia com rapidez, caminhando inexoravelmente para a morte, a divina amante permanecia para sempre jovem e bela, e não tardaria a abandonar o antigo companheiro.

Vênus procurou tranquilizar o pastor, garantindo-lhe que nada aconteceria se ele soubesse guardar segredo daquela noite. “Fica tranquilo, não tenhas medo em demasia, tu não deves temer mal algum, nem de mim nem dos outros, pois os deuses te amam. Tu terás um filho que reinará sobre os troianos e nascerão sempre filhos desses filhos”. Ao fruto dessa união, Vênus chamou Enéias, porque para ela, como deusa, havia sido penoso (ainón), apesar dos intensos prazeres, dividir o leito com um mortal.




HÉCUBA SONHA COM UMA TOCHA VIVA

Hécuba tem a fronte febril. A hora do parto se aproxima. Dores lancinantes contraem-lhe o ventre. A rainha tenta gritar, chamar pelo marido, pela escrava...

Na sala do palácio, Príamo, o rei, conversa com os ministros sobre negócios de Estado e nem imagina a agonia da esposa.

Aos poucos, ela concilia o sono. Um pesadelo tumultua sua cabeça exausta e das entranhas ensanguentadas Hécuba vê emergir uma tocha acesa. Ela toca o archote para ver se tem corpo – o corpo de uma criança. Não tem. Seu filho é apenas fogo vivo, sem carne, sem ossos.

A claridade misteriosa ultrapassa as janelas do quarto. Como se um comando superior os dirigisse, atira-se impiedosamente sobre Tróia adormecida. E incendeia tudo. Carne e muralhas transformam-se em ruínas flamejantes.

Suada, em pânico, Hécuba acorda. Corre para a sala, abraça o marido, chorando convulsamente, e conta-lhe o pesadelo. Depois, sozinho o rei, segue até a casa do profeta Ésaco e pede-lhe que decifre o estranho sonho da esposa.

Ésaco não hesita. Conta o que sabe: a criança que sesta por nascer será Paris; e sua paixão há de arruinar Tróia. É preciso fazê-lo desaparecer antes que incendeie a cidade com seu desespero.




JUNO PROPICIA A VITÓRIA AOS GREGOS

Os gregos já estavam exaustos das lutas. A vitória era praticamente dos troianos. Juno, que tal desfecho não desejava para a longa guerra, resolveu utilizar-se de ardil para iludir o esposo e impedi-lo de continuar protegendo os soldados de Tróia. Encerrou-se, então, em seus aposentos e deu início aos preparativos.

Primeiramente untou o belo corpo com perfumado óleo divino. Em pesadas tranças prendeu os sedosos cabelos. Depois vestiu a magnífica túnica que a própria Minerva havia bordado. Adornou-se de preciosas jóias. Calçou as delicadas sandálias de ouro. E por fim envolveu-se em fino véu dourado. Apenas um ornamento lhe faltava para obter êxito em sua trama: o cinto de Vênus.

Juno procurou, pois, a deusa do amor e contou-lhe que desejava usar o cinto para conciliar Oceano e Tétis, seus pais adotivos, que há longo tempo viviam separados por infindáveis querelas.

Pela causa do amor, Vênus tudo concedia. E, sem desconfiar das verdadeiras intenções de Juno, sorrindo retirou da cintura a mágica faixa bordada de encantos e conselhos, e entregou-a à esposa de Júpiter.

A majestosa deusa cingiu-a e imediatamente saiu em busca do Sono: “Sono, governante de todos os deuses e de todos os homens, já atendeste antes aos meus apelos, portanto atende-me de novo e ser-te-ei grata por todos os meus dias. Faze com que os brilhantes olhos de Júpiter durmam para mim, sob suas sobrancelhas, logo que eu esteja deitada ao seu lado para o amor. Dar-te-ei presentes: um belo trono de ouro indestrutível. Vulcano, meu filho coxo, há de construí-lo com cuidado, e ajustará embaixo dele um escabelo, para que possas descansar, no banquete, teus brilhantes pés”.

O Sono temia adormecer o senhor do Olimpo e ser punido. Mas Juno afinal conseguiu convencê-lo, prometendo-lhe como esposa Pasitéia, a mais jovem das Graças.

Tendo obtido o que queria, a deusa apresentou-se ao esposo que, encantado com sua resplendente beleza, perguntou-lhe aonde ia tão enfeitada. “Vou visitar, nos confins da ubérrima terra, Oceano, pai dos deuses, e a Mãe Tétis, que me acolheram e me criaram em sua casa”, respondeu Juno.

Mas Júpiter não se conteve, e disse-lhe: “Poderia ir lá mais tarde. Agora, porém vem e que nos regozijemos deitando-nos juntos para o amor, pois jamais o amor por uma deusa ou por uma mulher dominou a tal ponto o coração dentro do mu peito...”

E assim foi o grande Júpiter para o leito com sua mulher. Mal tinham acabado de amar-se, chegou o Sono sorrateiramente e fechou os lhos do senhor do Olimpo.

Enquanto dormia, a guerra mudava de feição. E quando o dia chegou ao fim, os gregos, antes quase vencidos, recomeçaram os ataques com forças novas e repeliram os troianos para dentro dos muros da cidade.




INCÊNDIO, SAQUE, VIOLÊNCIA: TRÓIA FOI ARRUINADA PELA BELEZA DE UMA MULHER

Helena é filha de Zeus e Leda. Foi criada junto com seus irmãos por Tíndaro, marido de Leda e rei de Esparta. Desde cedo a beleza da jovem causou sofrimentos e lutas. Ainda adolescente, foi raptada por Teseu, depois salva por Castor e Pólux. Mais tarde, 99 pretendentes à sua mão aglomeraram-se às portas do palácio de Esparta. Tíndaro, receoso de que explodisse uma guerra entre tantos homens apaixonados, representantes de vários Estados gregos, estabeleceu que só poderia candidatar-se à sua filha quem jurasse respeitar-lhe a escolha e ajudar o eleito a manter a mulher do seu lado. Aceita a condição, entregou Helena a Menelau. Pouco depois, Paris, o príncipe de Tróia, raptou a jovem; baseado no juramento feito a Tíndaro, Menelau convocou todos os antigos pretendentes e partiu para a luta.




MAP (4) - OS ARGONAUTAS