04 outubro 2026
03 outubro 2026
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02 outubro 2026
AUTORES BRASILEIROS (4)
AUTOR: Edson Henrique
Edson Henrique da Silva Junior, ou simplesmente Edson Henrique, é professor e poeta brasileiro, natural de Miradouro, em Minas Gerais. Sua formação em Letras, pela Faculdade Santa Marcelina, em Muriaé, dialoga com a carreira estabelecida na região e a paixão latente pela literatura, em verso.
Em 2018, lança seu livro Amores de Vento (Editora Penalux), coletânea de 69 poemas.
Em sua escrita, destacam:
- A exploração semântica inovadora, ancorada também pela organização dos versos:
“Joguei-me ao fogo./ Serei fogo./ Joguei-me à água./ Serei água. /
Joguei-me ao vento./ Serei livre.” (Joguei-me
ao vento, página 14)
“As flores enfeitaram os campos. / As ruas. / Os sorrisos. / As casas foram pintadas de esperança. / E o povo vestiu-se de paz”. (Utopia, página 25)
- A conexão com Portugal e sua cultura:
“Andava calado / Sem o brilho dos olhos / Tão verdes...
Morria de amores / Por aqueles olhos azuis. / Olhos tão belos, / Azul cor do Tejo.” [...] (Fado dos olhos verdes nos olhos azuis, página 38)
“[...] Mas nada mais posso / A não ser / Querer te beijar. / Tão cheia de cores. / Com cheiro a flores, / Com cheiro a mar. / Este fado para ela / Que coisa mais bela / Faz ela dançar. (Fado pra ela, página 43)
- O desassossego do eu-lírico:
“Com tantas lágrimas que chorei fiz um rio. / Com os poemas que escrevi, / Fiz um barco de papel. / Juntei o que restava de mim / E parti.” (Parti, página 47)
“Esperamos a vida toda / Por um futuro maior. / Esperamos pelo sol / Para colher os frutos nunca dados/ [...] Esperamos pelo amor / Para que leve os desamores. (Espera, página 53)
Ainda, em conexão com o mundo moderno, o autor mantém um perfil no
Instagram (@edsonhenriquepoesia) onde se pode encontrar boa parte de suas obras
(publicadas e inéditas):
01 outubro 2026
AUTORES BRASILEIROS (3)
AUTOR: RODRIGO RIBEIRO MANSOR
Rodrigo Ribeiro Mansor é
um professor e escritor brasileiro natural de Muriaé, Minas Gerais. Sua atuação
articula produção literária, pesquisa acadêmica e prática docente. Graduado em
Letras pela Faculdade Santa Marcelina Muriaé (FASM), é também pós-graduado em
Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela Universidade Cândido Mendes
(2016), Literatura Contemporânea pela Faculdade de Educação São Luís (2018) e
Literatura Portuguesa, também pela Faculdade de Educação São Luís (2022).
Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), realiza
estudos em Literatura Comparada, com foco em literaturas portuguesa e brasileira,
bem como adaptações televisivas. Atualmente, Mansor é professor de Literatura
Portuguesa na Faculdade Santa Marcelina Muriaé (FASM) e leciona Língua
Portuguesa, Redação e Literatura nos ensinos fundamental e médio, nas redes
municipal e estadual de ensino de Minas Gerais.
Rodrigo, apesar de
carregar consigo o hábito da escrita desde o início da juventude, iniciou suas
publicações literárias no ano de 2017, com a coletânea poética Anjos, flores e poesia (2017). Três anos
depois, se aventurou na prosa e lançou a obra Entre o Bem e o Mal (2020), sendo uma coletânea de contos que
representam a dualidade entre o divino e o maldito. Rezo e peco (2025), seu último lançamento e também o segundo livro
de poesias, traz à tona mais uma vez essa dualidade, no qual o eu-lírico busca
contrastar e destacar a moralidade e o pecado, descrevendo-se numa espécie de
corda-bamba em meio às suas crenças.
04 setembro 2026
NAMES OF SOME GREAT BRITAIN RESIDENTS
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London |
Londoner |
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Birmingham |
Brummie |
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Liverpool |
Scouser |
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Manchester |
Mancunian |
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New Castle |
Geordie |
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Glasgow |
Glaswegian |
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Bristol |
Bristolian |
03 setembro 2026
VIDA EM BRANCO
Vida em Branco
Zélia Duncan
Você não precisa de artistas?
Então me devolve os momentos bons.
Os versos roubados de nós.
As cores do seu caminho.
Arranca o rádio do seu carro, destrói a caixa de som.
Joga fora os instrumentos e todos aqueles quadros, deixa as paredes em
branco, assim como a sua cabeça.
Seu cérebro cimento, silêncio, cheio de ódio.
Armas para dormir, nenhuma canção de ninar, e suas crianças em guarda,
esperando a hora incerta para mandar ou receber rajadas.
Você não precisa de artistas?
Então fecha os olhos, mora no breu.
Esquece o que a arte te deu, finge que não te deu nada. Nenhum som,
nenhuma cor, nenhuma flor na sua blusa. Nem Van Gogh, nem Tom Jobim, nem
Gonzaga, nem Diadorim. Você vai rimar com números.
Vai dormir com raiva, e acordar sem sonhos, sem nada.
E esse vazio no seu peito não tem refrão para dar jeito, não tem balé
para bailar.
Você não precisa de artistas?
Então nos perca de vista. Nos deixe de fora desse seu mundo perverso,
sem graça, sem alma. Bom dia para quem tem alma!
02 setembro 2026
AUTORES BRASILEIROS (2)
AUTOR: SAULO MENDONÇA
Saulo Marques Mendonça nasceu na cidade de Alagoa
Grande, estado da Paraíba, em 1950. Além de ser poeta, é jornalista, cronista e
publicitário. Tem diversos livros publicados, figurando entre a crônica e a
poesia, desde a década de 1970. Sua principal forma de construção poética é o
haicai. Por isso, sua obra faz parte de diversas antologias na Paraíba, no
Brasil e no exterior, visto que integra uma antologia publicada no Japão pela
Aliança Cultural Brasil-Japão. Além disso, participou de várias bienais
internacionais de livro e de vários congressos brasileiros de escritores, levando
o nome da Paraíba ao mundo. Vale salientar que seus poemas foram publicados em
mais de setenta países através da revista colombiana “Neblina”.
Seus haicais são de valiosa beleza, sobretudo pela
construção de imagens poéticas, que fascinam os olhos e a alma do leitor. Dito
de outra forma, Saulo consegue, em sua poesia, construir a logopeia e a
fanopeia de que nos fala Ezra Pound. Segundo Chaves (2019), “Saulo traz para
dentro de seus haicais, o cotidiano e as marcas de suas experiências. Tudo isso
sob a forma original haicaísta composta de uma única estrofe com versos de 5,7
e 5 sílabas respectivamente”.
Dentre seus livros, podemos citar “Libélula” (1990);
“Pirilampo” (2005), “Luz de Musgo” (2008). Entre os variados ensaios críticos
acerca de sua obra, vale citar “Epifania da poesia: ensaios sobre os haicais de
Saulo Mendonça”, escrito pelo professor, poeta e crítico literário Amador
Ribeiro Neto (UFPB). Dois haicais que demonstram a genialidade poética de
Saulo:
Um gato dorme
sobre a balança:
sono pesado.
***
A moça nubente
resolvida, despe-se:
mais um sim.
A escolha do nome de Saulo Mendonça para integrar
este fórum dá-se em virtude da sua poesia haicaísta ser de muita valia para o
estímulo à leitura e à escrita, além de despertar nos estudantes a
sensibilidade para lidar com as imagens poéticas que se revelam a cada leitura.
Ademais, é possível, de maneira interdisciplinar, trabalhar a releitura dos
haicais em diálogo com as artes visuais, estimulando a construção de painéis,
de mosaicos e outras formas de expressão artística que dialogam com a poesia e
incentivam a criatividade dos discentes.
Referência
CHAVES, Manuelly De Carvalho Silva. Linguagem
poética paraibana: a poesia haicaísta de Saulo Mendonça. Anais IV CONAPESC...
Campina Grande: Realize Editora, 2019. Disponível em:
<https://www.editorarealize.com.br/artigo/visualizar/56970>;. Acesso em:
15/12/2025 14:47.
01 setembro 2026
AUTORES BRASILEIROS (1)
AUTOR: LUÍS DA CÂMARA CASCUDO
Luís da
Câmara Cascudo representa um pilar da literatura brasileira norte-rio-grandense
como folclorista, antropólogo e cronista potiguar. Nascido em 31 de agosto de
1898, em Natal (RN), filho de um advogado e uma professora, formou-se em
Direito pela Faculdade de Direito do Recife em 1920, se apresentou como
jornalista, advogado e professor de Direito Internacional na UFRN a partir de
1951. Faleceu em 2 de setembro de 1986, revelando mais de 200 obras sobre
cultura popular, fundando em 1941 a Sociedade Brasileira de Folclore, da qual
foi presidente vitalício.
Sua
trajetória incluiu estudos sobre invasões holandesas, literatura oral e
costumes nordestinos, com estreia em Alma patrícia (1921) e destaques
como Dicionário do Folclore Brasileiro (1954), Contos tradicionais do
Brasil (1946), Geografia do Brasil holandês (1956) e Literatura
Oral no Brasil (1978), além de crônicas jornalísticas que popularizaram o
saber popular. Jornalista prolífico em veículos como A República,
dedica-se à preservação de provérbios, lendas, cantigas e história regional,
consolidando-se como referência nacional e internacional na etnografia
brasileira. Recebeu homenagens como o título de "corifeu da
intelectualidade potiguar" e influência em projetos educacionais sobre cultura
oral.
Luís da
Câmara Cascudo produziu obras acessíveis que preservam o folclore brasileiro,
ideais para o ensino básico por sua linguagem simples e narrativas lúdicas.
Contos tradicionais como lendas de Iara, Zumbi ou Romãozinho captam a atenção
das crianças, fomentando a imaginação e a identidade cultural.
- Contos Tradicionais do Brasil (1946): Compila 44
histórias divididas em capítulos temáticos, com lições morais como "O
bem se paga com o bem", perfeito para contato oral e discussão ética
em sala.
- Geografia dos Mitos Brasileiros (1947): Explora mitos
regionais por estado, de leitura fácil para fundamental I e II,
incentivando mapas e desenhos sobre diversidade cultural.
- Lendas de Câmara Cascudo (compilações): Inclui
"A Princesa Encantada de Jericoacoara" e "Barba
Ruiva", usadas em murais e atividades interativas para alunos com
necessidades especiais
Essas
obras alinhadas à BNCC ao valorizar patrimônio imaterial, estimulando linguagem
oral, empatia e interação social por meio de dramatizações ou recitais em
grupo. Para o contexto potiguar, reforçam raízes nordestinas, promovendo
inclusão e criatividade no ensino fundamental. Escolher Luís da Câmara Cascudo
enriquecer aulas de literatura no ensino fundamental ao trazer contos
tradicionais acessíveis, ideais para estimular a linguagem oral, memória e
interação social em alunos com necessidades especiais, como autismo. Suas
narrativas folclóricas fomentam identidade regional potiguar, valores éticos e
diversidade cultural via atividades lúdicas como contação de histórias ou
dramatizações em grupo. Alinha-se à BNCC por valorizar o patrimônio imaterial
nordestino, promovendo inclusão e criatividade em sala de aula.
08 agosto 2026
PIDGIN E CRIOULO
O que acontece quando duas línguas entram em contato?
Quando povos de línguas diferentes convivem intensamente, surgem:
- empréstimos linguísticos;
- adaptações;
- variedades de contato;
- e, em alguns casos, pidgins e crioulos.
Vamos então entender o que é um pidgin e uma língua crioula.
O QUE É UM PIDGIN?
Pidgin é uma variedade de contato criada para comunicação prática entre
grupos sem língua em comum.
Características dos pidgins:
- vocabulário reduzido;
- gramática simplificada;
- comunicação funcional;
- não é uma língua materna inicialmente
Contextos em que surgem:
- comércio;
- colonização;
- migração.
Mas então como nasce uma língua crioula?
Quando crianças passam a aprender um pidgin como língua materna, surge
uma língua crioula.
Assim nasce uma nova língua e diferente do pidgin, o crioulo:
- amplia o vocabulário;
- desenvolve gramática complexa;
- ganha estabilidade;
- torna-se língua da comunidade.
Ou seja, o crioulo não é “português errado”, nem “francês errado”, é
uma língua completa.
Exemplos reais de línguas crioulas:
- Crioulo haitiano: base lexical francesa. Exemplo: Bonjou = “Bom dia”;
- Crioulo cabo-verdiano: base lexical portuguesa. Exemplo: N ka sabe = “Eu
não sei”;
- Crioulo guineense: base lexical portuguesa. Exemplo: N tene dus mangu
= “Eu tenho duas mangas”.
Uma língua influencia a outra, mas isso não cria automaticamente uma
nova língua.
O português, assim como outras línguas do mundo, recebe influência do
inglês, considerada por muitos, uma língua global, mas isso não significa que
surgem novas línguas dessa influência!
Para surgir uma língua crioula, são necessárias:
- condições sociais específicas;
- contato intenso;
- formação comunitária;
- transmissão entre gerações.
RESUMINDO:
- Línguas estão sempre mudando;
- Contato linguístico acontece o tempo todo;
- “Criar uma nova língua é um processo social e histórico complexo;
- Pidgins e crioulos mostram como seres humanos constroem comunicação
mesmo em situações extremas.
FONTE: https://www.instagram.com/p/DZYPvjJDq2z/?img_index=1&igsh=MW0xb2dvenJ4bG9pdA%3D%3D
07 agosto 2026
06 agosto 2026
03 agosto 2026
02 agosto 2026
POÈME LIBERTÉ
Sur mes cahiers d’écolier
Sur mon pupitre et les arbres
Sur le sable de neige
J’écris ton nom
Sur toutes les pages lues
Sur toutes les pages blanches
Pierre sang papier ou cendre
J’écris ton nom
Sur les images dorées
Sur les armes des guerriers
Sur la couronne des rois
J’écris ton nom
Sur la jungle et le désert
Sur les nids sur les genêts
Sur l’écho de mon enfance
J’écris ton nom
Sur les merveilles des nuits
Sur le pain blanc des journées
Sur les saisons fiancées
J’écris ton nom
Sur tous mes chiffons d’azur
Sur l’étang soleil moisi
Sur le lac lune vivante
J’écris ton nom
Sur les champs sur l’horizon
Sur les ailes des oiseaux
Et sur le moulin des ombres
J’écris ton nom
Sur chaque bouffées d’aurore
Sur la mer sur les bateaux
Sur la montagne démente
J’écris ton nom
Sur la mousse des nuages
Sur les sueurs de l’orage
Sur la pluie épaisse et fade
J’écris ton nom
Sur les formes scintillantes
Sur les cloches des couleurs
Sur la vérité physique
J’écris ton nom
Sur les sentiers éveillés
Sur les routes déployées
Sur les places qui débordent
J’écris ton nom
Sur la lampe qui s’allume
Sur la lampe qui s’éteint
Sur mes raisons réunies
J’écris ton nom
Sur le fruit coupé en deux
Du miroir et de ma chambre
Sur mon lit coquille vide
J’écris ton nom
Sur mon chien gourmand et tendre
Sur ses oreilles dressées
Sur sa patte maladroite
J’écris ton nom
Sur le tremplin de ma porte
Sur les objets familiers
Sur le flot du feu béni
J’écris ton nom
Sur toute chair accordée
Sur le front de mes amis
Sur chaque main qui se tend
J’écris ton nom
Sur la vitre des surprises
Sur les lèvres attendries
Bien au-dessus du silence
J’écris ton nom
Sur mes refuges détruits
Sur mes phares écroulés
Sur les murs de mon ennui
J’écris ton nom
Sur l’absence sans désir
Sur la solitude nue
Sur les marches de la mort
J’écris ton nom
Sur la santé revenue
Sur le risque disparu
Sur l’espoir sans souvenir
J’écris ton nom
Et par le pouvoir d’un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer
Liberté
(Continua)
Paul Éluard
Tradução de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira
——————————–
Liberdade
Nos meus cadernos de escola
Nesta carteira nas árvores
Nas areias e na neve
Escrevo teu nome
Em toda página lida
Em toda página branca
Pedra sangue papel cinza
Escrevo teu nome
Nas imagens redouradas
Na armadura dos guerreiros
E na coroa dos reis
Escrevo teu nome
Nas selvas e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
No céu da minha infância
Escrevo teu nome
Nas maravilhas das noites
No pão branco da alvorada
Nas estações enlaçadas
Escrevo teu nome
Nos meus farrapos de azul
No tanque sol que mofou
No lago lua vivendo
Escrevo teu nome
Nas campinas do horizonte
Nas asas dos passarinhos
E no moinho das sombras
Escrevo teu nome
Em cada sopro de aurora
Na água do mar nos navios
Na serrania demente
Escrevo teu nome
Até na espuma das nuvens
No suor das tempestades
Na chuva insípida e espessa
Escrevo teu nome
Nas formas resplandecentes
Nos sinos das sete cores
E na física verdade
Escrevo teu nome
Nas veredas acordadas
E nos caminhos abertos
Nas praças que regurgitam
Escrevo teu nome
Na lâmpada que se acende
Na lâmpada que se apaga
Em minhas casas reunidas
Escrevo teu nome
No fruto partido em dois
De meu espelho e meu quarto
Na cama concha vazia
Escrevo teu nome
Em meu cão guloso e meigo
Em suas orelhas fitas
Em sua pata canhestra
Escrevo teu nome
No trampolim desta porta
Nos objetos familiares
Na língua do fogo puro
Escrevo teu nome
Em toda carne possuída
Na fronte de meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo teu nome
Na vidraça das surpresas
Nos lábios que estão atentos
Bem acima do silêncio
Escrevo teu nome
Em meus refúgios destruídos
Em meus faróis desabados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo teu nome
Na ausência sem mais desejos
Na solidão despojada
E nas escadas da morte
Escrevo teu nome
Na saúde recobrada
No perigo dissipado
Na esperança sem memórias
Escrevo teu nome
E ao poder de uma palavra
Recomeço minha vida
Nasci pra te conhecer
E te chamar
Liberdade
Paul Éluard
Tradução de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira
-
QUESTÃO 1 Choose the best option to describe the boy’s feelings about going back to school. a) In August 2019, the boy looks scared but ...
-
- COORDENAÇÃO - 1. Em cada item abaixo, reescreva as orações, unindo-as adequadamente em um só período por meio de uma conjunção coordenat...
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O cruzeiro do coracle Não sei quanto tempo eu dormi, mas já era dia claro quando acordei e vi que estava a sudoeste da Ilha do Tesouro...





























