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15 setembro 2026

AVALIAÇÃO BIMESTRAL 3 - 3ª SÉRIE 2026

- Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 4 -

Em uma crônica, Manuel Bandeira escreve que a rua do Curvelo, onde morou de 1920 a 1933, “é uma ruazinha tranquila, e embora a dez minutos do centro da cidade parece um trecho de província. As lavadeiras estendem roupa nos paredões da calçada [...], as crianças brincam de corda, de amarela, de gude, e pela noitinha todos os namorados das redondezas vêm passear por aqui agarradinhos”.

A rua de uma quadra em Santa Teresa, no Rio, poderia ser um detalhe sem muita importância na biografia de Bandeira. No entanto, para Elvia Bezerra, pesquisadora de literatura brasileira, deve ser vista como um aspecto fundamental na sua formação e no seu destino de poeta modernista.

Bezerra diz que, imerso na atmosfera de província do Curvelo, um Manuel Bandeira recluso e tuberculoso redescobriu o encanto da rua – e esse universo de gente simples o arrancou do mundo fechado de poeta, se imbuiu nos seus versos e deu impulso a um dos períodos mais ricos da sua produção literária.

Nos anos em que Bandeira esteve lá, também moraram na rua, hoje chamada Dias de Barros, o poeta Ribeiro Couto e a psiquiatra Nise da Silveira, os três personagens a que a autora 1se debruça em “A Trinca do Curvelo”. Publicado pela primeira vez em 1995, o livro volta a circular em uma edição revista e ampliada, que incorpora fontes disponibilizadas nas últimas décadas, como a correspondência de autores modernistas.

Nesta entrevista, Bezerra explica como um encontro com Nise da Silveira se tornou o 2empurrão inicial do livro e conta o que descobriu ao investigar a vida e a obra de Manuel Bandeira, em especial as relações amorosas do poeta “ferozmente discreto”, tema de dois ensaios inéditos incluídos na nova edição da obra.

Bandeira era um homem da intensidade, mas não do exagero. Se ele disse que aquela rua foi tão importante na sua formação e no seu destino de poeta, vale a pena 3investigar o que tinha nessa rua. O que aconteceu de muito especial é que o humilde cotidiano, como ele designou, da rua do Curvelo veio ao encontro das tendências modernistas – tanto que ele diz que foi modernista da maneira mais natural possível, e é pura verdade. É um 4casamento da rua com a tendência modernista e com a personalidade do próprio Bandeira, que era um homem simples. Ele se divertia com a vida que havia naquele momento e que o 5chamava lá fora.

Disponível em: www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/01/ruazinha-em-santa-teresa-mudou-a-poesia-de-manuelbandeira-diz-elvia-bezerra.shtml. Acesso em: 11 mar. 2026.

 

Questão 1

“É uma ruazinha tranquila, e embora a dez minutos do centro da cidade parece um trecho de província. As lavadeiras estendem roupa nos paredões da calçada [...], as crianças brincam de corda, de amarela, de gude, e pela noitinha todos os namorados das redondezas vêm passear por aqui agarradinhos”. (1º parágrafo)

 

Neste trecho, os diminutivos destacados contribuem para produzir efeito de

A) depreciação, sugerindo, respectivamente, precariedade, desprezo e reprovação.

B) demarcação literal de tamanho e da duração da noite e do contato físico dos casais.

C) afetividade, demarcando apreço pela rua, início da noite e intimidade dos casais.

D) ironia, indicando distanciamento crítico do narrador em relação à rua, à noite e aos casais.

E) atenuação da tranquilidade da rua, do escurecer da noite e do envolvimento dos casais.

 

Questão 2

“No entanto, para Elvia Bezerra, pesquisadora de literatura brasileira, deve ser vista como um aspecto fundamental na sua formação e no seu destino de poeta modernista.” (2º parágrafo).

 

Assinale a alternativa que apresenta uma expressão com a mesma função sintática daquela destacada no trecho acima.

A) “Em uma crônica, Manuel Bandeira escreve que a rua do Curvelo, onde morou de 1920 a 1933, “é uma ruazinha tranquila”.” (1º parágrafo)

B) “A rua de uma quadra em Santa Teresa, no Rio, poderia ser um detalhe sem muita importância na biografia de Bandeira.” (2º parágrafo)

C) “em especial as relações amorosas do poeta ‘ferozmente discreto’, tema de dois ensaios inéditos incluídos na nova edição da obra.” (5º parágrafo)

D) “Bandeira era um homem da intensidade, mas não do exagero.” (6º parágrafo)

E) “O que aconteceu de muito especial é que o humilde cotidiano, como ele designou, da rua do Curvelo veio ao encontro das tendências modernistas.” (6º parágrafo)

 

Questão 3

Considerando as características temáticas e formais do texto, a função da linguagem nele predominante é a

A) emotiva, pois expressa sentimentos pessoais do autor sobre sua experiência de leitura.

B) poética, pois prioriza arranjos inusitados de linguagem e a exploração da sonoridade.

C) metalinguística, pois discute o funcionamento da linguagem literária de Manuel Bandeira.

D) referencial, pois apresenta informações sobre fatos e contextos relacionados ao poeta.

E) conativa, pois busca convencer o leitor a adotar o comportamento de leitor de poesia.

 

Questão 4

O texto combina vocábulos em sentido literal (ou denotativo) e não literal (ou conotativo). Considerando o contexto em que ocorrem, dentre as palavras indicadas a seguir, a única que está empregada em sentido literal é:

A) se debruça (ref. 1)

B) empurrão (ref. 2)

C) investigar (ref. 3)

D) casamento (ref. 4)

E) chamava (ref. 5)

 

- Leia o soneto “Exortação”, de Raul de Leoni, publicado originalmente em 1922 no livro Luz mediterrânea e outros poemas, para responder às questões de 5 a 7 - 

Sê na Vida a expressão límpida e exata

Do teu temperamento, homem prudente;

Como a árvore espontânea que retrata

Todas as qualidades da semente!

 

O que te infelicita é sempre a ingrata

Aspiração de uma alma diferente,

É meditares tua forma inata,

Querendo transformá-la, de repente!

 

Deixa-te ser!... e vive distraído

Do enigma eterno sobre que repousas,

Sem nunca interpretar o seu sentido!

 

E terás, de harmonia com tua alma,

Essa felicidade ingênua e calma,

Que é a tendência recôndita das cousas!...

Raul de Leoni. Luz mediterrânea e outros poemas, 2001.

 

Questão 5

Na comparação estabelecida na primeira estrofe, a semente equivale

A) à vida.

B) à expressão.

C) ao temperamento.

D) ao homem.

E) à árvore.

 

Questão 6

Depreende-se da segunda estrofe que a infelicidade humana decorre

A) da aceitação da instabilidade do mundo.

B) da preocupação com a opinião alheia.

C) da impaciência em transformar o mundo.

D) da insatisfação com o seu próprio ser.

E) da indiferença com o sofrimento alheio.

 

Questão 7

A temática do soneto pode ser caracterizada como

A) filosófica.

B) satírica.

C) lírico-amorosa.

D) social.

E) nostálgica.

 

Questão 8

Leia o texto a seguir.

“Se o nosso ritmo de trabalho continuar tão acelerado, veremos a nossa empresa ser transformada em um lava-rápido”, disse Wagner.

 

Ao se transpor esse trecho para o discurso indireto, os verbos assim se apresentariam:

A) continuara e vissem.

B) continuasse e vissem.

C) continuara e viram.

D) continuaria e veriam.

E) continuasse e veriam.

 

Questão 9

As frases a seguir foram retiradas de anúncios e reportagens de veículos de imprensa de grande circulação no país. Identifique a alternativa que NÃO apresenta problemas de coesão e/ou de coerência.

A) Em agosto de 2001 Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, foi sequestrada quando saía de casa no Morumbi para ir à faculdade. Patrícia ficou uma semana em cativeiro e só foi liberada após o pagamento da fiança pelos familiares.

B) O efeito colateral é uma das maiores preocupações de pacientes com diabetes e seus médicos. O tratamento com insulina ajuda o organismo a retirar o açúcar do sangue, mas, às vezes, o remédio funciona demais e reduz a concentração de glicose a uma taxa que pode ser letal.

C) Exposição sobre Jung no MIS atraiu 75 mil visitantes e é prorrogada pela segunda vez.

D) Venha tomar uma cerveja com a gente e fazer um teste drive em nossas scooters. Aproveite para conhecer os modelos de grande porte da marca.

E) O caso recente registrado em Guarapuava, no Paraná, pelo qual o professor Luis Carlos Manvailer está sendo acusado de ser o responsável por atirar e matar a advogada Tatiane Spitzner, sua esposa, da sacada do apartamento do casal, lembra-nos que as reações à violência, no cotidiano, são seletivas. 

 

- O texto a seguir é parte da entrevista intitulada “Desprezo com caipira é tentativa de negar raízes”, concedida pelo professor-doutor Romildo Sant’Anna, da Unesp de Rio Preto (SP) e do curso de Jornalismo da Unimar de Marília (SP). Para o professor, assim como as modas caipiras, a música sertaneja também retrata a realidade do povo e não deve ser desprezada - 

DEBATE – Há alguma semelhança de conteúdo entre a música sertaneja e a música caipira?

Romildo – A grande característica contida nas letras das músicas caipiras é que elas refletem a falta da terra, falta de uma coisa fundamental que é o símbolo da mãe. Assim como ela, a música sertaneja também mostra a falta de alguma coisa. É sempre a mãe, a mulher que foi embora, que se casou com outro, é a diferença social, um que é pobre outro rico, enfim, o desencontro amoroso. Dessa maneira a mulher, também mãe e criadora, substituiu a “mãe terra” cantada na música caipira. É claro que isso tem um caráter mais banal. É a banalização da própria falta de educação formal no Brasil, no sentido de se ter maiores aprofundamentos filosóficos. A música caipira fala de valores muito antigos, já a sertaneja reflete valores mais ordinários, coisas mais passageiras desse mundo sem raízes. Há essa diferença, mas não podemos ter preconceitos em relação a nenhum dos dois gêneros, já que ambos refletem uma realidade da qual o povo é a grande vítima. A população que consome a música sertaneja não é culpada.

Disponível em: www2.uol.com.br. Acesso em: 23 out. 2010. (Adaptado).

 

Questão 10

De acordo com o entrevistado, assinale a alternativa correta.

A) A música sertaneja avança em qualidade técnica e elabora temas mais sofisticados, tornando-se, assim, culturalmente superior à música caipira.

B) A música caipira tem fundamento na emoção do homem simples mediante sua falta de opção amorosa no campo e seu anseio por viver na cidade.

C) A música caipira, diferentemente da música sertaneja, é feita para analfabetos, por isso revela humildade e simplicidade em suas letras e na composição.

D) A música sertaneja torna banal o tema da sensibilidade do homem da terra, uma vez que, em suas letras, quase sempre remete ao universo afetivo-sexual.

E) Atualmente, a classe média dos grandes centros urbanos prefere a música sertaneja por representar melhor a vida do homem na cidade e fazer esquecer as dores.

 

Questão 11

Leia o poema a seguir:

Distribuição da poesia

Mel silvestre tirei das plantas,

sal tirei das águas, luz tirei do céu.

Escutai, meus irmãos, poesia tirei de tudo

para oferecer ao Senhor.

Não tirei ouro da terra

nem sangue dos meus irmãos.

[...]

A vida está malograda,

creio nas mágicas de Deus.

[...]

LIMA, J. Tempo e eternidade. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. p. 321.

 

O poema acima, por sua temática e por sua forma, pertence ao período literário denominado:

A) Barroco, caracterizado pelo discurso religioso em uma perspectiva teocêntrica de temática religiosa e pela linguagem muito bem trabalhada em jogos de palavras.

B) Arcadismo, caracterizado pela febre do ouro, recém-descoberto em Minas Gerais, e pelo bucolismo, representado por um cenário voltado para a natureza e o pastoreio.

C) Romantismo, caracterizado, em sua primeira geração, por tratar de temas indianistas em busca de uma identidade nacional, com o fim de resgatar uma natureza de antes da colonização.

D) Parnasianismo, caracterizado pela preocupação com a técnica de composição do poema e pela defesa da arte pela arte.

E) Modernismo, caracterizado, em sua segunda fase, por uma poesia de versos livres e abordagem filosófica, social e religiosa.

 

Questão 12

Leia o poema a seguir:

Erro de português

Quando o português chegou

debaixo duma bruta chuva

vestiu o índio

que pena!

fosse uma manhã de sol

o índio tinha despido

o português

Oswald de Andrade

 

Sobre o poema, é INCORRETO afirmar que:

A) a palavra “português” presente no título pode remeter-se à língua portuguesa ou ao homem que fala português.

B) o nacionalismo presente no excerto acima se dá pela sátira e pelo tratamento dado à questão social do indígena, do português e pela preocupação formal.

C) “debaixo duma bruta chuva” retoma as informações da passagem a seguir, retirada da Carta de Pero Vaz de Caminha: “Na noite seguinte ventou tanto sueste com chuvaceiros que as naus desviaram-se do rumo, e especialmente a capitaina”.

D) Erro de português é um “poema-piada”, devido, entre outras particularidades, à sua concisão e ao humor.

E) o poema apresenta algumas características da primeira geração do modernismo brasileiro: liberdade formal, quase ausência total de pontuação, coloquialismo, a presença do humor, verso livre.

 

Questão 13

Leia o trecho a seguir do Manifesto Futurista, publicado por Filippo Tommaso Marinetti em 1909.

Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre ornado de grossos tubos semelhantes a serpentes de hálito explosivo [...] é mais belo que a Vitória de Samotrácia.

MARINETTI, Filippo Tommaso. Manifesto Futurista. 1909.

 

O trecho expressa um dos princípios fundamentais das vanguardas europeias do início do século XX. Nesse contexto, o texto de Marinetti

A) reafirma os valores estéticos da arte clássica, defendendo a permanência dos modelos artísticos da Antiguidade.

B) demonstra nostalgia em relação ao passado artístico europeu, sugerindo o retorno aos ideais renascentistas.

C) defende a neutralidade estética da arte diante das transformações tecnológicas da sociedade moderna.

D) propõe uma ruptura com a tradição artística ao valorizar elementos da modernidade, como a máquina, a velocidade e o dinamismo.

E) propõe a substituição da arte por formas exclusivamente científicas de representação da realidade.

 

Questão 14

Leia o texto e analise a imagem a seguir.

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-, eterno!

Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! [...]

De expressão de todas as minhas sensações,

Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!

PESSOA, Fernando. Melhores poemas. São Paulo: Global. 2004, p. 68.



Giacomo Balla

 

Com base no texto e na imagem, assinale a alternativa que apresenta o movimento artístico-literário correspondente.

A) Futurismo

B) Cubismo

C) Expressionismo

D) Concretismo

E) Dadaísmo

 

Questão 15

Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” – rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor... Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas, manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias – flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes, como aquelas que ele tinha ali.

BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2011. p. 73-74.

 

No romance, o narrador frequentemente utiliza a ironia ao descrever as ideias nacionalistas do major Policarpo Quaresma. No trecho apresentado, essa ironia se manifesta, principalmente, na(o)

A) valorização explícita das plantas brasileiras, apresentada como prova da superioridade natural do país.

B) descrição elogiosa do jardim, que revela a admiração do narrador pelo projeto nacionalista do personagem.

C) contraste entre o entusiasmo nacionalista de Quaresma e a descrição pouco valorizadora das plantas de seu jardim.

D) defesa da substituição de costumes estrangeiros por hábitos brasileiros, vista como solução para os problemas do país.

E) neutralidade do narrador, que apenas registra objetivamente as opiniões do personagem.

 

3ª SÉRIE - LI

Questão 1

Read the small text below.

In today’s globalized but turbulent world, peace cannot be reduced to the absence of conflict. True peace is the daily choice to live together in, diversity – across lines of sex, race, language, religion, or culture – with respect for justice and human rights, requires. It requires genuine dialogue and the commitment to coexist, building societies where inclusion becomes the foundation of lasting harmony.

Disponivel em: www.unesco.org/en/no-racism-no-discrimation. Acesso em: fev. 2026

 

According to the text, which idea best represents the concept of “true peace” in today’s globalized world?

A) Peace is achieved when there are no wars or conflicts.

B) Peace depends mainly on economic development and political stability.

C) Peace is a choice that involves dialogue, inclusion, and respect for diversity and human rights.

D) Peace means avoiding contact with people from different cultures.

E) Peace is possible in culturally homogeneous societies.

 

Questão 2

Read the text.

         “AI can help you understand concepts or generate ideas, but it should never replace your own thinking and effort,” the University of Chicago says in its guidance on using generative AI. “Always produce original work, and use Al tools for guidance and clarity, not for doing the work for you.”

         So don’t shy away from putting pen to paper – or your fingers to the keyboard – to do your own writing.

         “If you use an AI chatbot to write for you – whether explanations, summaries, topic ideas, or even initial outlines – you will learn less and perform more poorly on subsequent exams and attempts to use that knowledge,” Yale University’s Poorvu Center for Teaching and Learning says.

Disponível em: httpsi/apnews.com/artile/chatgpt-ai-school-university-college-education. Acesso em: 9 fev. 2025:

 

Check True (T) or False (F).

1) According to the University of Chicago, AI tools should completely replace students’ own thinking and effort.

2) The text encourages students to write their own work instead of relying on AI to do it for them.

3) Using AI only as a guide or to clarify ideias is considered acceptable in the text.

4) Yale University states that students learn more and perform better when AI chatbots do their writing.

5) The text suggests that excessive reliance on AI can negatively affect learning and exam performance

 

Check the correct alternative.

A) F – T – T – F – T

B) F – F – F – T – T

C) T – F – T – F – T

D) F – F – T – T – T

E) T – T – F – F – F

 

Questão 3

Read the text below.

         The Chamber of Commerce Brazil-Canada (CCBC) hosted Canada Day 2024, aimed at providing opoportunities for young Brazilians who wish to do an Exchange program, study, and explore the Canadian job market. The event featured representatives from the Consulate General of Canada in Brazil, who highlighted the efficiency of visa processing, allowing students to begin their studies in the country.

         During the event, experts from various universities and educational institutions in Canada shared information and provided clarifications for students, offering a comprehensive view of the available opportunities.

         Canada leads the list of the most sought-after destinations by Brazilians for studying abroad. According to the 2023 Belta Survey released by the Brazilian Association of Exchange Agencies, the number of Brazilian students seeking to study abroad grew by 18% in 2022 compared to the pre-pandemic period. This is because the region offers excellent quality of life, safety, and academic options, as well as work opportunities during and after studies, and the possibility of obtaining permanent residency in Canada.

         For those who are thinking about studying in Canada, it is essential to pay attention to the registration deadlines offered by the institutions and to prepare the documentation, such as sending transcripts, English test results and necessary proof of income. The institutions present at the event highlighted the importance of starting the application process in advance, as soon as each university opens its applications.

         Furthermore, to obtain a student visa for Canada it is necessary to follow a series of steps after receiving the acceptance letter from the educational institution and the scholarship. There are different types of visa, each suited to specific situations: the SX-1, for shortterm courses (up: to 24 weeks), which requires an acceptance letter; the V-1, a tourist visa that can also be used for courses of up to 24 weeks; and the S-1 Study Permit, required for courses longer than 24 weeks.

         To speed up the process, it is recommended to seek help from an exchange agency that offers guidance and support during all stages. In addition to the acceptance letter, you must have a passport valid for at least six months, demonstrate family ties in your country of origin, prove your financial capacity to support yourself in Canada during the study period and send all the necessary documentation, detailing your plans. For courses lasting more than six months, a medical examination is also required.

News CCBC, 17 jul. 2024. Disponivel em: ccbe.org.br/en/publicacoes/news-ccbe/canada-offers-great-study-opportunities-for-brazilians-who-want-to-do-an-exchange-program. Acesso em: 4 out. 2024, (Adaptado.)

 

The text above informs that

A) There were 18% more Brazilian students in Canada before 2022.

B) Canada is Brazilians number one destination for tourism and studies.

C) The students interested in the program must prove much they earn.

D) The Canadian institutions only offer courses that last more than six months.

E) For any of the courses it is necessary: tourist visa, study permit and acceptance letter.

 

Questão 4


Disponivel em: www.glasbergen.com/.Acesso em: 4 mar. 2024.

The information the doctor is expressing is:

A) The balance of good news and bad ones favors the patient.

B) The patient has a young heart condition which is not good.

C) Old men take care of their hearts better than Young ones.

D) The younger generation has a better health condition.

E) The older generation has a healthier heart condition.

 

 

Questão 5

Sumak Helena Gualinga

Sumak Helena Gualinga (23) is an Indigenous climate-justice advocate from the Ecuadorian Amazon, Raised in a family of land protectors, she witnessed the threats her community faced from extractive industries, Today, she uses her voice to expose how fossil-fuel extraction destroys land, culture, and lives. Helena co-founded Polluters Out, a youth-led movement demanding that fossil fuel corporations be kept out of climate policy. She lifts up Indigenous perspectives, including “Kawsak Sacha” (the Living Forest), showing that protecting the Earth is vital for survival.

Disponivel em: https:/moonshotpirates.com/blog/9-inspiring-young-leaders-to-follow-in-2026/. Acesso em: 10 fev. 2026.

 

Based on the text, what can be inferred about the relationship between Indigenous knowledge and global climate policies?

A) Indigenous perspectives are symbolic and have little practical impact on climate debates.

B) Indigenous activism focuses mainly on preserving cultural traditions rather than addressing environmental issues.

C) Indigenous knowledge offers alternative ways of understanding environmental protection that challenge fossil-fuel-driven policies.

D) Indigenous communities support fossil fuel extraction as a means of economic survival.

E) Indigenous leaders prioritize local struggles and avoid participating in global climate discussions. 







03 julho 2026

INTRODUÇÃO À OBRA: A VISÃO DAS PLANTAS (2)

 


Questão 1

O discurso indireto livre ocorre quando a voz de um dos personagens se mescla à voz do narrador.

Nos trechos abaixo, retirados de A visão das plantas, a única opção em que não se observa o uso do discurso indireto livre é:

a) “Farta da criação, a gata desceu a ladeira e Celestino nunca mais a viu. Ter-se-ia deitado ao ribeiro, com o fim de se matar?”.

b) “Comovia-se ao observar o arranjo das pétalas picotadas – por um anjo? – dos cravos”.

c) “A penumbra quase falava: respira, filho, chegaste”.

d) “Um vestígio de alfazema seca perfumava o mofo. Ou seria cera?”.

e) “As crianças saídas do colégio espreitavam os suspensórios de enxada às costas. Seria aquele o diabo?”.

 

- Texto para a questão 2 -

[...] quero os meus cravos ao vento, faladores, falam todo o dia uns com os outros, como a bicheza fala metida nos nós da madeira, contam histórias uns aos outros que só eu ouço, grandes tristezas, bagatelas, e depois cansam-se, doem-lhes as costas, é quando eu os ajudo, lhes acomodo a cama, digo que vai alta a tarde, que está quase aí a nossa noite, queridos cravos, falam como matracas e caem como meninos, por isso os quero tanto, são mais afoitos que as crianças, cansam-se, os cravos do capitão Celestino, bem-aventurados, só querem é rir e comer e beijar borboletas.

ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. São Paulo: Todavia, 2021. p. 25.

 

Questão 2

Nesse fragmento de A visão das plantas, um recurso expressivo presente é a:

a) antítese.

b) hipérbole.

c) alegoria.

d) prosopopeia.

e) sinestesia.

 

- Texto para a questão 3 -

Matei dez mulheres, a uma delas cortei os pés. Matei um corvo, para o comer. Raposas, ratazanas. Matei centenas de homens com as minhas mãos e elas não me caíram. Matei os sonhos de um milhar de outros. Queimei cabanas. Um dia, mordi o pescoço dum homem até lhe arrancar as veias para fora. Espetei uma lança no peito de um amigo. Roubei dinheiro. Rebentei o crânio de um albino contra uma rocha. E a seguir esquartejei-o. À hora de adormecer, a mão de minha mãe entrava por mim dentro com a xícara de leite morno, muito doce, e levava-me na mão do sono.

ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. São Paulo: Todavia, 2021. p. 23-24.

 

Questão 3

O trecho permite afirmar que, no contexto mais amplo de A visão das plantas, os atos passados de Celestino são:

a) confessados a padre Alfredo como meio para obter a redenção espiritual.

b) inventados pelos adultos da vila, que buscavam razões para expulsá-lo.

c) narrados aos vizinhos, como estratégia para mantê-los afastados do jardim.

d) registrados por Manuel, que busca preservar a memória coletiva do século XIX.

e) contados às crianças, não sendo acompanhados de sinais visíveis de remorso.

 

Questão 4

Leia o texto para responder ao que se pede.

As plantas viam-no como um olho de vidro vê a passagem das nuvens. Elas e o seu amigo eram seiva da mesma seiva, da mesma carne sem dó nem piedade. Atrás das costelas, no lugar do coração, o corsário tinha uma planta.

ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. São Paulo: Todavia, 2021. p. 37.

 

a) No livro A visão das plantas, é estabelecida uma identificação entre o capitão Celestino e as plantas de seu jardim. Em que se baseia essa identificação?

b) De acordo com o dicionário Michaelis, o substantivo amigo pode significar “que é afeiçoado ou entusiasta de; aficionado, admirador, amante”. Considerando o plano geral do romance, é possível afirmar que as plantas viam Celestino como um amigo? Justifique sua resposta.

 

- Textos para a questão 5 -

Texto 1

Os diversos avanços e retrocessos nas negociações entre Rio de Janeiro e Londres pareceram chegar ao final em 7 de novembro de 1831, quando a Assembleia Legislativa aprovou a primeira lei de proibição do tráfico de africanos. [...] A despeito dos esforços britânicos em exigir o cumprimento da lei de 1831, na década subsequente o desembarque clandestino de africanos intensificou-se. Havia uma rede de proteção ao comércio negreiro que contava com a conivência das autoridades responsáveis por sua repressão, e, ainda mais, com a aceitação e ajuda da população local.

ARAÚJO, Carlos Eduardo Moreira de. Fim do tráfico. In: SCHWARCZ, L. M.; GOMES, F. (org.) Dicionário da escravidão e liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 232.

 

Texto 2

Antes o porão nos meus tempos. 1833.

ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. São Paulo: Todavia, 2021. p. 32.

 

Texto 3

No cais, as fisionomias anunciavam outro século, que nunca seria seu.

ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. São Paulo: Todavia, 2021. p. 36.

 

Questão 5

Responda:

a) Com base na leitura dos textos I e II, explique a razão de Celestino ser referido como pirata ao longo do romance.

b) Os textos II e III estabelecem uma oposição. Aponte-a e, em seguida, explique como ela se relaciona com o desfecho do romance.

 

- Leia o seguinte trecho de A visão das plantas para responder à questão. -

Cavava como uma imposição vinda do fundo da terra, mas sem saber por que o fazia. Caras e esgares, risos e olhares, o brilhante, uma moeda, nada o conduziu nem atormentou. A terra entrou-lhe nos olhos, debaixo das unhas, sujou-lhe abarba, chegou-lhe à boca. Não cavava a sua cova. Cavou pela sua vida, sem pensar em nada, sem sentir o corpo. Respondia a uma força de que desconhecia a origem e lhe tomara conta dos braços. Cavou mais fundo.

ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. São Paulo: Todavia, 2021. p. 59.

 

Questão 6

A frase que melhor sintetiza o trecho acima é:

a) “Em breve, o homem deixaria de ser homem para ser terra e a terra, engolindo-o, o tornaria seu”.

b) “A partir da terra, revelou-se à noite e ao mar como tendo chegado ao seu destino”.

c) “Ao contrário do que se dizia na vila e lhe assegurava a língua-de-trapos do sacristão, a casa não fora ocupada por um facínora, mas por um homem atrapalhado com os preparativos do seu enterro”.

d) “As mãos, que outrora haviam de ter cheirado a rum e a sangue, cheiravam agora a coalho e a terra cultivada”.

e) “As rosas, os cravos, os abetos, a ameixoeira ainda não sabiam que o seu amigo tinha morrido”.

 

- Texto para a questão 7 -

As mães passaram a pôr as mãos à frente dos olhos dos meninos quando se cruzavam com ele na rua. “Se não comes a sopa, levo-te para a casa do capitão, que te há-de cortar às postas como se fosses uma garoupa”, diziam as avós aos netos. Na casa onde comprava as sementes, vendiam-nas de má vontade. Anda a construir um altar a Judas Escariotes, cruzes, credo, o diabo o carregue. Se ele não fosse tão discreto, tratariam de o correr da terra ou juntar-se-iam ao portão com archotes acesos, obrigando-o a abandonar o burgo, numa madrugada fria. Com o tempo, chegando do mar novos barcos e novas gentes, os rumores foram-se diluindo nas novidades. Pouco falava e estava velho. Caminhava a custo. Ia para cego e não se metia com ninguém.

ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. São Paulo: Todavia, 2021. p. 27.

 

Questão 7

Com base no trecho, observa-se que os sentimentos dos moradores da vila em relação ao capitão Celestino mudaram ao longo do tempo, já que:

a) a indiferença se transformou em respeito.

b) o entusiasmo se transformou em rejeição.

c) o desprezo se transformou em interesse.

d) a curiosidade se transformou em desconfiança.

e) o medo se transformou em indiferença.

 

- Texto para a questão 8 -

A velha negra nunca desatava a venda da menina holandesa porque o que se ata em vida na morte não se desata.

ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. São Paulo: Todavia, 2021. p. 79.

 

Questão 8

Assinale a alternativa que melhor representa o fragmento acima, retirado do romance A visão das plantas.

a) “A redenção exige a rememoração integral do passado, sem fazer distinção entre os acontecimentos ou os indivíduos” (LÖWY, M. Walter Benjamin: aviso de incêndio. Uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”. São Paulo: Boitempo, 2005. p. 54).

b) “O que acontece aos seres humanos que morreram, nenhum futuro pode reparar. Jamais serão chamados para se tornarem felizes para sempre” (HORKHEIMER, M. Traditionelle und Kritische Theorie. In: LÖWY, M. Walter Benjamin: aviso de incêndio. Uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”. São Paulo: Boitempo, 2005. p. 49).

c) “[...] o presente ilumina o passado, e o passado iluminado torna-se uma força no presente” (LÖWY, M. Walter Benjamin: aviso de incêndio. Uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”. São Paulo: Boitempo, 2005. p. 54).

d) “Quanto à vingança das vítimas do passado, trata-se simplesmente da reparação dos crimes a que foram subjugados e da condenação moral daqueles que os infligiram” (LÖWY, M. Walter Benjamin: aviso de incêndio. Uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”. São Paulo: Boitempo, 2005. p. 112).

e) “É evidente que a rememoração das vítimas não é [...] uma lamúria melancólica ou uma meditação mística” (LÖWY, M. Walter Benjamin: aviso de incêndio. Uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”. São Paulo: Boitempo, 2005. p. 111).

 

- Textos para a questão 9 -

Texto 1

Os homens despejaram a cal no porão, saco a saco. Os negros viram que um pó caía sobre eles, mas não entenderam o que se passava. Os sacos de cal foram vazados no porão e a porta fechada por Celestino. Ouviram-se gemidos, pedidos de socorro e, passado algum tempo, um silêncio que apaziguou os piratas.

ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. São Paulo: Todavia, 2021. p. 36.

 

Texto 2

O quintal florido estava calmo. Se ali vivia o diabo, era bom jardineiro. Com as botas nas mãos dadas de Raul, Pedro galgou o muro, com esforço. “Consegues vê-lo? E como é?”, perguntou Luzia, impaciente. Mas, em cima do muro, deixado por um diabrete adivinho, só viu um pires com três cubos de marmelada e três fatias de queijo curado.

ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. São Paulo: Todavia, 2021. p. 19.

 

Questão 9

Com base na leitura dos trechos, responda:

a) O romance A visão das plantas rejeita o maniqueísmo. Justifique essa afirmação com elementos extraídos dos textos I e II.

b) Cite dois pares de opostos que podemos observar na comparação entre os textos I e II.

 

 

 

 

 

1. c

2. d

3. e

4. a) Tanto Celestino quanto as plantas são indiferentes ao sofrimento alheio e incapazes de mostrar gratidão.

b) Não é possível afirmar isso, já que não se observa qualquer sentimento de afeição das plantas em relação a Celestino. Elas não sentem gratidão pelos cuidados que o capitão lhes dedica nem mostram compaixão diante do adoecimento progressivo do jardineiro.

5. a) No texto I, fica claro que o tráfico negreiro para o Brasil foi proibido em 1831. No entanto, ele continuou ocorrendo ilegalmente, mesmo após essa proibição. A fala de Celestino, que aponta o ano de 1833 como “seu tempo”, sugere que o capitão continuou agindo de forma clandestina nos mares, o que equivale a dizer que ele atuava como pirata.

b) No texto II, vemos que Celestino se refere ao ano de 1833 como “seu tempo”, ou seja, um momento que lhe pertence, por estar relacionado ao auge de sua vida nos mares. Por extensão, podemos entender que o capitão pertence ao século XIX. Em oposição, o texto III afirma que o século XX não pertenceria ao velho pirata. Isso se relaciona ao desfecho do romance, já que, na virada do século, Celestino havia se transformado em assunto de cantigas de pescador e em um herói remoto do qual poucos se lembravam.

6. a

7. e

8. b

9. a) No romance de Djaimilia Pereira de Almeida, vemos representada a complexidade humana em todas as suas contradições. Desse modo, o mesmo homem capaz de cometer crimes terríveis, como matar de forma cruel os cativos que tentaram se rebelar em seu navio (texto I), é aquele que dedica cuidado às plantas e se mostra gentil com as crianças (texto II).

b) Podemos observar os seguintes pares de opostos: morte/vida, crueldade/cuidado.













FORMAL X INFORMAL REGISTER (II)