21 novembro 2025

AVALIAÇÃO BIMESTRAL 4 - 1ª SÉRIE 2025

- Texto para as questões 1 e 2 

Muitos acreditam que cruzar com gato preto, passar por debaixo de escadas e quebrar espelhos podem trazer ainda mais azar às sextas-feiras 13. Marcada pela ideia de mau agouro, a data pode desenvolver até fobia em alguns: triscaidecafobia, por exemplo, é o nome dado ao medo irracional e incomum ao número 13; já parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia são termos usados para o medo específico para esse dia. [...]

Há diferentes possíveis origens para o tabu. Uma delas1 relaciona a falta de sorte e a data com a mitologia nórdica. De acordo com a lenda, um banquete oferecido pelo deus Odin aconteceu para 12 convidados. Loki, considerado o deus do mal, da trapaça e da discórdia, soube do encontro para o qual ele2 não foi chamado e matou um dos participantes. Assim, passou-se a acreditar que um encontro entre 13 pessoas pode terminar em tragédia.

Outras explicações estão ligadas ao cristianismo, uma vez que, segundo a tradição, Jesus foi crucificado numa sexta-feira. Além disso3, a Santa Ceia contou com a presença de 13 pessoas. Há, ainda, a possibilidade de que a superstição esteja ligada ao livro “Sexta-feira 13”, lançado em 1907 por Thomas Lawson e que conta a história de um corretor de Wall Street que manipula o valor de ações para se vingar de seus4 inimigos e os deixa na miséria. Embora não o5 tenha criado, a obra teria ajudado a disseminar o temor pelo dia.

Sexta-feira 13: medo da data tem até nome; entenda a superstição. Folha de S.Paulo, São Paulo, 13 jan. 2023. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2023/01/sexta-feira-13-medo-da-data-tem-ate-nome-entenda-asupersticao. shtml. Acesso em: 21 abr. 2025. (Adaptado.)

 

Questão 1

[...] triscaidecafobia, por exemplo, é o nome dado ao medo irracional e incomum ao número 13; já parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia são termos usados para o medo específico para esse dia. (1º parágrafo)

Neste trecho, o texto emprega termos técnicos para nomear medos específicos. Considerando os elementos gregos que formam esses termos e a função de nomeação desses substantivos, é correto afirmar que a (o)

A) emprego de palavras que sintetizam ideias complexas reduz a sensação de estranhamento do leitor, tornando conceitos científicos mais populares.

B) uso de termos especializados para dar nome a fenômenos específicos confere ao texto efeito de formalidade, tom mais científico e mais credibilidade.

C) escolha por palavras pouco conhecidas reflete uma tentativa de aproximar o texto da linguagem coloquial, tornando o tema mais curioso e descontraído.

D) seleção de termos de uso raro e de leitura desafiadora visa ironizar o medo do número 13, fazendo da dificuldade de pronunciá-los um recurso humorístico.

E) qualificação dos medos por meio de termos elitistas impede a compreensão do fenômeno por leitores níveis mais básicos de formação cultural.

 

Questão 2

Os pronomes destacados no texto desempenham uma função fórica, ou seja, eles contribuem para a coesão do texto ao apontarem para termos ou ideias já mencionados ou que ainda o serão. A alternativa que apresenta a correta correspondência entre o pronome e seu referente é

A) “delas” (ref. 1) retoma “possibilidades”.

B) “ele” (ref. 2) retoma “deus Odin”.

C) “disso” (ref. 3) retoma “cristianismo”.

D) “seus” (ref. 4) refere-se a “inimigos”.

E) “o” (ref. 5) refere-se a “temor pelo dia”.

 

Questão 3

Para responder à questão, leia um trecho do livro Criação imperfeita, do físico Marcelo Gleiser. 

Nosso primeiro antepassado era tão fascinado quanto somos hoje pelo mistério da Criação. Nossos descendentes continuarão essa busca, tentando desvendar o sentido da existência. Somos, e seremos sempre, criaturas criadoras. Mas nosso foco precisa mudar. A ciência nos mostrou que a razão, motivada pela paixão da descoberta, é o instrumento mais poderoso que temos para responder a nossas perguntas sobre o mundo natural. Dado que nossas primeiras explicações do mundo surgiram de imagens e narrativas míticas, não é surpreendente que a ciência carregue, nas suas raízes, a mesma expectativa mítica de explicações finais sobre o mundo, sobre nossa razão de ser. [...]

A despeito da nossa necessidade de encontrar perfeição e simetria em tudo, o poder criativo da Natureza vem de assimetrias e de imperfeições que se manifestam desde o mundo das partículas subatômicas ao Universo como um todo. Buscamos por simetrias perfeitas, criamos equações para descrevê-las, mas vemos que nossas soluções são apenas aproximações de uma realidade imperfeita. E assim deveria ser. Assimetria gera desequilíbrio, desequilíbrio gera transformação, transformação gera realização, a emergência de estrutura. Algumas das simetrias mais básicas da física de partículas devem ser violadas para que a matéria exista. A vida seria impossível sem a assimetria molecular, a quiralidade das biomoléculas. O Universo por inteiro talvez tenha surgido de uma flutuação quântica que emergiu do multiverso, uma entidade atemporal onde incontáveis possíveis universos coexistem. Segundo essa visão, o cosmo é produto de um acidente que carregava consigo as sementes da existência. De um início incerto e após uma expansão superacelerada, o cosmo evoluiu para gerar os elementos químicos mais leves. Em seguida, nuvens de hidrogênio e hélio, cercadas por véus invisíveis de matéria escura, entraram em colapso devido a sua própria gravidade para formar as primeiras estrelas e galáxias. Bilhões de anos mais tarde, em torno de uma estrela comum, um planeta banhado por vastos oceanos coletou os ingredientes necessários para a vida. Após colisões de enorme violência com asteroides e cometas, de incontáveis erupções vulcânicas, de turbulência furiosa nos oceanos, o planeta foi se acalmando. Da sopa primordial, moléculas interagiram e cresceram, interligando-se para formar a primeira criatura viva. Bilhões de anos mais tarde, nossos antepassados começaram a se questionar sobre a razão de sua existência. Sozinhos, contemplaram os céus, buscando nas estrelas pela sua origem.

Criação imperfeita, 2024.

 

Dêiticos são elementos indiciais da linguagem que se referem ao lugar em que o enunciado é produzido, ao momento da enunciação e aos atores do discurso. Termos como “aqui” ou “agora” devem ser interpretados em função do lugar ou do momento em que se encontram os atores do discurso quando dizem “aqui” ou “agora”. 

Verifica-se um dêitico que se refere ao momento em que o enunciado é produzido no trecho

A) “A ciência nos mostrou que a razão, motivada pela paixão da descoberta, é o instrumento mais poderoso que temos para responder a nossas perguntas sobre o mundo natural.” (1° parágrafo)

B) “Buscamos por simetrias perfeitas, criamos equações para descrevê-las, mas vemos que nossas soluções são apenas aproximações de uma realidade imperfeita.” (2° parágrafo)

C) “Nosso primeiro antepassado era tão fascinado quanto somos hoje pelo mistério da Criação. Nossos descendentes continuarão essa busca, tentando desvendar o sentido da existência.” (1° parágrafo)

D) “Em seguida, nuvens de hidrogênio e hélio, cercadas por véus invisíveis de matéria escura, entraram em colapso devido a sua própria gravidade para formar as primeiras estrelas e galáxias.” (2° parágrafo)

E) “Bilhões de anos mais tarde, nossos antepassados começaram a se questionar sobre a razão de sua existência. Sozinhos, contemplaram os céus, buscando nas estrelas pela sua origem.” (2° parágrafo)

 

- Texto para as questões 4 a 7

Isto aconteceu na Bahia, numa tarde em que eu visitava a mais antiga e arruinada igreja que encontrei por lá, perdida na última rua do último bairro. Aproximou-se de mim um padre velhinho, mas tão velhinho, tão velhinho que mais parecia feito de cinza, de teia, de bruma, de isopor do que de carne e osso. Aproximou-se e tocou o meu ombro:

– Vejo que aprecia essas imagens antigas – sussurrou-me com sua voz débil. E descerrando os lábios murchos num sorriso amável: – Tenho na sacristia algumas preciosidades. Quer vê-las?

Solícito e trêmulo foi-me mostrando os pequenos tesouros da sua igreja: um mural de cores remotas e tênues como as de um pobre véu esgarçado na distância; uma Nossa Senhora de mãos carunchadas e grandes olhos cheios de lágrimas; dois anjos tocheiros que teriam sido esculpidos por Aleijadinho, pois dele tinham a inconfundível marca nos traços dos rostos severos e nobres, de narizes já carcomidos…

Mostrou-me todas as raridades, tão velhas e tão gastas quanto ele próprio. Em seguida, desvanecido com o interesse que demonstrei por tudo, acompanhou-me cheio de gratidão até a porta.

– Volte sempre – pediu-me. [...]

TELLES, L. F. Então, adeus! In: SANTOS, J. F. dos. As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 246.

Questão 4

A inversão do adjetivo pode funcionar como recurso expressivo, como uma marca de subjetividade do enunciador. É o que ocorre na seguinte passagem do excerto:

A) “[...] eu visitava a mais antiga e arruinada igreja que encontrei por lá [...]” (1° parágrafo).

B) “[...] Aproximou-se de mim um padre velhinho [...]” (1° parágrafo).

C) “[...] E descerrando os lábios murchos num sorriso amável [...]” (2° parágrafo).

D) “[...] um mural de cores remotas e tênues [...]” (3° parágrafo).

E) “[...] nos traços dos rostos severos e nobres [...]” (3° parágrafo).

 

Questão 5

Na expressão “[...] uma Nossa Senhora de mãos carunchadas [...]” (3º parágrafo), o uso do artigo indefinido

A) constitui uma imprecisão semântica, pois “Nossa Senhora” é substantivo próprio.

B) assume valor quantitativo, explicitando a existência de uma única Nossa Senhora.

C) é um desvio em relação à norma-padrão, embora seu sentido seja compreensível.

D) justifica-se por se referir a uma representação da santa mencionada pela primeira vez.

E) é explicado por se tratar de um texto literário, em que a licença poética é facultada à escritora.

 

Questão 6

Os pronomes funcionam como catafóricos quando, no enunciado, antecipam seu referente. É o que ocorre em:

A) “[...] numa tarde em que eu visitava a mais antiga e arruinada igreja que encontrei por lá [...]” (1° parágrafo).

B) “[...] Aproximou-se de mim um padre velhinho [...]” (1° parágrafo).

C) “[...] Aproximou-se e tocou o meu ombro [...]” (1° parágrafo).

D) “[...] Quer vê-las? [...]” (2° parágrafo).

E) “[...] tão velhas e tão gastas quanto ele próprio [...]” (4° parágrafo).

 

Questão 7

Os pronomes podem indicar a localização de determinado elemento no espaço, em relação aos interlocutores. É o que se observa em:

A) “Isto aconteceu na Bahia [...]” (1° parágrafo).

B) “[...] Aproximou-se e tocou o meu ombro [...]” (1° parágrafo).

C) “[...] Vejo que aprecia essas imagens antigas [...]” (2° parágrafo).

D) “[...] dois anjos tocheiros que teriam sido esculpidos por Aleijadinho [...]” (3° parágrafo).

E) “[...] pois dele tinham a inconfundível marca nos traços dos rostos [...]” (3° parágrafo).

 

- Texto para as questões 8 a 10

Já ouvi gente falando que o podcast é o renascimento do rádio. O rádio é genial, uma mídia imorredoura, mas podcast não tem nada a ver com ele. O formato está mais próximo do ensaio literário do que de um programa de ondas curtas, médias ou longas.

Podcasts são antípodas das redes sociais. Enquanto elas são dispersivas, levam à evasão e à desinformação, os podcasts são uma possibilidade de imersão, concentração, aprendizado. Depois que eles surgiram, lavar a louça e me locomover pela cidade viraram um programaço. Um pós-almoço de domingo e aprendo tudo sobre bonobos e gorilas. Um táxi pro aeroporto e chego ao embarque PhD em reforma tributária.

PRATA, A. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 7 jan. 2024. (Adaptado.)

 

Questão 8

Segundo a argumentação construída nesse texto, o podcast

A) provoca dispersão da atenção em seu público.

B) funciona por meio de uma frequência de ondas curtas.

C) propicia divulgação de conhecimento para seus usuários.

D) tem um formato de interação semelhante ao das redes sociais.

E) constitui uma evolução na transmissão de informações via rádio.

 

Questão 9

Para reforçar que o podcast “não tem nada a ver” com o rádio, o articulista o aproxima

A) a um gênero típico da linguagem escrita.

B) aos programas de ondas curtas e longas.

C) aos gêneros tradicionais da educação.

D) a gêneros científicos econômicos.

E) às redes sociais imersivas.

 

Questão 10

A expressão “táxi pro aeroporto” sugere que o articulista

A) acredita que todos têm o mesmo acesso aos podcasts.

B) pertence a um grupo social mais próximo das elites.

C) critica o acesso fácil e barato às redes sociais.

D) reconhece problemas de mobilidade urbana.

E) diferencia informações de alta e baixa qualidade.

 

Questão 11

A escrava

– Admira-me –, disse uma senhora de sentimentos sinceramente abolicionistas –; faz-me até pasmar como se possa sentir, e expressar sentimentos escravocratas, no presente século, no século dezenove! A moral religiosa e a moral cívica aí se erguem, e falam bem alto esmagando a hidra que envenena a família no mais sagrado santuário seu, e desmoraliza, e avilta a nação inteira! Levantai os olhos ao Gólgota, ou percorrei-os em torno da sociedade, e dizei-me:

– Para que se deu em sacrifício, o Homem Deus, que ali exalou seu derradeiro alento? Ah! Então não era verdade que seu sangue era o resgate do homem! É então uma mentira abominável ter esse sangue comprado a liberdade!? E depois, olhai a sociedade… Não vedes o abutre que a corrói constantemente!… Não sentis a desmoralização que a enerva, o cancro que a destrói?”

Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e será sempre um grande mal. Dela a decadência do comércio; porque o comércio e a lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu trabalho é forçado.

REIS, M. F. Úrsula e outras obras. Brasília: Câmara dos Deputados, 2018.

 

Inscrito na estética romântica da literatura brasileira, o conto descortina aspectos da realidade nacional no século XIX ao

A) revelar a imposição de crenças religiosas a pessoas escravizadas.

B) apontar a hipocrisia do discurso conservador na defesa da escravidão.

C) sugerir práticas de violência física e moral em nome do progresso material.

D) relacionar o declínio da produção agrícola e comercial a questões raciais.

E) ironizar o comportamento dos proprietários de terra na exploração do trabalho.

 

Questão 12

Eu lhe juro, Aurélia. Estes lábios nunca tocaramface de outra mulher, que não fosse minha mãe. Meu primeiro beijo de amor, guardei-o para minha esposa, para ti... [...]

Ou de outra mais rica! disse ela, retraindo-se para fugir ao beijo do marido, e afastando-o com a ponta dos dedos.

A voz da moça tomara o timbre cristalino, eco da rispidez e aspereza do sentimento que lhe sublevava o seio, e que parecia ringir-lhe nos lábios como aço.

Aurélia! Que significa isto?

Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. Podemos ter este orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entremos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é, eu, uma

mulher traída; o senhor, um homem vendido.

Vendido! exclamou Seixas ferido dentro d’alma.

Vendido, sim: não tem outro nome. Sou rica, muito rica; sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem contos de réis, foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda a minha riqueza por este momento.

ALENCAR, J. Senhora. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 2003.

 

Ao tematizar o casamento, esse fragmento reproduz uma concepção de literatura romântica evidenciada na

A) defesa da igualdade de gêneros.

B) importância atribuída à castidade.

C) indignação com as injustiças sociais.

D) interferência da riqueza sobre o amor.

E) valorização das relações interpessoais.

 

Questão 13

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

DIAS, G. Canção do exílio. In: ___. Primeiros cantos: poesia americana. Lisboa: Tipografia de Castro Irmão, 1846.

 

O trecho, representativo da poesia de Gonçalves Dias, apresenta uma característica marcante do Romantismo brasileiro da primeira geração. Essa característica é a(o)

A) crítica social e a denúncia da escravidão.

B) idealização da pátria e o saudosismo.

C) humor e a ironia diante da condição humana.

D) objetividade e o olhar científico sobre a realidade.

E) busca por temas universais e mitológicos.

 

Questão 14

Luísa entrou na sala de jantar com os olhos vermelhos. Era a segunda vez que chorava nesse dia.

A criada ia já tirar a sopa, e Julião, metido no guardapó de riscadinho preto, folheava um jornal político.

Que tens tu? perguntou Jorge.

Nada respondeu ela com voz mole, indo sentar-se à mesa.

Mas na presença de Jorge os seus olhos tornaram--se úmidos outra vez. Jorge viu as lágrimas:

O que é isso, Luísa?

Ela abanou a cabeça, murmurou:

É esta casa, esta tristeza...

Pois mudemo-nos! disse Jorge, passando-lhe o braço pelos ombros.

Ela largou o guardanapo e encostou-se ao marido:

Sim, sim, vamos para Lisboa!

QUEIRÓS, E. de. O Primo Basílio. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

 

O fragmento do romance O Primo Basílio revela aspectos centrais da estética realista, sobretudo ao mostrar a(o)

A) desprezo burguês pela vida rural e suas tradições religiosas.

B) tentativa da personagem de romper com as convenções sociais e se tornar escritora.

C) idealização da vida conjugal, típica da literatura romântica.

D) olhar crítico e objetivo sobre a rotina conjugal e os conflitos emocionais.

E) valorização das emoções femininas como força revolucionária.

 

Questão 15

Existe um povo que a bandeira empresta

P’ra cobrir tanta infâmia e covardia!...

E deixa transformar-se nessa festa

Em manto impuro de bacante fria!...

 

Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,

Que impudente na gávea tripudia?!...

Silêncio!... Musa – chora, chora tanto,

Que o pavilhão se lave no teu pranto!...

ALVES, Castro. O Navio Negreiro. In: ___. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1960.

 

No poema O Navio Negreiro, o eu lírico manifesta uma crítica contundente ao sistema escravocrata brasileiro por meio de imagens que relacionam a bandeira nacional à

A) exaltação da liberdade conquistada pela Independência.

B) alegoria religiosa da salvação cristã.

C) representação heroica da pátria vitoriosa.

D) vergonha nacional diante das atrocidades da escravidão.

E) mística indígena do povo oprimido.

 

Questão 16

Ela repetia para si: “Tenho um amante! Um amante!” deliciando-se com essa ideia como com a ideia de uma segunda puberdade que lhe voltasse à vida. Ia tornar-se, enfim, possuidora de todas as volúpias, de todos os êxtases. Entraria em algo de maravilhoso em que tudo seria paixão, êxtase, delírio: uma vastidão azulada a envolvê-la, cumes do sentimento a escalar. E os instintos do sexo, a curiosidade, as delícias da luxúria, a raiva contra a lei, o encanto do perigo ou a força da voluptuosidade levavam-na a confundir o amor sensual com os desejos de uma alma.

FLAUBERT, G. Madame Bovary. Tradução de Paulo Rónai. São Paulo: Abril Cultural, 1971.

 

No trecho acima de Madame Bovary, Gustave Flaubert expressa traços fundamentais do Realismo ao retratar a protagonista

A) como símbolo de elevação moral e religiosa.

B) através de metáforas idealizantes típicas da poesia épica.

C) com distanciamento crítico, revelando suas ilusões e contradições.

D) pela ótica subjetiva de um narrador sentimental.

E) como mártir da hipocrisia da sociedade aristocrática medieval.

 

 - Texto para as questões 1 a 5

In the “real” world of The Matrix, the year is sometime around 2199. At some point, humanity developed superintelligent machines that took over, and humanity now occupies a sunless, hypermachinised wasteland where the vast majority of human beings are being exploited on an almost unfathomable scale. Harvested for energy in endless fields, deracinated and kept in isolated pods, their only salvation is the fact that most of them are unaware of their situation, distracted as they are by a simulation called the Matrix. Although humanity now occupies a sunless, hypermachinized wasteland exploited on an unfathomable scale, the fact that most are unaware of their situation due to the Matrix simulation offers them a semblance of salvation.

Disponível em: https://dellsystem.me/pdfs/SO427-matrix.pdf. Acesso em: 4 abr. 2025.

 

Questão 1

No texto, a conjunção “Although” pode evidenciar a ideia de:

A) alternância.

B) comparação.

C) adição.

D) concessão.

E) equivalência.

 

Questão 2

No texto, o cenário descrito como o “mundo real” em Matrix é um(a)

A) mundo futurista, onde os humanos vivem em harmonia com as máquinas.

B) paraíso tecnológico com recursos infinitos.

C) mundo devastado, dominado por máquinas superinteligentes.

D) civilização primitiva tentando se reconstruir após uma catástrofe.

E) planeta alienígena colonizado pelos humanos.

 

Questão 3

O propósito da Matrix na narrativa do texto é

A) servir como uma prisão física para os humanos.

B) ser uma ferramenta de controle usada contra as máquinas.

C) oferecer uma alternativa de realidade para os robôs.

D) distrair os humanos da sua verdadeira situação.

E) substituir o mundo real por completo.

 

Questão 4

The comparative of superiority form of isolated in “deracinated and kept in isolated pods” is

A) “more isolated than”.

B) “isolateder than”.

C) “most isolated”.

D) “the most isolated”.

E) “the more isolated”.

 

Questão 5

Na sentença “[...] their only salvation is the fact that most of them are unaware of their situation [...]”, “most of them” pode ser traduzido para o português como

A) “todos eles”.

B) “vários deles”.

C) “muitos deles”.

D) “alguns deles”.

E) “a maioria deles”.

AVALIAÇÃO BIMESTRAL 4 - 2ª SÉRIE 2025

 - Texto para as questões 1 a 3

Devo ao leitor Adilson Roberto Gonçalves,1 pesquisador na Unesp,2 a providencial lembrança de que o substantivo conclave,3 termo de jeitão solene que está na ordem do dia [devido à morte do Papa Francisco],4 é irmão de conchavo,5 palavrinha popular e desprovida de pompa que costuma exalar um aroma de mutreta.

Nos dois casos, temos a mesma ideia de ambiente que se fecha com chave,6 “clavis”. No conclave, enfatiza-se a reclusão, o quase encarceramento; no conchavo,7 o sigilo do que só pode ser dito entre quatro paredes.

Aí você pode perguntar: como foi que as duas palavras vieram a se tornar tão diferentes depois que a história as separou na maternidade? [...]

Repare que no conclave, de formação culta, “clavis” mantém sua feição latina, como mantém no claviculário (quadro onde se penduram chaves). No conchavo, popular, “clavis” se aportuguesa no chiado da chave.

Antes de virar uma tradição de oito séculos, o sentido eclesiástico de conclave – cardeais trancafiados até elegerem o novo pontífice – nasceu de uma medida de força adotada para obrigar os bonitões a dar fim a um impasse de quase três anos na sucessão do papa Clemente IV, morto em 1268.

Já no conchavo, explica o filólogo Antenor Nascentes, a ideia de “fechar dois ou mais em um quarto” se desdobrou na de “pôr de acordo” – e logo na de “pôr de acordo para maus fins”. Afinal, se os fins fossem lícitos, por que se faria segredo?

RODRIGUES, S. De quantos conchavos se faz um conclave?. Folha de S.Paulo, [...], 23 abr. 2025. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/04/de-quantos-conchavos-se-faz-um-conclave.shtml. Acesso em: 15 maio 2025. (Adaptado).

 

Questão 1

Leia, a seguir, dois trechos do texto.

I. o sentido eclesiástico de conclave – cardeais trancafiados até elegerem o novo pontífice – nasceu de uma medida de força.

II. a ideia de “fechar dois ou mais em um quarto” se desdobrou na de “pôr de acordo” – e logo na de “pôr de acordo para maus fins”. 

Analise o emprego dos travessões nos dois trechos e, em seguida, assinale a alternativa correta.

A) Em I, os travessões isolam um sentido eclesiástico de conclave; em II, ele dá destaque ao desdobramento semântico mais negativo de conchavo.

B) Em I, o par de travessões isola o sentido religioso do termo conclave; em II, o travessão apresenta uma enumeração de sentidos de conchavo.

C) Em I, os travessões criam oposição entre o sentido eclesiástico e o trancafiamento de cardeais; em II, o travessão demarca uma citação do autor.

D) Nos dois trechos, os travessões substituem as aspas e indicam que estão sendo citados outros documentos históricos ou especialistas no tema.

E) Em I, os travessões indicam uma conclusão da reflexão sobre o termo conclave; já em II, ele introduz um aposto que especifica a ideia de acordo.

 

Questão 2

Nos primeiros parágrafos do texto, as vírgulas foram numeradas de 1 a 7. Considerando as regras de emprego desse sinal de pontuação, é correto afirmar que a(s) vírgula(s)

A) 1 e 2 isolam um vocativo, separando o nome “Adilson Roberto Gonçalves” de sua profissão de pesquisador na Unesp.

B) 3 e 4 isolam uma oração subordinada adjetiva explicativa, que apresenta uma característica moderna do termo conclave.

C) 5 delimita um aposto associado ao termo conchavo, a fim de informar que se trata de uma palavra com conotação depreciativa.

D) 6 é usada para separar o núcleo do sujeito de seu predicado, o que caracteriza um uso equivocado desse sinal de pontuação.

E) 7 indica o último elemento de uma enumeração de sentidos – o sigilo – que sucedeu as ideias de reclusão e de encarceramento.

 

Questão 3

Os processos de comunicação se fundamentam na presença ativa de variados elementos da comunicação, entre os quais se destacam as funções da linguagem. Nessa crônica de Sérgio Rodrigues, a função da linguagem predominante é a

A) emotiva, pois o autor expressa sua visão particular e seus sentimentos a respeito do significado das palavras “conclave” e “conchavo”.

B) poética, já que o texto enfatiza aspectos formais e sonoros, como as semelhanças e diferenças entre “chave” e sua forma latina clavis.

C) metalinguística, porque o texto tece reflexões sobre a própria linguagem, discutindo o desenvolvimento e os significados de duas palavras.

D) fática, pois o foco do texto é estabelecer e manter o contato com o leitor, como se pode notar no 3o parágrafo, com o pronome “você”.

E) conativa, pois o autor procura convencer o leitor de que “conclave” e “conchavo” têm a mesma origem latina, ligada à “chave” (clavis).

 

Questão 4

 


Disponível em: https://defesacivil.rs.gov.br. Acesso em: 11 mar. 2024.

 

Para convencer o público-alvo sobre a necessidade de um trânsito mais seguro, essa peça publicitária apela para o(a)

A) sentimento de culpa provocado no condutor causador de acidentes.

B) dano psicológico causado nas vítimas da violência nas estradas.

C) importância do monitoramento do trânsito pelas autoridades competentes.

D) necessidade de punição a motoristas alcoolizados envolvidos em acidentes.

E) sofrimento decorrente da perda de entes queridos em acidentes automobilísticos.

 

Questão 5

Leia o excerto a seguir.

A busca por vida extraterrestre acaba de ganhar um capítulo emocionante.

Um grupo de astrônomos afirma ter encontrado possíveis sinais de vida em K2-18b, um exoplaneta que fica a 124 anos-luz de nós. Usando dados do telescópio James Webb, a equipe identificou na atmosfera desse mundo a presença de dois gases que, aqui na Terra, só são produzidos por organismos vivos, como algumas algas marinhas.

O artigo, publicado na revista científica The Astrophysical Journal Letters, não é uma prova cabal de que a vida extraterrestre foi encontrada. Pelo contrário: a própria equipe responsável pela descoberta levanta várias incertezas sobre a interpretação do resultado e pede mais estudos a respeito. Mesmo assim, os cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, afirmam que essa é, possivelmente, a evidência mais contundente sobre vida alien já publicada até hoje.

CARBINATTO, B. Astrônomos encontram possível indício de vida em planeta distante. Superinteressante. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/astronomos-encontrampossivel-indicio-de-vida-em-planeta-distante/. Acesso em: 17 abr. 2025.

 

A circulação do conhecimento científico ocorre por meio de distintos gêneros textuais. Identifica-se que o texto é um artigo de divulgação científica, pois, entre outras características,

A) emprega termos técnicos, como “exoplaneta”, sem esclarecê-los ao leitor.

B) adota registro marcado pela objetividade, coerente com uma abordagem impessoal e imparcial.

C) utiliza linguagem acessível ao público leigo, com vistas a difundir um conhecimento especializado.

D) relata de forma clara o resultado de uma pesquisa científica empreendida pelo próprio autor.

E) argumenta em favor da existência de vida extraterrestre, para persuadir os leitores.

 

- Texto para as questões 6 e 7

“Um Filme Minecraft” parece mais um na onda de adaptações dos games para o cinema, mas ele tem um quê de estranho no ninho da safra atual.

A fórmula peculiar do longa com Jack Black e Jason Momoa tem a ver com o perfil do público jovem em sua mira. A produção até repete os orçamentos gordos das aventuras recentes de Sonic e do Super Mario, só que a sua base, o jogo, é radicalmente o oposto da nostalgia dessas franquias. A ordem do dia, aqui, é a inventividade.

“Minecraft”, afinal, fez sucesso pela criatividade de seu público, não dos seus desenvolvedores. O título da Mojang Studios é o mesmo desde o seu lançamento em 2009, seguindo entre os mais vendidos graças ao leque amplo de criação que oferece aos jogadores. Caiu como uma luva às gerações Z e alpha, que constantemente renovam o sentido da produção – eles inventam construções, tramas e até jogos a partir dos blocos de pixels.

STRAZZA, P. “Um Filme Minecraft” traduz jogo aos cinemas com aventura honesta. Folha de S.Paulo, São Paulo, 3 abr. 2025. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/04/um-filme-minecraft-traduz-jogo-aos-cinemas-com-aventura-honesta.shtml. Acesso em: 18 abr. 2025.

 

 Questão 6

Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos. Esse fragmento é um(a)

A) reportagem, pois busca convencer o interlocutor da tese defendida pelo enunciador.

B) resumo, porque sintetiza para o leitor os aspectos essenciais do jogo analisado.

C) sinopse, uma vez que resume de modo impessoal o enredo de uma obra.

D) tutorial, já que apresenta dicas de consumo pontuais para seu público-alvo.

E) resenha, pois apresenta uma produção artística de maneira crítica.

 

Questão 7

A adjetivação adotada no excerto é resultado da função social de seu gênero discursivo de modo mais evidente em:

A) “safra atual”. (1º parágrafo)

B) “fórmula peculiar”. (2º parágrafo)

C) “aventuras recentes”. (2º parágrafo)

D) “o sentido da produção”. (3º parágrafo)

E) “blocos de pixels”. (3º parágrafo)

 

- Texto para questões 8 a 10

Telemedicina é para todos, mas nem todos estão preparados

A telemedicina, nos últimos anos, tem se destacado como uma ferramenta valiosa, proporcionando uma gama de benefícios que vão desde a ampliação do acesso à assistência médica até a otimização dos recursos de todo o ecossistema de saúde.

O governo federal propõe a Estratégia de Saúde Digital, um programa destinado à transformação digital da saúde no Brasil. Seu principal objetivo é facilitar a troca de informações entre os diversos pontos da Rede de Atenção à Saúde, promovendo a interoperabilidade e, assim, possibilitando a transição e a continuidade do cuidado nos setores público e privado. Também está em discussão um projeto de lei que dispõe sobre o prontuário eletrônico unificado do cidadão, o que indica o quanto o tema está em evidência tanto para os gestores públicos quanto para os privados.

Contudo, é importante reconhecer que nem todas as pessoas estão igualmente preparadas para aproveitar plenamente os cuidados ofertados pela telemedicina. Um dos principais benefícios do atendimento de saúde a distância é a capacidade de superar barreiras geográficas, proporcionando acesso a serviços médicos, especialmente para pacientes que residem em áreas remotas e/ou carentes de certas especialidades médicas, os chamados “vazios assistenciais”. A equidade no acesso é uma questão crítica, uma vez que nem todos têm ao seu alcance dispositivos tecnológicos ou uma conexão à internet que seja confiável, entre outros problemas de infraestrutura. É um desafio tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde, que, em muitos casos, não contam com estrutura para o trabalho remoto nem com letramento digital para desenvolver as funções.

OLIVEIRA, D. Artigo: Telemedicina é para todos, mas nem todos estão preparados. Correio Braziliense, Brasília, 11 jan. 2024. Disponível em: www.correiobraziliense.com.br. Acesso em: 21 jan. 2024. (Adaptado).

 

Questão 8

Ao tratar da telemedicina, esse texto ressalta que um dos benefícios dessa tecnologia para a sociedade é o fato de ela

A) disponibilizar prontuário único do cidadão tanto na rede pública quanto na privada.

B) oportunizar o acesso a atendimento médico a pacientes de áreas periféricas.

C) fornecer dispositivos tecnológicos para a realização de exames.

D) promover a interação entre diferentes especialidades médicas.

E) garantir infraestrutura para o trabalho remoto de médicos.

 

Questão 9

A expressão que define corretamente como a telemedicina é avaliada no texto é:

A) “ferramenta valiosa”.

B) “ecossistema de saúde”.

C) “diversos pontos”.

D) “barreiras geográficas”.

E) “conexão à internet”.

 

Questão 10

De acordo com o texto, uma proposta de intervenção para fazer com que as pessoas se tornem mais preparadas para a telemedicina inclui apontar um caminho para resolver o problema

A) da falta de preocupação com o cuidado nos setores público e privado.

B) dos projetos de lei que proíbem o prontuário eletrônico unificado.

C) de superar barreiras geográficas causadas pelos apagões digitais.

D) das diferenças de atitudes entre pacientes e profissionais da saúde.

E) das conexões confiáveis com a internet e do letramento digital.

 

Questão 11

TEXTO I

 


SILVEIRA, R. In absentia, 1983. Instalação, 17a Bienal de São Paulo. Disponível em: www.bienal.org.br. Acesso em: 1 set. 2016 (adaptado).

 

TEXTO II

O termo ready-made foi criado por Marcel Duchamp (1887-1968) para designar um tipo de objeto, por ele inventado, que consiste em um ou mais artigos de uso cotidiano, produzidos em massa, selecionados sem critérios estéticos e expostos como obras de arte em espaços especializados (museus e galerias). Seu primeiro ready-made, de 1912, é uma roda de bicicleta montada sobre um banquinho (Roda de bicicleta). Ao transformar qualquer objeto em obra de arte, o artista realiza uma crítica radical ao sistema da arte.

Disponível em: www.bienal.org.br. Acesso em: 1 set. 2016 (adaptado)

 

A instalação In absentia propõe um diálogo com o ready-made Roda de bicicleta, demonstrando que

A) as formas de criticar obras do passado se repetem.

B) a recorrência de temas marca a arte do final do século XX.

C) as criações desmistificam os valores estéticos estabelecidos.

D) o distanciamento temporal permite a transformação dos referenciais estéticos.

E) o objeto ausente sugere a degradação da forma superando o modelo artístico. 

 

Questão 12

A discussão sobre o grafite como arte ou como vandalismo reflete o modo como cada gestão pública entende essas intervenções urbanas. Até 2011, o grafite em edifícios públicos era considerado crime ambiental e vandalismo em São Paulo. A partir daquele ano, somente a pichação continuou sendo crime. De um modo geral, a pichação é considerada uma intervenção agressiva e que degrada a paisagem da cidade. O grafite, por sua vez, é considerado arte urbana.

MODELLI, Lais. De crime a arte: a história do grafite nas ruas de São Paulo. BBC Brasil, 28 jan. 2017. (Adaptado).

 

Com base no texto, é correto afirmar que

A) o grafite é uma forma de pichação que passou a ser legalizada em 2011.

B) a pichação e o grafite sempre foram considerados crimes ambientais em São Paulo.

C) a distinção entre pichação e grafite está relacionada à percepção estética e política das gestões públicas.

D) desde 2011, tanto o grafite quanto a pichação são reconhecidos como expressões artísticas legítimas.

E) o grafite é uma intervenção urbana que degrada a paisagem da cidade.

 

Questão 13

O movimento hip-hop é tão urbano quanto as grandes construções de concreto e as estações de metrô, e cada dia se torna mais presente nas grandes metrópoles mundiais. Nasceu na periferia dos bairros pobres de Nova Iorque. É formado por três elementos: a música (o rap), as artes plásticas (o grafite) e a dança (o break). No hip-hop os jovens usam as expressões artísticas como uma forma de resistência política.

Ciência e Cultura, 2004. (Adaptado.)

 

De acordo com o texto, o movimento hip-hop é caracterizado por

A) ser uma manifestação artística exclusivamente musical.

B) ter origem nas elites urbanas de Nova Iorque.

C) compreender diversas formas de expressão artística e atuar como resistência política.

D) ser uma tendência passageira nas metrópoles mundiais.

E) focar apenas na dança como forma de expressão.

 

Questão 14



O bairro da Liberdade, em São Paulo (SP), é conhecido por abrigar uma das maiores comunidades nipo-brasileiras do país, com forte presença de símbolos, estabelecimentos e manifestações culturais japonesas. O grafite apresentado na imagem, instalado em um grande edifício do bairro, representa um personagem com traços que remetem à estética do mangá e do anime. Esse tipo de intervenção artística impacta a experiência urbana do cidadão ao

A) excluir manifestações culturais tradicionais em favor de linguagens globais de mercado.

B) neutralizar o espaço urbano, apagando marcas representativas e identitárias locais.

C) produzir um efeito de pertencimento cultural, reforçando a singularidade identitária do bairro.

D) impor uma estética homogênea que desconsidera a diversidade do público que circula pela cidade.

E) reforçar estereótipos negativos sobre a imigração japonesa e sua presença em São Paulo.

 

Questão 15

O crítico Paulo Emílio Salles Gomes afirmou que:

Não somos europeus nem americanos do norte, mas destituídos de uma cultura original, nada nos é estrangeiro, pois tudo o é.

GOMES, P. E. S. Cinema: trajetória e subdesenvolvimento. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2001. 2 ed. p. 90.

 

Esse comentário ajuda a compreender uma característica do cinema brasileiro contemporâneo, que é a(o)

A) busca por uma estética identitária nacionalista, afastando-se de qualquer influência estrangeira.

B) rejeição das demandas de mercado em favor de um cinema autoral de baixo alcance popular.

C) tensão entre dialogar com as expectativas de um público globalizado e manter marcas culturais próprias.

D) abandono das temáticas sociais e contextualizadas em prol de narrativas exclusivamente comerciais e mercadológicas.

E) incapacidade de competir com produções estrangeiras devido à ausência de tradição cinematográfica.

 

Questão 16

No século XX, o teatro brasileiro passou por profundas transformações, das quais o Teatro de Arena e o Teatro Oficina foram protagonistas. O Teatro de Arena destacou-se pela criação de uma dramaturgia nacional comprometida com as questões sociais e políticas do país, buscando uma linguagem cênica própria e acessível ao público. Já o Teatro Oficina, especialmente a partir da montagem de O Rei da Vela (1967), incorporou o conceito modernista de antropofagia cultural, promovendo uma estética experimental que mesclava cultura popular, política e influências estrangeiras ressignificadas. 

Com base nessas características, é correto afirmar que a atuação dos dois grupos

A) representou a rejeição completa de qualquer influência estrangeira, em nome da pureza cultural nacional.

B) restringiu-se à montagem de clássicos europeus, reforçando um teatro elitista no Brasil.

C) promoveu a separação entre arte e política, defendendo o teatro como espaço exclusivamente estético.

D) tornou-se irrelevante na cena atual por não dialogar com os desafios contemporâneos.

E) complementou-se no fortalecimento de um teatro engajado politicamente e esteticamente inovador, que buscava dialogar com a realidade brasileira.

 

 Texto para as questões 1 a 5

 


In July 2016, a heat wave hit Boston, in the United States, with daytime temperatures averaging 34 ºC for five days in a row. Some local university students who were staying in town for the summer got lucky and were living in dorms with central air-conditioning. Other students, not so much – they were stuck in older dorms without air-conditioning equipment.

Jose Guillermo Cedeño Laurent, a Harvard researcher at the time, decided to take advantage of this natural experiment to see how heat, and especially heat at night, affected the young adults’ cognitive performance. He had 44 students perform math and self-control tests five days before the temperature rose, every day during the heat wave, and two days after. “Many of us think that we are immune to heat,” said Dr. Cedeño, now an assistant professor of environmental and occupational health and justice at Rutgers University. “So something that I wanted to test was whether that was really true.”

It turns out even young, healthy college students are affected by high temperatures. During the hottest days, the students in the un-air-conditioned dorms, where night-time temperatures averaged 26 ºC, performed significantly worse on the tests they took every morning than the students with air conditioning, whose rooms stayed a pleasant 21 ºC.

High temperatures may have an alarming effect on our bodies, raising the risk for heart attacks, heatstroke and death, particularly among older adults and people with chronic diseases. Furthermore, heat also takes a toll on our brains, impairing cognition and making us irritable, impulsive and aggressive. Numerous studies in lab settings have produced similar results to Dr. Cedeño’s research, with scores on cognitive tests falling as scientists raised the temperature in the room. One investigation found that just a four-degree increase – which participants described as still feeling comfortable – led to a 10 percent average drop in performance across tests of memory, reaction time and executive functioning.

SMITH, D. G. Disponível em: www.nytimes.com. Acesso em: 19 jun. 2024. (Adaptado).

 

Questão 1

The text is mainly about

A) detrimental effects of climate change in Boston, United States.

B) health issues that may arise due to high temperatures.

C) above-average elevated temperature outcome in human cognition.

D) mathematics performance of students in standard tests.

E) reasons why some people are immune to heat.

 

Questão 2

In the sentence “Jose Guillermo Cedeño Laurent, a Harvard researcher at the time, decided to take advantage of this natural experiment to see how heat, and especially heat at night, affected the young adults’ cognitive performance. [...]”, “to take advantage” could be replaced, with no change in meaning, by:

A) “to make good use of”.

B) “to acquire”.

C) “to run about”.

D) “to get used to”.

E) “to afford”.

 

Questão 3

According to the second and third paragraphs, Dr. Cedeño discovered that

A) young college students developed a body protection against high temperature.

B) students who had a cooler temperature in their rooms achieved better test results.

C) students could not sleep properly because of the extreme heat.

D) students who lacked air-conditioning in their rooms could not study for the tests.

E) temperatures get even higher inside houses and rooms at night.

 

Questão 4

No trecho do segundo parágrafo “’So something that I wanted to test was whether that was

really true’”, o termo sublinhado refere-se

A) à hipótese do professor Jose Guillermo Cedeño.

B) à duração da onda de calor nos meses de julho.

C) à eficácia do ar-condicionado dos dormitórios à noite.

D) à credibilidade dos testes de matemática e autocontrole.

E) ao calor dos dormitórios mais antigos durante o verão.

 

Questão 5

In the sentence “It turns out even young, healthy college students are affected by high temperatures [...]”, “it turns out” could be replaced, with no change in meaning, by

A) “it lays away”.

B) “it takes some time”.

C) “what we found was that”.

D) “it seems to be”.

E) “it is alleged that”.

01 novembro 2025

WISH SENTENCES

 


A. Follow the model.

MODEL:   We don’t speak Spanish.

We wish we spoke Spanish.

 

1. He is drumming his fingers again. I want him to stop.

2. I didn’t go home early and I didn’t watch the game.

3. I’m not tall enough to be a professional basketball player.

4. She shaved her head and now she regrets it.

5. You are smoking near me and it’s getting on my nerves.

6. I’m in the office, but I would like to be on a beach.

 

B. Write conclusions using wish.

1. I don’t have a car.

2. He doesn’t stop calling me in the morning.

3. I don’t have enough money to buy that house.

4. We didn’t travel to Europe last semester.

5. They don’t know how to drive.

 

C. Look at the situations and write what they wish would or wouldn’t happen.

1. She wishes...

2. She wishes...

3. She wishes...

4. She wishes...

5. He wishes...

 



LEITURA DE IMAGEM: REDES SOCIAIS

  Texto I A foto do menino negro que fala de como vemos um menino negro Imagem de criança observando fogos no réveillon de Copacabana le...