07 março 2022

ADVÉRBIO II

 

EXERCÍCIO 1

Leia um fragmento de texto sobre os celtas e o personagem rei Artur.

As tribos celtas foram as primeiras a utilizar o ferro, e faziam isso muito bem. Foram encontrados magníficos caldeirões, joias, espadas, jarras e armaduras, que os celtas forjaram, fundiram e decoraram há milhares de anos. Alguns estavam nos túmulos de seus príncipes e princesas – os celtas deviam acreditar, portanto, que seus nobres precisavam de riquezas e armas após a morte. Outras relíquias foram pescadas do fundo de lagos. Talvez eles considerassem sagrados estes lagos, e oferecessem a eles seus melhores ornamentos. Pode ter sido por isso que Artur obteve sua espada da Senhora do Lago – ela estava apenas jogando uma delas de volta!

 MARGARET SIMPSON. Dez mais: lendas do rei Artur. T Trad. Daniel Galera.São Paulo: Companhia das Letras, 2004. p. 75.

a) No trecho “e faziam isso muito bem”, o advérbio muito intensifica o sentido de bem. Reescreva o trecho empregando um único advérbio que transmita a mesma ideia.

b) No trecho “os celtas deviam acreditar, portanto, que seus nobres precisavam de riquezas e armas após a morte”, apresenta-se uma informação que não é uma certeza. Reescreva-o usando um advérbio de dúvida e faça as adaptações necessárias.

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EXERCÍCIO 2

Leia, agora, uma notícia recente.

Menina encontra espada Excalibur no fundo do lago da lenda do rei Artur

Um achado curioso está movimentando a imprensa britânica. A menina Matilda Jones, de 7 anos, encontrou uma espada de 1,20 metro no fundo do lago Dozmari Pool, na Inglaterra, onde, diz a lenda, o rei Artur recebeu da Dama do Lago a icônica Excalibur.

Em férias com a família na região da Cornualha, a menina ouviu a história de Excalibur antes de ir conhecer o famoso lago, de onde supostamente a espada surgiu e para onde foi jogada, ao final do reinado lendário de Artur. E foi só entrar na água para Matilda fazer a descoberta.

“A água estava na cintura dela quando disse que tinha visto uma espada”, contou seu pai, Paul, para o jornal da região, Sheffield Star. “Eu falei para ela deixar de ser boba e que provavelmente era apenas parte de uma cerca, até olhar para baixo e perceber que era mesmo uma espada. Ela estava lá simplesmente no fundo do lago.”

Obviamente, não se trata da espada mística de centenas de anos atrás.

Mesmo enferrujada, ela parece não ter mais de 30 anos. “Não acho que seja particularmente velha”, disse Paul. “É provavelmente cenografia de um filme antigo.”

Dependendo do filme, pode ser até uma preciosidade para fãs e colecionadores.

Na pior das hipóteses, Matilda Jones ganhou uma história e tanto para contar para os amiguinhos, quando voltar às aulas.

Menina encontra espada Excalibur no fundo do lago da lenda do rei Artur. Pipoca Moderna. Disponível em: <https://pipocamoderna.com.br/2017/09/menina-encontraespada-excalibur-no-fundo-do-lago-da-lenda-do-rei-arthur/>.

 

a) O que há em comum entre essa notícia e o texto reproduzido na questão 1?

b) No quarto parágrafo, foi empregado o advérbio obviamente. Quais advérbios ou locuções adverbiais a seguir podem substituí-lo sem alterar o sentido: com certeza, hipoteticamente, talvez, seguramente, eventualmente?

c) Releia a fala do pai de Matilda: “Eu falei para ela deixar de ser boba e que provavelmente era apenas parte de uma cerca”. Que sentido é expresso pelo advérbio provavelmente?

d) Explique por que o advérbio acidentalmente poderia ser incluído na frase “E foi só entrar na água para Matilda fazer a descoberta”.

 

EXERCÍCIO 3

Veja a tirinha produzida pela ilustradora paranaense Cibele Santos.



a) A quem se refere o pronome ela? Como é possível identificar seu referente?

b) Que recursos não verbais mostram a surpresa da mulher que fala e do homem ao lado dela?

c) O que provoca essa surpresa?

d) Como o advérbio meio se classifica?

e) Que palavra esse advérbio modifica? Ele concorda com ela? Justifique sua resposta.

f) Qual é o outro advérbio empregado na tira? Ele modifica um verbo, um adjetivo ou outro advérbio?

 

 

EXERCÍCIO 4

Leia esta piada.

O pai estava muito concentrado assistindo ao seu programa de televisão favorito quando o menininho, que fazia o dever de casa, se aventurou a perguntar-lhe uma coisa.

– Papai – disse ele –, onde estão os Alpes Suíços?

– Pergunte à sua mãe – respondeu o pai. – Ela é que guarda tudo.

PAULO TADEU. Proibido para maiores: as melhores piadas para crianças.13. ed. São Paulo: Matrix, 2007. p. 38.

 

a) Que advérbio interrogativo está presente no texto?

b) Que tipo de informação esse advérbio solicita?

c) A resposta do pai é coerente com o que o advérbio pede? Justifique.

13 fevereiro 2022

ADVÉRBIO I

 A partir das tirinhas abaixo, crie frases que indiquem quando, porque, onde, a frequência com que as ações ocorrem.







10 fevereiro 2022

DIMINUTIVO

 



O ano já está no finalzinho, disse. E pensei: finalzinho é quando termina o final. Comecinho, não. Comecinho é quando começa o começo. Finalzinho é quando o final tá mais perto do final. Onde eu quero chegar com isso? Não faço ideia. Mas sei que vou devagarinho.

Enquanto quem está pertinho está mais perto, quem está longinho está menos longe. Enquanto a tardinha é no final da tarde, a noitinha fica no começo da noite.

Um minutinho dura mais do que um minuto, talvez uns três ou quatro. Um segundinho pode durar até 30 segundos regulamentares. Devagarinho é mais devagar. Rapidinho é mais rápido. Igualzinho é mais igual.

Pouquinho é mais pouco. Agorinha não é mais agora. Agorinha já foi agora, até que passou. "Ele chegou agorinha" significa que não chegou agora, mas há dois minutinhos.

Moço é o jovem, mocinho é o contrário do vilão. Mocinha só existe na frase "já virou mocinha", eufemismo pra um aumentativo: menstruação.

Todo o mundo gosta do engraçado, todo o mundo odeia o engraçadinho. O bonito dá inveja, o bonitinho dá pena. Todo o mundo quer ser bom, ninguém quer ser bonzinho. Quem está só pode estar feliz. Quem está sozinho, nunca. A voz só se torna vozinha quando irrita. Ninguém diz: "adoro sua vozinha", mas "para de fazer vozinha".

Na contramão: um pássaro pode incomodar. Um passarinho, nunca. Ricardo Araújo Pereira foi quem me alertou: o quente incomoda ou machuca. Diz-se: "cuidado, está quente." Não se diz: "cuidado, está quentinho." Diz-se "vou ficar no quentinho". Não há delícia maior que a delicinha. Nada é mais gostoso que o gostosinho.

A melhor culinária brasileira é toda diminutiva: escondidinho, empadinha, queijadinha. Não gosto muito de caldo, mas adoro um caldinho. Não gosto tanto de caju quanto de cajuzinho. Nunca comi um picado, mas não resisto a um picadinho. Gosto de coxa, mas prefiro a coxinha. Bolo tem sua graça, mas bom mesmo é um bolinho. Um é assado e doce, o outro é salgado e frito. Um serve na festinha, o outro, no barzinho.

Chamamos de soneca um sono curto, mas de soninho um sono gostoso. Sonequinha é um sono ao mesmo tempo curto e gostoso. "Quero estarzinho com ela", diz Raul Bopp em "Cobra Norato", e continua: "querzinho de ficar junto".

A língua portuguesa tem uma palavra pros buraquinhos que surgem no rosto quando se ri, e essa palavra também designa o lugar onde enterramos os mortos. Quando morrer, me enterrem numa covinha.

 

 

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2021/12/delicinhas-da-lingua-veja-um-breve-compendio-do-diminutivo-no-portugues.shtml







1.a. “- Somos muito felizes, papai, pois nunca entram ladrões em nossa casa.” Explicação: nunca entram ladrões em nossa casa. Fato explicado: Somos muito felizes.              b. A conjunção pois.   c. porque

2.a. Ela expressa um sentido de adição, de um fato que ocorre logo depois do outro: “[...] o corpo se intoxicou e [...] as duas cabeças morreram”.   b. Causa-consequência e oposição.   c. Sugestões: por isso / mas

3.a. O tema é o desmatamento e o produtor assume uma visão crítica em relação aos responsáveis por ele.   b. Por coordenação.   c. Há uma relação semântica de explicação, que poderia ser explicitada por pois (porque, que etc.).   d. Não. O contexto é suficiente para indicar que a necessidade de sombra é a explicação ou justificativa da ordem dada anteriormente.

4.a. completiva nominal   b. objetiva direta   c. completiva nominal   d. completiva nominal   e. objetiva direta   f. predicativa   g. objetiva direta   h. subjetiva   i. apositiva




09 fevereiro 2022

LINGUAGEM CORPORAL II - É POSSÍVEL RECONHECER?

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LINGUAGEM CORPORAL I

All Of Me


Billie Holiday
[ENGLISH]
All of me
Why not take all of me?
Can’t you see?
I’m no good without you
Take my lips
I want to lose them
Take my arms
I’ll never use them


Your goodbye left me with eyes that cry
How can I go on, dear, without you?
You took the part that once was my heart
So, why not take all of me?



[PORTUGUÊS]
Tudo de mim
Por que não levar tudo de mim
Você não pode ver
Eu não sou bom sem você
Tome meus lábios
Eu quero soltá-los
Tome meus braços
Eu nunca vou usá-los

Seu adeus me deixou com olhos que choram
Como posso seguir sem você, querida
Você levou a parte que já foi meu coração
Então por que não pegar tudo de mim.
















1. feliz            2. triste          3. contente              4. mal-humorado     5. confuso    6. cansado    7. surpreso       8. nervoso    9. esnobe      10. amedrontado    11. desconsolado     12. sentimental            13. orgulhoso           14. sério        15. ingênuo   16. inexpressivo      17. incrédulo             18. seguro           19. reflexivo             20. desanimado       21. bêbado    22. furioso    23. pernicioso            24. com nojo            25. tonto











30 janeiro 2022

NEOLOGISMO II

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RESENHA - BACURAU

 


Resenha: Bacurau - Se for, vá na paz

  

Por Roger Vilela

 

“Bacurau” [...] chamou a atenção do mundo e do Brasil ao vencer o Prêmio do Júri do Festival de Cannes. Foi a segunda vez que uma produção brasileira foi premiada na competição principal do festival. [...]

O filme é um western moderno, ambientado no sertão nordestino em um futuro distópico e não muito distante. O personagem principal não é nenhum homem ou mulher, mas sim um pequeno povoado, de praticamente uma rua e de poucas casas, que dá nome ao longa. O povo que lá vive é resistente, mesmo sofrendo com a falta de água e pelo abandono das autoridades. Uma realidade vivida por muitos vilarejos e pequenas cidades Brasil afora.

Conhecemos a pacata Bacurau quando seu povo se despede de Dona Carmelita (Lia de Itamaracá), mãe do professor Plínio (Wilson Rabelo) e avó de Teresa (Bárbara Colen), que volta ao povoado devido ao falecimento da matriarca da família. Após o enterro, coisas estranhas começam a acontecer no pequeno arraial. Forasteiros aparecem, pessoas são assassinadas, o povoado não é mais encontrado nos mapas, a comunicação é interrompida, o caminhão-pipa – única fonte de água – retorna crivado de balas.

Estão sendo atacados? Quem estaria por trás de tudo isso? Os forasteiros? O prefeito e seus capangas? Com o desenrolar da trama vamos descobrindo o que realmente está acontecendo. No fim, também entendemos o porquê da frase escrita na placa que indica o caminho para o povoado: “Se for, vá na paz”. [...]

“Bacurau” é repleto de críticas sociais. Tony Júnior, o prefeito que busca a reeleição, representa a classe política desonesta, que só demonstra algum tipo de preocupação com o povo na época de eleição e que é capaz de aceitar qualquer acordo que a beneficie. Em alguns momentos sutis, como uma breve imagem na TV, o longa denuncia o caminho que o país possa estar seguindo, com o crescente autoritarismo do governo. [...]

“Bacurau” não é maniqueísta. Os personagens não são simplesmente bons ou ruins, assim como todo ser humano. No vilarejo, não há paladinos, mas sim pessoas dispostas a fazer de tudo para proteger o seu povo e sobreviver. Até entre os invasores, liderados Michael (Udo Kier), alguns apresentam um cínico limite moral, mas que não os impede de continuar a “missão”. E quando eles continuam, descobrem que as pessoas de Bacurau não são “animais mansos prontos para o abate” como foi prometido. Eles deveriam ter visitado o museu local antes de tudo, assim, teriam evitado cutucar a onça com vara curta. E quando as coisas ganham um desfecho, é impossível não vibrar.

Uma das coisas marcantes no longa, além da ação e dos personagens, é a trilha sonora. [...]

 “Bacurau” é um filme intenso, violento, com identidade própria, com personagens únicos e que não tem receio de ser político. A compreensão dele e de suas mensagens dependerá da realidade de quem o assiste. Se for assisti-lo, vá na paz!

Adaptado de: https://wp.ufpel.edu.br/empauta/resenha-bacurau-se-for-va-na-paz/

TRAILER OFICIAL

 

A distopia é um pensamento filosófico que caracteriza uma sociedade imaginária controlada pelo Estado ou por outros meios extremos de opressão, criando condições de vida insuportáveis aos indivíduos. Normalmente tem como base a realidade da sociedade atual idealizada em condições extremas no futuro.

MAP (4) - OS ARGONAUTAS