30 outubro 2024
28 outubro 2024
BRIGADEIROS
Brigadeiros
$3.79/4.94 Oz
We’ve heard that if you attend any party in Brazil, chances are good you’ll find brigadeiros on the sweets table. These confections are the country’s official “national truffle.” Now, for a limited time, you can get the Trader Joe’s version of these treats in our freezers.
Trader Joe’s Brigadeiros are made for us
in Portugal, where they’re also a treasured confection. Our authentic recipe
includes sweetened condensed milk, cream, cocoa, and cultured butter. This combination
creates a rich, dense, chocolatey ball of fudge. Each soft sphere is rolled in
real chocolate sprinkles, providing a pleasant textural contrast – not to
mention more chocolate flavor. But you may ask: why the name?
Brigadeiros were first popularized during
the Brazilian presidential election of 1945, when Brazilian women (who just
recently had gained the right to vote), made mounds & mounds of these bonbons
and sold them in support of their candidate, Brigadier Eduardo Gomes. While Gomes
lost the election, one might say that the rest of the country still won, as the
popularity of “brigadier’s candy” proliferated.
Pick up abox of nine Trader Joe's
Brigadeiros in our freezers today, and you’ll also feel like you’ve won – maybe
not an election, but certainly an opportunity to share in this international
delight!
FORTUNE TELLER
FORTUNE TELLER
Maroon 5
I’m not a fortune teller, I won’t be __________ news
Of what __________ brings, I’ll leave that up to you
I’m not a fortune teller, don’t have crystal __________
I can’t predict the __________, can't see nothing at all
( ) Summer will end and the leaves will turn again
( ) And as the seasons roll back, no matter how hard I try
( ) It doesn’t mean I'm afraid of all the things that you say
( ) But I just think we should stay stuck in the moment today
I don’t really know why you're acting like this now
I don’t even know why you have to do it again and again
Why’d you have to go out and ruin the perfect night
You don’t worry about tomorrow’s mess
I never know how our/the future will go
I don’t know what to tell/show you, I’m not a fortune teller
I never change, but I want you to say/stay
I don’t know what to tell you, I’m not a fortune teller
TV I don’t watching like, I don’t know what it all means
________________________________________
And your American dream, isn’t just baby me it
________________________________________
I know what I’m thinking not on may mind your be
________________________________________
singing I song know the I’m, is not your favorite kind
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- CHORUS -
This feeling keeps growing
These rivers keep flowing
How can I have answers
When you drive me in questions
I never know how the future will go
26 outubro 2024
REVISÃO: PRONOMES, VERBOS E ADVÉRBIOS
– PRONOME –
Os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, no Japão, revelaram a força e a perseverança de uma jovem atleta brasileira. Leia a notícia a seguir.
1. Copie a alternativa que não corresponde
ao pronome em destaque no trecho a seguir.
[...] a ginasta de Guarulhos, atleta do
Flamengo, se mostrou muito feliz com sua performance histórica em
Tóquio.
a) O pronome está relacionado ao
substantivo performance, por isso encontra-se no feminino singular.
b) O pronome está indicando uma ideia de
posse em relação ao substantivo.
c) O pronome sua, apesar de estar ligado
ao substantivo, refere-se ao adjetivo histórica, daí encontrar-se no feminino
singular.
d) A palavra em destaque no trecho é um
pronome possessivo.
2. Em sua fala no final da notícia, Rebeca usa o pronome indefinido todos. Por que ela empregou esse pronome?
Leia, a seguir, o cartaz que faz parte
da campanha chamada “Nem tudo que cai na rede é peixe”, publicado no site da
Fundação Projeto Tamar, uma fundação que atua na preservação das tartarugas
marinhas.
3. Releia o texto que aparece na parte superior do cartaz.
a) Que informação a primeira frase traz? Você tinha conhecimento desse fato?
b) A segunda frase dirige-se especificamente ao leitor. Que pronome pessoal revela isso? Que efeito de sentido o uso dele produz?
c) Que outro pronome também é empregado na segunda frase?
d) Com que finalidade esse pronome foi usado? Explique sua resposta com elementos do texto.
4. No quadrinho final, o desfecho da história mostra o que se espera das pessoas e evidencia a finalidade do cartaz.
a) Na fala da tartaruga, é empregado o
pronome de tratamento você. É possível afirmar que esse pronome faz a mesma
referência do que aparece na segunda frase que você analisou na atividade anterior?
b) Que outro pronome pessoal é empregado
nessa fala da personagem? Algum outro pronome poderia ter sido usado no lugar
dele? Explique.
5. Agora, releia a fala do pescador e identifique que pronome é empregado nela. Por que esse pronome foi usado?
6. Na parte inferior esquerda do cartaz,
há alguns itens após o título “ATENÇÃO!”. Copie a alternativa que descreve o
que esses itens apresentam.
a) Procedimentos que devem ser realizados
ao se encontrar uma tartaruga marinha presa em uma rede de pesca.
b) Informações do que ocorre com as
tartarugas quando ficam presas em redes de pesca.
c) Relatos de situações que colocam a
preservação das tartarugas marinhas em risco.
d) Exemplos de situações que devem ser
evitadas no cuidado com as tartarugas.
– VERBO –
Leia o trecho de uma notícia que trata da
viagem de uma manada de elefantes pela China.
7. No título da notícia, encontramos o emprego da forma verbal intrigou.
a) Em que tempo e modo essa forma verbal
foi empregada?
b) O uso desse tempo verbal indica que a
ação já ocorreu e foi concluída. Analisando as informações da legenda, é
possível afirmar que esse sentido está presente na forma analisada?
8. Na legenda da imagem, empregou-se a
forma verbal viajaram.
a) Em que tempo e modo está essa forma
verbal?
b) No caderno, copie a alternativa que
indica o sentido atribuído a esse tempo verbal.
* Uma situação incompleta.
* Uma situação completa.
* Uma ação possível.
* Uma ação parcial.
9. No título e no subtítulo da notícia
foram empregadas duas locuções verbais.
a) Quais são elas?
b) Que sentidos essas locuções verbais
atribuem às ações relatadas?
– ADVÉRBIO –
A vida dos imigrantes refugiados em um
país com outra cultura, outra língua e outros costumes pode ser muito difícil
no começo. Porém, com o passar do tempo, eles podem se adaptar ao novo país.
Leia a seguir os trechos de uma reportagem que trata desse assunto.
10. Releia a frase a seguir.
[...]
Além disso, há atualmente cerca de
6,6 milhões de refugiados sírios espalhados por todo o mundo. [...]
a) Que verbo está ligado ao advérbio
destacado?
b) Na oração, há um advérbio e uma locução
adverbial em destaque. Qual é a circunstância expressa por cada um deles?
c) A locução adverbial está relacionada ao
verbo que o primeiro advérbio? Justifique.
11. Releia o título da reportagem. Que
advérbio foi empregado no título? Qual circunstância ele expressa?
12. Releia o período a seguir, em que Abdul
empregou o advérbio muito.
[...] Jorge e Matheus é muito bom. Cristiano Araújo, que
faleceu, mexeu muito comigo. [...]
a) Qual ideia Abdul deseja evidenciar ao usar esse advérbio?
b) Pode-se afirmar que nos dois casos o
advérbio muito está modificando o verbo? Explique.
21 outubro 2024
MATÉRIA RELACIONADA AO LIVRO "CEM ANOS DE SOLIDÃO"
Massacre das Bananeiras: conheça história real que inspirou “Cem Anos de Solidão”
O governo colombiano,
para proteger uma empresa dos EUA, ordenou o massacre de 2.000 trabalhadores.
Eduardo Lima
![]() |
| Um carregamento de bananas da United Fruit Company, na Costa Rica, em 1915 |
Gabriel García Márquez, vencedor do Nobel de
Literatura de 1982, publicou Cem Anos de Solidão
em 1967. O livro conta a história de diferentes gerações da família Buendía e
da cidade que eles fundaram, Macondo.
O escritor e jornalista se inspirou na
história da Colômbia para escrever passagens que parecem fantasiosas, mas que
tem um pé na realidade. A Guerra dos Mil Dias, por exemplo, aconteceu entre
1899 e 1902, colocando conservadores contra liberais e devastando o país. É
nesse conflito real que a guerra civil retratada em Cem Anos de Solidão se inspira.
Outro evento que inspirou García Márquez
a escrever foi o Massacre das Bananeiras, ocorrido em 1928. Nesse sombrio
episódio da história colombiana, o maior movimento trabalhista da história do
país até então acabou com a morte de até dois mil trabalhadores, assassinados
pelo exército da Colômbia para proteger os interesses de uma empresa americana.
O que foi o Massacre das Bananeiras
No livro, García Márquez conta a história de uma
companhia bananeira que, para não reconhecer as reivindicações dos
trabalhadores colombianos, fez um complexo malabarismo jurídico para dizer que,
na verdade, não empregava trabalhador nenhum. Depois disso, “a grande greve
estourou. Os cultivos ficaram pelo meio, a fruta apodreceu no pé e os trens de
cento e vinte vagões ficaram parados nos desvios”, escreve.
A greve de verdade, ocorrida na cidade
de Ciénaga, começou com reivindicações de condições dignas de trabalho. Os
trabalhadores passaram semanas tentando negociar com a United Fruit Company,
empresa dos EUA que era a dona do maior latifúndio da Colômbia.
Eles queriam ser reconhecidos como
trabalhadores da UFC, além de compensação por acidentes no trabalho, uma
jornada de trabalho de seis dias (com um dia de descanso remunerado), aumento
nos salários e o fim do pagamento em cupons em vez de dinheiro. Tudo isso
seguia a lei colombiana da época, diga-se.
No dia 12 de novembro, pelo menos 25
mil pessoas pararam de trabalhar para que suas reivindicações fossem ouvidas.
Depois de quase um mês, no dia 5 de dezembro, a empresa ainda não havia
demonstrado interesse em negociar.
Foi nesse dia que 700 soldados do
exército colombiano chegaram em Ciénaga para controlar a situação. Eles foram
enviados pelo governo de Miguel Abadia Méndez, representado pela figura do
general Cortés Vargas. Mas os militares não estavam ali para defender os
trabalhadores colombianos.
Funcionários do governo dos Estados Unidos na Colômbia e da United Fruit (que continua existindo até hoje, mas com o nome de Chiquita Brands) mandaram telegramas para o Secretário de Estado dos EUA pintando os trabalhadores como comunistas subversivos. O governo colombiano tinha medo de não agradar os americanos e perder os mercados de banana dos EUA e da Europa.
Os trabalhadores ficaram esperando um
pronunciamento do governador na praça da cidade, ao lado da estação de trem de
onde as bananas eram transportadas. Os homens e suas famílias, incluindo as
crianças, tinham acabado de sair da missa quando ouviram o decreto oficial, que
dizia que “os homens de força pública” poderiam castigar os trabalhadores “com
armas”.
Tanto no livro quanto na realidade,
eles receberam o aviso de que deveriam sair da praça em cinco minutos. Depois
disso, os soldados atiraram contra a multidão que ficou. O general assumiu
responsabilidade por 47 mortes. Os outros corpos sumiram, e até hoje ninguém
sabe com certeza quantas pessoas foram mortas. Algumas estimativas falam em cerca
de 2.000 vítimas.
Em Cem
Anos de Solidão, o massacre é esquecido por todas as pessoas de forma
mágica. “Não houve mortos” é o refrão que a população repete para o personagem
José Arcádio Segundo, o único que parece se lembrar do episódio sombrio.
Na vida real, o massacre também ficou
esquecido, mas porque foi encoberto pelo governo desde o primeiro dia. Como
escreveu o jornalista uruguaio Eduardo Galeano, “não houve necessidade de
editar nenhum decreto para apagar a matança da memória oficial do país”. Anos
depois, a literatura ajudou a preservar a memória do país que o governo tentou apagar.
Adaptado
de: https://super.abril.com.br/historia/massacre-das-bananeiras-conheca-historia-real-que-inspirou-cem-anos-de-solidao
1. C
2. Porque ela não poderia citar o nome de todas as pessoas a quem
ela gostaria de agradecer ou deseja deixar indefinido, vago, para não esquecer
de ninguém.
3. a) O fato de as tartarugas marinhas correrem o perigo de morrer afogadas, informação desconhecida pela maioria das pessoas, que talvez não saiba que esses animais precisam subir à superfície para respirar, assim como baleias e golfinhos.
b) O pronome pessoal de tratamento você. Esse pronome produz um
efeito de convocação, pois, ao explicitar o leitor, ele atribui uma responsabilidade
a quem lê o cartaz.
c) O pronome pessoal oblíquo as em sua forma -las.
d) O pronome foi usado para referir-se às tartarugas marinhas,
termo que se encontra na primeira frase.
4. a) Não, pois, na fala da tartaruga, o pronome você faz referência ao
pescador, que é a quem ela se dirige no momento da fala.
b) O pronome pessoal oblíquo me. O me é um pronome que se
refere à primeira pessoa do discurso (pessoa que fala) – nesse caso, a
tartaruga; portanto, não poderia ser usado nenhum outro pronome em seu lugar.
5. O pronome pessoal oblíquo me. Ele foi usado porque se refere
à pessoa que fala – no caso, o pescador.
6. A
7. a) No pretérito perfeito do modo indicativo.
b) Não, pois se os cientistas não sabem ainda o motivo dessa
viagem, a ação da forma verbal intrigou não foi concluída; eles continuam
intrigados.
8. a) Pretérito perfeito do modo indicativo. 8. B.
9. a) Começa a voltar e parecem estar voltando.
b) A primeira locução verbal expressa uma ideia de certeza; a
segunda dá ideia de dúvida ou possibilidade ao que está sendo relatado.
10. a) A forma verbal há.
b) Atualmente = tempo / no mundo todo = lugar
c) A locução está se referindo ao adjetivo espalhados.
11. Advérbio já = tempo
12. Ideia de intensidade. No primeiro caso, se relaciona ao
adjetivo bom, e no segundo ao verbo mexeu.
20 outubro 2024
SE EU FOSSE SHERLOCK HOLMES
Se eu fosse Sherlock Holmes
Os romances de
Conan Doyle me deram o desejo de empreender alguma façanha no gênero das de
Sherlock Holmes. Pareceu-me que deles se concluía que tudo estava em prestar
atenção aos fatos mínimos. Destes, por uma série de raciocínios lógicos, era
sempre possível subir até o autor do crime.
Quando acabara a
leitura do último dos livros de Conan Doyle, meu amigo Alves Calado teve a
oportuna nomeação de delegado auxiliar. Íntimos, como éramos, vivendo juntos,
como vivíamos, na mesma pensão, tendo até escritório comum de advocacia, eu lhe
tinha várias vezes exposto minhas ideias de “detetive”. [...]
Passei dias
esperando por algum acontecimento trágico, em que pudesse revelar minha
sagacidade. Creio que fiz mais do que esperar: cheguei a desejar.
Uma noite, fui
convidado por Madame Guimarães para uma pequena reunião familiar. Em geral, o
que ela chamava “pequenas reuniões” eram reuniões de vinte a trinta pessoas, da
melhor sociedade. Dançava-se, ouvia-se boa música e quase sempre ela exibia algum
“número” curioso: artistas de teatro, de “music hall” ou de circo, que contratava
para esse fim. O melhor, porém, era talvez a palestra que então se fazia,
porque era mulher muito inteligente e só convidava gente de espírito. Fazia
disso questão.
A noite em que
eu lá estive entrou bem nessa regra.
Em certo
momento, quando ela estava cercada por uma boa roda, apareceu Sinhazinha Ramos.
Sinhazinha era sobrinha de Madame Guimarães; casara-se pouco antes com um
médico de grande clínica. Vindo só, todos lhe perguntaram:
– Como vai seu
marido?
– Tem trabalhado
por toda a noite, com uma cliente. [...]
O embaraço dele
se dissipou, porque Madame Guimarães perguntou à sobrinha:
– Onde deixaste
tua capa?
– No meu
automóvel. Não quis ter a maçada de subir.
A casa era de
dois andares e Madame Guimarães, nos dias de festas, tomava a si arrumar capas
e chapéus femininos no seu quarto:
– Serviço de
vestiário é exclusivamente comigo. Não quero confusões. [...]
Nisto, uma das
senhoras presentes veio despedir-se de Madame Guimarães. Precisava de seu
chapéu. A dona da casa, que, para evitar trocas e desarrumações, era a única a
penetrar no quarto que transformara em vestiário, levantou-se e subiu para ir
buscar o chapéu da visita, que desejava partir.
Não se demorou
muito tempo. Voltou com a fisionomia transtornada:
– Roubaram-me.
Roubaram o meu anel de brilhantes...
Todos se
reuniram em torno dela. Como era? Como não era? Não havia, aliás, nenhuma
senhora que não o conhecesse: um anel com três grandes brilhantes de um certo
mau gosto espetaculoso, mas que valia de 60 a 80 contos.
Sherlock Holmes
gritou dentro de mim: “Mostra o teu talento, rapaz!”.
Sugeri logo que
ninguém entrasse no quarto. Ninguém. Era preciso que a polícia pudesse tomar as
marcas digitais que por acaso houvesse na mesa de cabeceira de Madame
Guimarães. Porque era lá que tinha estado a joia.
Saltei ao
telefone, toquei para o Alves Calado, que se achava de serviço nessa noite, e
preveni-o do que havia, recomendando-lhe que trouxesse alguém, perito em
datiloscopia.
Ele respondeu de
lá com a sua troça habitual:
– Vais afinal entrar
em cena com a tua alta polícia científica?
Objetou-me,
porém, que a essa hora não podia achar nenhum perito. Aprovou, entretanto, que
eu não consentisse ninguém entrar no quarto. Subi então com todo o grupo para
fecharmos a porta a chave. Antes de se fechar, era, porém, necessário que
Madame Guimarães tirasse as capas que estavam no seu leito. Todos ficaram no
corredor, mirando, comentando. Eu fui o único que entrei, mas com um cuidado
extremo, um cuidado um tanto cômico de não tocar em coisa alguma. Como olhasse
para o teto e para o assoalho, uma das senhoras me perguntou se estava jogando
“o carneirinho-carneirão, olhai p’ra o céu, olhai p’ra o chão”.
Retiradas as
capas, o zum-zum das conversas continuava. Ninguém tinha entrado no quarto
fatídico. Todos o diziam e repetiam.
Foi no meio
dessas conversas que Sherlock Holmes cresceu dentro de mim. Anunciei:
– Já sei quem
furtou o anel.
De todos os lados surgiam exclamações. Algumas pessoas se limitavam a interjeições: Ah!”, “Oh!”. Outras perguntavam quem tinha sido.
Sherlock Holmes
disse o que ia fazer, indicando um gabinete próximo:
– Eu vou para
aquele gabinete. Cada uma das senhoras aqui presentes fecha-se ali em minha
companhia por cinco minutos.
– Por cinco
minutos? – indagou o Dr. Caldas.
– Porque eu
quero estar o mesmo tempo com cada uma, para não se poder concluir da maior
demora com qualquer delas que essa foi a culpada. Serão para cada uma cinco minutos
cronométricos. [...]
E a cerimônia
começou. Cada uma das senhoras esteve trancada comigo justamente os cinco
minutos que eu marcara.
Quando a última
partiu, saiu do gabinete, achei à porta, ansiosa, Madame Guimarães:
– Venha comigo –
disse-lhe eu.
Aproximei-me do
telefone, chamei o Alves Calado e disse-lhe que não precisava mais tomar
providência alguma, porque o anel fora achado.
Voltando-me para
Madame Guimarães entreguei-o então. Ela estava tão nervosa que me abraçou e até
beijou freneticamente. Quando, porém, quis saber quem fora a ladra, não me
arrancou nem uma palavra.
No quarto, ao
ver Sinhazinha Ramos entrar, tínhamos tido, mais ou menos, a seguinte conversa:
– Eu não vou
deitar verdes para colher maduros, não vou armar cilada alguma. Sei que foi a
senhora que tirou a joia de sua tia.
Ela ficou
lívida. Podia ser medo. Podia ser cólera. Mas respondeu firmemente:
– Insolente! É
assim que o senhor está fazendo com todas, para descobrir a culpada?
– Está enganada.
Com as outras converso apenas, conto-lhes anedotas. Com a senhora, não; exijo
que me entregue o anel.
Mostrei-lhe o
relógio para que visse que o tempo estava passando.
– Note – disse
eu – que tenho uma prova. Posso fazê-la ver a todos.
Ela se traiu,
pedindo:
– Dê sua palavra
de honra que tem essa prova!
Dei. Mas o meu
sorriso lhe mostrou que ela, sem dar por isso, confessara indiretamente o fato.
– E já agora –
acrescentei – dou-lhe também a minha palavra de honra que nunca ninguém saberá
por mim o que fez.
Ela tremia toda.
– Veja que falta
um minuto. Não chore. Lembre-se de que precisa sair daqui com uma fisionomia
jovial. Diga que estivemos falando de modas.
Ela tirou a joia
do seio, deu-me e perguntou:
– Qual é a
prova?
– Esta –
disse-lhe eu apontando para uma esplêndida rosa-chá que ela trazia. – É a única
pessoa, esta noite, que tem aqui uma rosa amarela. Quando foi ao quarto de sua
tia, teve a infelicidade de deixar cair duas pétalas dela. Estão junto da mesa
de cabeceira.
Abri a porta.
Sinhazinha compôs magicamente, imediatamente, o mais encantador, o mais natural
dos sorrisos e saiu dizendo:
– Se este
Sherlock fez com todas o mesmo que comigo, vai ser um fiasco absoluto.
Não foi fiasco,
mas foi pior.
Quando
Sinhazinha chegara, subira logo. Graças à intimidade que tinha na casa, onde
vivera até a data do casamento, podia fazer isso naturalmente. Ia só para
deixar a sua capa dentro de um armário. Mas, à procura de um alfinete, abriu a
mesinha de cabeceira, viu o anel, sentiu a tentação de roubá-lo e assim o fez. Lembrou-se
de que tinha de ir para a Europa daí a um mês. Lá venderia a joia. Desceu então
novamente com a capa e mandou pô-la no automóvel. E como ninguém a tinha visto
subir, pôde afirmar que não fora ao andar superior.
Eu estraguei
tudo.
Mas a
mulherzinha se vingou: a todos insinuou que provavelmente o ladrão tinha sido
eu mesmo, e, vendo o caso descoberto antes da minha retirada, armara aquela encenação
para atribuir a outrem o meu crime.
O que sei é que
Madame Guimarães, que sempre me convidava para as suas recepções, não me
convidou para a de ontem... Terá talvez sido a primeira a acreditar na
sobrinha.
MEDEIROS
e ALBUQUERQUE, José Joaquim de Campos da Costa de. Se eu fosse Sherlock Holmes.
In: PAES, José Paulo (org.). Histórias de
detetive. São Paulo: Ática, 1993. (Para gostar de ler, v. 12).
1. O título do conto remete ao famoso
personagem dos contos de detetive.
a) Que características de Sherlock Holmes
inspiraram o narrador?
b) Quais traços do narrador-personagem
permitem associá-lo ao detetive inglês?
2. Em determinado momento do conto, o
narrador-personagem sugere que o próprio Sherlock Holmes participa da
investigação com ele. Leia os trechos em que isso ocorre.
Trecho 1 – Sherlock Holmes gritou dentro de
mim: [...]
Trecho 2 – Foi no meio dessas conversas que
Sherlock Holmes cresceu dentro de mim. [...]
Trecho 3 – Sherlock Holmes disse o que ia
fazer, indicando um gabinete próximo [...]
É possível afirmar que o narrador atua na investigação de maneira semelhante a Sherlock Holmes? Justifique.
3. O conto permite ao leitor identificar a
época em que a história acontece, por meio da caracterização das personagens e
dos costumes mencionados. Cite esses elementos.
4. A sagacidade do narrador o levou a fazer
algumas deduções e a elucidar o caso antes mesmo de convocar as mulheres.
a) O que ele observou que foi fundamental
para a elucidação do caso?
b) Como o narrador mostra ao leitor que
encontrou algo no quarto?
c) Por que dados que revelam descobertas
importantes sobre o crime não são apresentados claramente ao leitor no início do
texto?
5. A partir do momento em que o narrador
anuncia que já sabe quem era o autor do crime, a história começa a ficar
parecida com os filmes de investigação policial.
a) O que ajuda a causar essa impressão?
b) A frase “E a cerimônia começou” contribui
para a impressão de que o narrador seguirá as regras de uma investigação, como ouvir
todos os presentes, ou agirá sem segui-las?
c) Que aspectos da condução da investigação e
da elucidação do caso remetem à história de detetives, como as de Sherlock Holmes?
6. No conto de enigma, o leitor participa,
com o detetive, do jogo de desvendar do crime.
a) Quais fatos apresentados antes do anúncio
do sumiço do anel tornam Sinhazinha a principal suspeita do furto? Justifique.
b) Que informações parecem ser pistas falsas,
ao sugerir outras pessoas como suspeitas?
c) O que a apresentação dessas informações
pretende provocar no leitor?
7. O final do conto busca surpreender o
leitor.
a) Como a personagem considera sua atuação no
caso? Por quê?
b) Você esperava esse desfecho? Após ler o
conto, como você avalia a situação da personagem?
8. No conto, ao privilegiar a discrição e não
revelar a autoria do furto, o narrador-personagem reflete valores culturais que
vigoravam na época retratada.
a) Qual foi a provável preocupação dele ao
tomar essa decisão? O que essa atitude do narrador-personagem revela sobre os valores
da época em que se passa o conto?
b) Em sua opinião, caso o conto fosse
ambientado nos dias atuais, como seria o desfecho dessa história?
ONDE ESTÁ A SUA BICICLETA?
1. Por que o autor do artigo de opinião
considera necessário discutir o uso da bicicleta como meio de transporte no
Brasil, principalmente em relação às grandes metrópoles?
2. No artigo de opinião, o autor afirma que a
bicicleta deve ser mais uma alternativa de transporte nas grandes cidades. De
acordo com ele, quais benefícios o uso da bicicleta traz para esses locais?
3. O texto publicado no portal Pensamento Verde
tem como sobretítulo (ou chapéu) o termo sustentabilidade, que significa o uso consciente dos recursos
naturais sem comprometer sua disponibilidade para as futuras gerações.
a) Que relação é possível estabelecer entre o
conceito de sustentabilidade e o assunto discutido no artigo?
b) Qual é a importância de se apresentar esse
assunto em um artigo de opinião?
4. Os artigos de opinião são acompanhados do
nome de quem os escreve. Em sua opinião, por que isso acontece?
5. Geralmente, o autor de um artigo de opinião é
uma autoridade no assunto discutido no texto.
Com base nas informações apresentadas sobre o
autor Leonardo Lorentz, o que o autoriza a se posicionar sobre o tema? Copie a
alternativa mais adequada para responder a essa pergunta.
a) A opinião pessoal do autor sobre o assunto
abordado.
b) A atuação profissional do autor em uma empresa
de iniciativa sustentável.
c) A paixão do autor pelo ciclismo.
d) O conhecimento que o autor adquiriu ao ler
textos sobre o assunto.
6. Qual dos trechos a seguir expressa apenas
a opinião do autor sobre o assunto do texto? Copie apenas a alternativa correta.
a) [...] Para a ONU, a bicicleta é o
transporte mais sustentável do mundo. [...]
b) Pedalar faz bem para o planeta, para o
bolso e para a saúde, além de aproximar as pessoas. Duvida?
c) O uso da bicicleta é uma tendência mundial
e alguns locais já estão bem desenvolvidos em relação às ciclovias. [...]
d) [...] Para distâncias de até cinco
quilômetros nas áreas urbanas mais densas das cidades, há pesquisas que
constatam que a bicicleta é o modal mais rápido, podendo chegar a uma
velocidade entre 12 e 15 km/h.
7. Releia este trecho do artigo de opinião.
Engana-se quem acha que a introdução da
‘cultura da bicicleta’ deve ser construída prioritariamente pelos órgãos públicos.
[...]
a) De acordo com a opinião do articulista, a
quem cabe a responsabilidade de introduzir a “cultura da bicicleta”?
b) Você concorda com a opinião do articulista
sobre quem são os responsáveis por introduzir a “cultura da bicicleta” ou
discorda dela? Por quê?
c) Em sua opinião, que atitudes, mudanças e
comportamentos precisam ser incentivados e implementados pelos responsáveis por
introduzir a “cultura da bicicleta” nas cidades brasileiras?
8. O autor do artigo de opinião conclui o
texto afirmando que o ato de pedalar traz diversos benefícios. Depois de você
ter feito a leitura desse texto, o articulista convenceu você de que o uso da
bicicleta no dia a dia faz bem para a saúde e o meio ambiente?
9. Para você, a leitura de um artigo de
opinião pode mudar ou reforçar o ponto de vista dos leitores sobre o assunto
que ele apresenta? Por quê?
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QUESTÃO 1 Examine a tirinha do cartunista Jean Galvão. Na construção do sentido de sua tirinha, o cartunista explora, sobretudo, o r...
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O cruzeiro do coracle Não sei quanto tempo eu dormi, mas já era dia claro quando acordei e vi que estava a sudoeste da Ilha do Tesouro...














