28 outubro 2024

BRIGADEIROS

Brigadeiros

 

$3.79/4.94 Oz

We’ve heard that if you attend any party in Brazil, chances are good you’ll find brigadeiros on the sweets table. These confections are the country’s official “national truffle.” Now, for a limited time, you can get the Trader Joe’s version of these treats in our freezers.

Trader Joe’s Brigadeiros are made for us in Portugal, where they’re also a treasured confection. Our authentic recipe includes sweetened condensed milk, cream, cocoa, and cultured butter. This combination creates a rich, dense, chocolatey ball of fudge. Each soft sphere is rolled in real chocolate sprinkles, providing a pleasant textural contrast – not to mention more chocolate flavor. But you may ask: why the name?

Brigadeiros were first popularized during the Brazilian presidential election of 1945, when Brazilian women (who just recently had gained the right to vote), made mounds & mounds of these bonbons and sold them in support of their candidate, Brigadier Eduardo Gomes. While Gomes lost the election, one might say that the rest of the country still won, as the popularity of “brigadier’s candy” proliferated.

Pick up abox of nine Trader Joe's Brigadeiros in our freezers today, and you’ll also feel like you’ve won – maybe not an election, but certainly an opportunity to share in this international delight!





https://www.traderjoes.com/home/products/pdp/brigadeiros-075459






FORTUNE TELLER

FORTUNE TELLER

Maroon 5

 



I’m not a fortune teller, I won’t be __________ news
Of what __________ brings, I’ll leave that up to you
I’m not a fortune teller, don’t have crystal __________
I can’t predict the __________, can't see nothing at all

( ) Summer will end and the leaves will turn again
( ) And as the seasons roll back, no matter how hard I try
( ) It doesn’t mean I'm afraid of all the things that you say
( ) But I just think we should stay stuck in the moment today

I don’t really know why you're acting like this now
I don’t even know why you have to do it again and again
Why’d you have to go out and ruin the perfect night
You don’t worry about tomorrow’s mess

I never know how our/the future will go
I don’t know what to tell/show you, I’m not a fortune teller
I never change, but I want you to say/stay
I don’t know what to tell you, I’m not a fortune teller

TV I don’t watching like, I don’t know what it all means
________________________________________

And your American dream, isn’t just baby me it
________________________________________

I know what I’m thinking not on may mind your be
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singing I song know the I’m, is not your favorite kind

________________________________________


- CHORUS -


This feeling keeps growing
These rivers keep flowing
How can I have answers
When you drive me in questions
I never know how the future will go






26 outubro 2024

REVISÃO: PRONOMES, VERBOS E ADVÉRBIOS

– PRONOME –

Os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, no Japão, revelaram a força e a perseverança de uma jovem atleta brasileira. Leia a notícia a seguir.

 


1. Copie a alternativa que não corresponde ao pronome em destaque no trecho a seguir.

[...] a ginasta de Guarulhos, atleta do Flamengo, se mostrou muito feliz com sua performance histórica em Tóquio.

a) O pronome está relacionado ao substantivo performance, por isso encontra-se no feminino singular.

b) O pronome está indicando uma ideia de posse em relação ao substantivo.

c) O pronome sua, apesar de estar ligado ao substantivo, refere-se ao adjetivo histórica, daí encontrar-se no feminino singular.

d) A palavra em destaque no trecho é um pronome possessivo.

2. Em sua fala no final da notícia, Rebeca usa o pronome indefinido todos. Por que ela empregou esse pronome?


Leia, a seguir, o cartaz que faz parte da campanha chamada “Nem tudo que cai na rede é peixe”, publicado no site da Fundação Projeto Tamar, uma fundação que atua na preservação das tartarugas marinhas.

 


3. Releia o texto que aparece na parte superior do cartaz.

a) Que informação a primeira frase traz? Você tinha conhecimento desse fato?

b) A segunda frase dirige-se especificamente ao leitor. Que pronome pessoal revela isso? Que efeito de sentido o uso dele produz?

c) Que outro pronome também é empregado na segunda frase?

d) Com que finalidade esse pronome foi usado? Explique sua resposta com elementos do texto.

4. No quadrinho final, o desfecho da história mostra o que se espera das pessoas e evidencia a finalidade do cartaz.

a) Na fala da tartaruga, é empregado o pronome de tratamento você. É possível afirmar que esse pronome faz a mesma referência do que aparece na segunda frase que você analisou na atividade anterior?

b) Que outro pronome pessoal é empregado nessa fala da personagem? Algum outro pronome poderia ter sido usado no lugar dele? Explique.

5. Agora, releia a fala do pescador e identifique que pronome é empregado nela. Por que esse pronome foi usado?

6. Na parte inferior esquerda do cartaz, há alguns itens após o título “ATENÇÃO!”. Copie a alternativa que descreve o que esses itens apresentam.

a) Procedimentos que devem ser realizados ao se encontrar uma tartaruga marinha presa em uma rede de pesca.

b) Informações do que ocorre com as tartarugas quando ficam presas em redes de pesca.

c) Relatos de situações que colocam a preservação das tartarugas marinhas em risco.

d) Exemplos de situações que devem ser evitadas no cuidado com as tartarugas.

 

 

– VERBO –

Leia o trecho de uma notícia que trata da viagem de uma manada de elefantes pela China.

 


7. No título da notícia, encontramos o emprego da forma verbal intrigou.

a) Em que tempo e modo essa forma verbal foi empregada?

b) O uso desse tempo verbal indica que a ação já ocorreu e foi concluída. Analisando as informações da legenda, é possível afirmar que esse sentido está presente na forma analisada?

8. Na legenda da imagem, empregou-se a forma verbal viajaram.

a) Em que tempo e modo está essa forma verbal?

b) No caderno, copie a alternativa que indica o sentido atribuído a esse tempo verbal.

* Uma situação incompleta.

* Uma situação completa.

* Uma ação possível.

* Uma ação parcial.

9. No título e no subtítulo da notícia foram empregadas duas locuções verbais.

a) Quais são elas?

b) Que sentidos essas locuções verbais atribuem às ações relatadas?

 

 

– ADVÉRBIO –

A vida dos imigrantes refugiados em um país com outra cultura, outra língua e outros costumes pode ser muito difícil no começo. Porém, com o passar do tempo, eles podem se adaptar ao novo país. Leia a seguir os trechos de uma reportagem que trata desse assunto.

 


10. Releia a frase a seguir.

 [...] Além disso, há atualmente cerca de 6,6 milhões de refugiados sírios espalhados por todo o mundo. [...]

a) Que verbo está ligado ao advérbio destacado?

b) Na oração, há um advérbio e uma locução adverbial em destaque. Qual é a circunstância expressa por cada um deles?

c) A locução adverbial está relacionada ao verbo que o primeiro advérbio? Justifique.

11. Releia o título da reportagem. Que advérbio foi empregado no título? Qual circunstância ele expressa?

12. Releia o período a seguir, em que Abdul empregou o advérbio muito.

[...] Jorge e Matheus é muito bom. Cristiano Araújo, que faleceu, mexeu muito comigo. [...]

a) Qual ideia Abdul deseja evidenciar ao usar esse advérbio?

b) Pode-se afirmar que nos dois casos o advérbio muito está modificando o verbo? Explique.

21 outubro 2024

MATÉRIA RELACIONADA AO LIVRO "CEM ANOS DE SOLIDÃO"

 

Massacre das Bananeiras: conheça história real que inspirou “Cem Anos de Solidão

O governo colombiano, para proteger uma empresa dos EUA, ordenou o massacre de 2.000 trabalhadores.

 

Eduardo Lima

  

Um carregamento de bananas da United Fruit Company, na Costa Rica, em 1915

Gabriel García Márquez, vencedor do Nobel de Literatura de 1982, publicou Cem Anos de Solidão em 1967. O livro conta a história de diferentes gerações da família Buendía e da cidade que eles fundaram, Macondo.

         O escritor e jornalista se inspirou na história da Colômbia para escrever passagens que parecem fantasiosas, mas que tem um pé na realidade. A Guerra dos Mil Dias, por exemplo, aconteceu entre 1899 e 1902, colocando conservadores contra liberais e devastando o país. É nesse conflito real que a guerra civil retratada em Cem Anos de Solidão se inspira.

         Outro evento que inspirou García Márquez a escrever foi o Massacre das Bananeiras, ocorrido em 1928. Nesse sombrio episódio da história colombiana, o maior movimento trabalhista da história do país até então acabou com a morte de até dois mil trabalhadores, assassinados pelo exército da Colômbia para proteger os interesses de uma empresa americana.

O que foi o Massacre das Bananeiras

No livro, García Márquez conta a história de uma companhia bananeira que, para não reconhecer as reivindicações dos trabalhadores colombianos, fez um complexo malabarismo jurídico para dizer que, na verdade, não empregava trabalhador nenhum. Depois disso, “a grande greve estourou. Os cultivos ficaram pelo meio, a fruta apodreceu no pé e os trens de cento e vinte vagões ficaram parados nos desvios”, escreve.

         A greve de verdade, ocorrida na cidade de Ciénaga, começou com reivindicações de condições dignas de trabalho. Os trabalhadores passaram semanas tentando negociar com a United Fruit Company, empresa dos EUA que era a dona do maior latifúndio da Colômbia.

         Eles queriam ser reconhecidos como trabalhadores da UFC, além de compensação por acidentes no trabalho, uma jornada de trabalho de seis dias (com um dia de descanso remunerado), aumento nos salários e o fim do pagamento em cupons em vez de dinheiro. Tudo isso seguia a lei colombiana da época, diga-se.

         No dia 12 de novembro, pelo menos 25 mil pessoas pararam de trabalhar para que suas reivindicações fossem ouvidas. Depois de quase um mês, no dia 5 de dezembro, a empresa ainda não havia demonstrado interesse em negociar.

         Foi nesse dia que 700 soldados do exército colombiano chegaram em Ciénaga para controlar a situação. Eles foram enviados pelo governo de Miguel Abadia Méndez, representado pela figura do general Cortés Vargas. Mas os militares não estavam ali para defender os trabalhadores colombianos.

         Funcionários do governo dos Estados Unidos na Colômbia e da United Fruit (que continua existindo até hoje, mas com o nome de Chiquita Brands) mandaram telegramas para o Secretário de Estado dos EUA pintando os trabalhadores como comunistas subversivos. O governo colombiano tinha medo de não agradar os americanos e perder os mercados de banana dos EUA e da Europa.

         Os trabalhadores ficaram esperando um pronunciamento do governador na praça da cidade, ao lado da estação de trem de onde as bananas eram transportadas. Os homens e suas famílias, incluindo as crianças, tinham acabado de sair da missa quando ouviram o decreto oficial, que dizia que “os homens de força pública” poderiam castigar os trabalhadores “com armas”.

         Tanto no livro quanto na realidade, eles receberam o aviso de que deveriam sair da praça em cinco minutos. Depois disso, os soldados atiraram contra a multidão que ficou. O general assumiu responsabilidade por 47 mortes. Os outros corpos sumiram, e até hoje ninguém sabe com certeza quantas pessoas foram mortas. Algumas estimativas falam em cerca de 2.000 vítimas.

         Em Cem Anos de Solidão, o massacre é esquecido por todas as pessoas de forma mágica. “Não houve mortos” é o refrão que a população repete para o personagem José Arcádio Segundo, o único que parece se lembrar do episódio sombrio.

         Na vida real, o massacre também ficou esquecido, mas porque foi encoberto pelo governo desde o primeiro dia. Como escreveu o jornalista uruguaio Eduardo Galeano, “não houve necessidade de editar nenhum decreto para apagar a matança da memória oficial do país”. Anos depois, a literatura ajudou a preservar a memória do país que o governo tentou apagar.

 

Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/massacre-das-bananeiras-conheca-historia-real-que-inspirou-cem-anos-de-solidao

















1. C

2. Porque ela não poderia citar o nome de todas as pessoas a quem ela gostaria de agradecer ou deseja deixar indefinido, vago, para não esquecer de ninguém.

3. a) O fato de as tartarugas marinhas correrem o perigo de morrer afogadas, informação desconhecida pela maioria das pessoas, que talvez não saiba que esses animais precisam subir à superfície para respirar, assim como baleias e golfinhos.

b) O pronome pessoal de tratamento você. Esse pronome produz um efeito de convocação, pois, ao explicitar o leitor, ele atribui uma responsabilidade a quem lê o cartaz.

c) O pronome pessoal oblíquo as em sua forma -las.

d) O pronome foi usado para referir-se às tartarugas marinhas, termo que se encontra na primeira frase.

4. a) Não, pois, na fala da tartaruga, o pronome você faz referência ao pescador, que é a quem ela se dirige no momento da fala.

b) O pronome pessoal oblíquo me. O me é um pronome que se refere à primeira pessoa do discurso (pessoa que fala) – nesse caso, a tartaruga; portanto, não poderia ser usado nenhum outro pronome em seu lugar.

5. O pronome pessoal oblíquo me. Ele foi usado porque se refere à pessoa que fala – no caso, o pescador.

6. A

7. a) No pretérito perfeito do modo indicativo.

b) Não, pois se os cientistas não sabem ainda o motivo dessa viagem, a ação da forma verbal intrigou não foi concluída; eles continuam intrigados.

8. a) Pretérito perfeito do modo indicativo.            8. B.

9. a) Começa a voltar e parecem estar voltando.

b) A primeira locução verbal expressa uma ideia de certeza; a segunda dá ideia de dúvida ou possibilidade ao que está sendo relatado.

10. a) A forma verbal .

b) Atualmente = tempo / no mundo todo = lugar

c) A locução está se referindo ao adjetivo espalhados.

11. Advérbio já = tempo

12. Ideia de intensidade. No primeiro caso, se relaciona ao adjetivo bom, e no segundo ao verbo mexeu.


20 outubro 2024

SE EU FOSSE SHERLOCK HOLMES

 Se eu fosse Sherlock Holmes 

Os romances de Conan Doyle me deram o desejo de empreender alguma façanha no gênero das de Sherlock Holmes. Pareceu-me que deles se concluía que tudo estava em prestar atenção aos fatos mínimos. Destes, por uma série de raciocínios lógicos, era sempre possível subir até o autor do crime.

Quando acabara a leitura do último dos livros de Conan Doyle, meu amigo Alves Calado teve a oportuna nomeação de delegado auxiliar. Íntimos, como éramos, vivendo juntos, como vivíamos, na mesma pensão, tendo até escritório comum de advocacia, eu lhe tinha várias vezes exposto minhas ideias de “detetive”. [...]

Passei dias esperando por algum acontecimento trágico, em que pudesse revelar minha sagacidade. Creio que fiz mais do que esperar: cheguei a desejar.

Uma noite, fui convidado por Madame Guimarães para uma pequena reunião familiar. Em geral, o que ela chamava “pequenas reuniões” eram reuniões de vinte a trinta pessoas, da melhor sociedade. Dançava-se, ouvia-se boa música e quase sempre ela exibia algum “número” curioso: artistas de teatro, de “music hall” ou de circo, que contratava para esse fim. O melhor, porém, era talvez a palestra que então se fazia, porque era mulher muito inteligente e só convidava gente de espírito. Fazia disso questão.

A noite em que eu lá estive entrou bem nessa regra.

Em certo momento, quando ela estava cercada por uma boa roda, apareceu Sinhazinha Ramos. Sinhazinha era sobrinha de Madame Guimarães; casara-se pouco antes com um médico de grande clínica. Vindo só, todos lhe perguntaram:

– Como vai seu marido?

– Tem trabalhado por toda a noite, com uma cliente. [...]

O embaraço dele se dissipou, porque Madame Guimarães perguntou à sobrinha:

– Onde deixaste tua capa?

– No meu automóvel. Não quis ter a maçada de subir.

A casa era de dois andares e Madame Guimarães, nos dias de festas, tomava a si arrumar capas e chapéus femininos no seu quarto:

– Serviço de vestiário é exclusivamente comigo. Não quero confusões. [...]

Nisto, uma das senhoras presentes veio despedir-se de Madame Guimarães. Precisava de seu chapéu. A dona da casa, que, para evitar trocas e desarrumações, era a única a penetrar no quarto que transformara em vestiário, levantou-se e subiu para ir buscar o chapéu da visita, que desejava partir.

Não se demorou muito tempo. Voltou com a fisionomia transtornada:

– Roubaram-me. Roubaram o meu anel de brilhantes...

Todos se reuniram em torno dela. Como era? Como não era? Não havia, aliás, nenhuma senhora que não o conhecesse: um anel com três grandes brilhantes de um certo mau gosto espetaculoso, mas que valia de 60 a 80 contos.

Sherlock Holmes gritou dentro de mim: “Mostra o teu talento, rapaz!”.

Sugeri logo que ninguém entrasse no quarto. Ninguém. Era preciso que a polícia pudesse tomar as marcas digitais que por acaso houvesse na mesa de cabeceira de Madame Guimarães. Porque era lá que tinha estado a joia.

Saltei ao telefone, toquei para o Alves Calado, que se achava de serviço nessa noite, e preveni-o do que havia, recomendando-lhe que trouxesse alguém, perito em datiloscopia.

Ele respondeu de lá com a sua troça habitual:

– Vais afinal entrar em cena com a tua alta polícia científica?

Objetou-me, porém, que a essa hora não podia achar nenhum perito. Aprovou, entretanto, que eu não consentisse ninguém entrar no quarto. Subi então com todo o grupo para fecharmos a porta a chave. Antes de se fechar, era, porém, necessário que Madame Guimarães tirasse as capas que estavam no seu leito. Todos ficaram no corredor, mirando, comentando. Eu fui o único que entrei, mas com um cuidado extremo, um cuidado um tanto cômico de não tocar em coisa alguma. Como olhasse para o teto e para o assoalho, uma das senhoras me perguntou se estava jogando “o carneirinho-carneirão, olhai p’ra o céu, olhai p’ra o chão”.

Retiradas as capas, o zum-zum das conversas continuava. Ninguém tinha entrado no quarto fatídico. Todos o diziam e repetiam.

Foi no meio dessas conversas que Sherlock Holmes cresceu dentro de mim. Anunciei:

– Já sei quem furtou o anel.

De todos os lados surgiam exclamações. Algumas pessoas se limitavam a interjeições: Ah!”, “Oh!”. Outras perguntavam quem tinha sido.

Sherlock Holmes disse o que ia fazer, indicando um gabinete próximo:

– Eu vou para aquele gabinete. Cada uma das senhoras aqui presentes fecha-se ali em minha companhia por cinco minutos.

– Por cinco minutos? – indagou o Dr. Caldas.

– Porque eu quero estar o mesmo tempo com cada uma, para não se poder concluir da maior demora com qualquer delas que essa foi a culpada. Serão para cada uma cinco minutos cronométricos. [...]

E a cerimônia começou. Cada uma das senhoras esteve trancada comigo justamente os cinco minutos que eu marcara.

Quando a última partiu, saiu do gabinete, achei à porta, ansiosa, Madame Guimarães:

– Venha comigo – disse-lhe eu.

Aproximei-me do telefone, chamei o Alves Calado e disse-lhe que não precisava mais tomar providência alguma, porque o anel fora achado.

Voltando-me para Madame Guimarães entreguei-o então. Ela estava tão nervosa que me abraçou e até beijou freneticamente. Quando, porém, quis saber quem fora a ladra, não me arrancou nem uma palavra.

No quarto, ao ver Sinhazinha Ramos entrar, tínhamos tido, mais ou menos, a seguinte conversa:

– Eu não vou deitar verdes para colher maduros, não vou armar cilada alguma. Sei que foi a senhora que tirou a joia de sua tia.

Ela ficou lívida. Podia ser medo. Podia ser cólera. Mas respondeu firmemente:

– Insolente! É assim que o senhor está fazendo com todas, para descobrir a culpada?

– Está enganada. Com as outras converso apenas, conto-lhes anedotas. Com a senhora, não; exijo que me entregue o anel.

Mostrei-lhe o relógio para que visse que o tempo estava passando.

– Note – disse eu – que tenho uma prova. Posso fazê-la ver a todos.

Ela se traiu, pedindo:

– Dê sua palavra de honra que tem essa prova!

Dei. Mas o meu sorriso lhe mostrou que ela, sem dar por isso, confessara indiretamente o fato.

– E já agora – acrescentei – dou-lhe também a minha palavra de honra que nunca ninguém saberá por mim o que fez.

Ela tremia toda.

– Veja que falta um minuto. Não chore. Lembre-se de que precisa sair daqui com uma fisionomia jovial. Diga que estivemos falando de modas.

Ela tirou a joia do seio, deu-me e perguntou:

– Qual é a prova?

– Esta – disse-lhe eu apontando para uma esplêndida rosa-chá que ela trazia. – É a única pessoa, esta noite, que tem aqui uma rosa amarela. Quando foi ao quarto de sua tia, teve a infelicidade de deixar cair duas pétalas dela. Estão junto da mesa de cabeceira.

Abri a porta. Sinhazinha compôs magicamente, imediatamente, o mais encantador, o mais natural dos sorrisos e saiu dizendo:

– Se este Sherlock fez com todas o mesmo que comigo, vai ser um fiasco absoluto.

Não foi fiasco, mas foi pior.

Quando Sinhazinha chegara, subira logo. Graças à intimidade que tinha na casa, onde vivera até a data do casamento, podia fazer isso naturalmente. Ia só para deixar a sua capa dentro de um armário. Mas, à procura de um alfinete, abriu a mesinha de cabeceira, viu o anel, sentiu a tentação de roubá-lo e assim o fez. Lembrou-se de que tinha de ir para a Europa daí a um mês. Lá venderia a joia. Desceu então novamente com a capa e mandou pô-la no automóvel. E como ninguém a tinha visto subir, pôde afirmar que não fora ao andar superior.

Eu estraguei tudo.

Mas a mulherzinha se vingou: a todos insinuou que provavelmente o ladrão tinha sido eu mesmo, e, vendo o caso descoberto antes da minha retirada, armara aquela encenação para atribuir a outrem o meu crime.

O que sei é que Madame Guimarães, que sempre me convidava para as suas recepções, não me convidou para a de ontem... Terá talvez sido a primeira a acreditar na sobrinha.


MEDEIROS e ALBUQUERQUE, José Joaquim de Campos da Costa de. Se eu fosse Sherlock Holmes. In: PAES, José Paulo (org.). Histórias de detetive. São Paulo: Ática, 1993. (Para gostar de ler, v. 12).

 

 


 


 

1. O título do conto remete ao famoso personagem dos contos de detetive.

a) Que características de Sherlock Holmes inspiraram o narrador?

b) Quais traços do narrador-personagem permitem associá-lo ao detetive inglês?

2. Em determinado momento do conto, o narrador-personagem sugere que o próprio Sherlock Holmes participa da investigação com ele. Leia os trechos em que isso ocorre.

Trecho 1 – Sherlock Holmes gritou dentro de mim: [...]

Trecho 2 – Foi no meio dessas conversas que Sherlock Holmes cresceu dentro de mim. [...]

Trecho 3 – Sherlock Holmes disse o que ia fazer, indicando um gabinete próximo [...]

É possível afirmar que o narrador atua na investigação de maneira semelhante a Sherlock Holmes? Justifique.

3. O conto permite ao leitor identificar a época em que a história acontece, por meio da caracterização das personagens e dos costumes mencionados. Cite esses elementos.

4. A sagacidade do narrador o levou a fazer algumas deduções e a elucidar o caso antes mesmo de convocar as mulheres.

a) O que ele observou que foi fundamental para a elucidação do caso?

b) Como o narrador mostra ao leitor que encontrou algo no quarto?

c) Por que dados que revelam descobertas importantes sobre o crime não são apresentados claramente ao leitor no início do texto?

5. A partir do momento em que o narrador anuncia que já sabe quem era o autor do crime, a história começa a ficar parecida com os filmes de investigação policial.

a) O que ajuda a causar essa impressão?

b) A frase “E a cerimônia começou” contribui para a impressão de que o narrador seguirá as regras de uma investigação, como ouvir todos os presentes, ou agirá sem segui-las?

c) Que aspectos da condução da investigação e da elucidação do caso remetem à história de detetives, como as de Sherlock Holmes?

6. No conto de enigma, o leitor participa, com o detetive, do jogo de desvendar do crime.

a) Quais fatos apresentados antes do anúncio do sumiço do anel tornam Sinhazinha a principal suspeita do furto? Justifique.

b) Que informações parecem ser pistas falsas, ao sugerir outras pessoas como suspeitas?

c) O que a apresentação dessas informações pretende provocar no leitor?

7. O final do conto busca surpreender o leitor.

a) Como a personagem considera sua atuação no caso? Por quê?

b) Você esperava esse desfecho? Após ler o conto, como você avalia a situação da personagem?

8. No conto, ao privilegiar a discrição e não revelar a autoria do furto, o narrador-personagem reflete valores culturais que vigoravam na época retratada.

a) Qual foi a provável preocupação dele ao tomar essa decisão? O que essa atitude do narrador-personagem revela sobre os valores da época em que se passa o conto?

b) Em sua opinião, caso o conto fosse ambientado nos dias atuais, como seria o desfecho dessa história?

ONDE ESTÁ A SUA BICICLETA?

 




1. Por que o autor do artigo de opinião considera necessário discutir o uso da bicicleta como meio de transporte no Brasil, principalmente em relação às grandes metrópoles?

2. No artigo de opinião, o autor afirma que a bicicleta deve ser mais uma alternativa de transporte nas grandes cidades. De acordo com ele, quais benefícios o uso da bicicleta traz para esses locais?

3. O texto publicado no portal Pensamento Verde tem como sobretítulo (ou chapéu) o termo sustentabilidade, que significa o uso consciente dos recursos naturais sem comprometer sua disponibilidade para as futuras gerações.

a) Que relação é possível estabelecer entre o conceito de sustentabilidade e o assunto discutido no artigo?

b) Qual é a importância de se apresentar esse assunto em um artigo de opinião?

4. Os artigos de opinião são acompanhados do nome de quem os escreve. Em sua opinião, por que isso acontece?

5. Geralmente, o autor de um artigo de opinião é uma autoridade no assunto discutido no texto.

Com base nas informações apresentadas sobre o autor Leonardo Lorentz, o que o autoriza a se posicionar sobre o tema? Copie a alternativa mais adequada para responder a essa pergunta.

a) A opinião pessoal do autor sobre o assunto abordado.

b) A atuação profissional do autor em uma empresa de iniciativa sustentável.

c) A paixão do autor pelo ciclismo.

d) O conhecimento que o autor adquiriu ao ler textos sobre o assunto.

6. Qual dos trechos a seguir expressa apenas a opinião do autor sobre o assunto do texto? Copie apenas a alternativa correta.

a) [...] Para a ONU, a bicicleta é o transporte mais sustentável do mundo. [...]

b) Pedalar faz bem para o planeta, para o bolso e para a saúde, além de aproximar as pessoas. Duvida?

c) O uso da bicicleta é uma tendência mundial e alguns locais já estão bem desenvolvidos em relação às ciclovias. [...]

d) [...] Para distâncias de até cinco quilômetros nas áreas urbanas mais densas das cidades, há pesquisas que constatam que a bicicleta é o modal mais rápido, podendo chegar a uma velocidade entre 12 e 15 km/h.

7. Releia este trecho do artigo de opinião.

Engana-se quem acha que a introdução da ‘cultura da bicicleta’ deve ser construída prioritariamente pelos órgãos públicos. [...]

a) De acordo com a opinião do articulista, a quem cabe a responsabilidade de introduzir a “cultura da bicicleta”?

b) Você concorda com a opinião do articulista sobre quem são os responsáveis por introduzir a “cultura da bicicleta” ou discorda dela? Por quê?

c) Em sua opinião, que atitudes, mudanças e comportamentos precisam ser incentivados e implementados pelos responsáveis por introduzir a “cultura da bicicleta” nas cidades brasileiras?

8. O autor do artigo de opinião conclui o texto afirmando que o ato de pedalar traz diversos benefícios. Depois de você ter feito a leitura desse texto, o articulista convenceu você de que o uso da bicicleta no dia a dia faz bem para a saúde e o meio ambiente?

9. Para você, a leitura de um artigo de opinião pode mudar ou reforçar o ponto de vista dos leitores sobre o assunto que ele apresenta? Por quê?







MAP (4) - OS ARGONAUTAS