22 setembro 2024

POR QUE EXISTEM TANTOS PAÍSES COM "GUINÉ" NO NOME?

 



Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Papua-Nova Guiné. Os três primeiros países ficam na África, enquanto o último compõe a Oceania. Mas o que significa essa palavra?

Sabemos que ela era interpretada pelos europeus como “terra dos guinéus”. Guineus, por sua vez, foi o nome que os colonizadores portugueses deram aos moradores da região que fica na costa oeste da África, abaixo do Rio Senegal (onde hoje estão Guiné e Guiné-Bissau).

Os primeiros registros da palavra vêm do século 15. O cronista Gomes Eanes de Zurara, que registrava as viagens de exploração portuguesas, já aparece usando o termo em 1453. Ele escreve que “guinéus” significa “povo negro”.

Já como surgiu a palavra “guinéus” é tema de debate entre historiadores.  Alguns defendem que o termo tem relação com os guinaua (ou gnawa), um grupo étnico do Marrocos.

Nas línguas berberes (um grupo linguístico afro-asiático), ignaw significa “mudo”. Acredita-se que os povos que deram origem aos gnawa tenham sido escravizados na África subsaariana e levados para a região norte do continente. Esses povos não sabiam falar árabe, então daí teria surgido o nome.

A questão é que, para os europeus, a palavra “guineus” se tornou sinônimo de pessoas de pele negra. Quando os portugueses estabeleceram a colonização na África, no século 16, chamavam o território ocupado de “Guiné Portuguesa”. O país só conseguiu independência em 1974, quando passou a se chamar Guiné-Bissau.

O mesmo aconteceu com a Guiné Francesa, que conquistou a independência e passou a se chamar apenas Guiné em 1958. Já a Guiné Espanhola se tornou Guiné Equatorial em 1968.

E Papua Nova Guiné, que fica do outro lado do globo? Bom, quem deu esse nome foi o explorador espanhol ​​Yñigo Ortiz de Retez, em 1545. Segundo ele, as pessoas da ilha da Oceania se assemelhavam aos guineus, já que tinham um tom de pele parecido.

 

REVISTA SUPERINTERSSANTE. Por que existem tantos países com “Guiné” no nome? 21 ago. 2024. Instagram: @revistasuper.  

 

 


17 setembro 2024

RELATIVE PRONOUNS

- COMBINE THE FOLLOWING SETS OF SENTENCES INTO ONE USING WHO, WHICH, WHOSE OR THAT:

 

1. Dorothy speaks four languages. She lived abroad for two years.

2. The athlete has already broken several records. His personality is extremely complex.

3. The stockholders’ meeting was called off. It was to be held next Friday.

4. The girls will travel to New Zealand. They were chosen as the best students.

5. Hong Kong plays an important role in the world economy. It is a very exotic place.

6. People generally complain about everything. They don’t lead an interesting life.

7. The woman looks happy. Her husband was elected mayor.

8. That bicycle isn’t as good as I expected. It cost me a lot of money.

9. The boy is Janet’s cousin. You were talking to him.

10. Harriet had to struggle for her life. She was robbed last night.

11. Brian has run the company very well. He attended the best schools.

12. That girl is one of the best-paid models. Her face can be seen in many magazines.

13. The bus caused a traffic jam. It broke down in the middle of the street.

14. The people confirmed their presence. They were invited to the party.

15. Lasagna was served for lunch. It’s Diana’s favorite dish.

16. The baby is Helen’s first child. He’s wearing a blue bib.

17. The room will be painted pink. Its wallpaper has been removed.

18. The woman’s just come in. Doug is in love with her.

19. A BMW costs a lot of money. It is Michael’s favorite car.

20. The address was incorrect. You gave it to me yesterday.

21. The girl is the director’s only daughter. Her dress was spoiled by the clumsy waiter.

22. The man must be very important. He’s been talking to Mr. Andrews all morning.

23. Paris attracts many tourists. It is considered the most romantic city in the world.

24. Romeo and Juliet has a tragic ending. It is a love story.

25. The house was sold for $500,000.00. Its garden was planned by George Parker.




08 setembro 2024

NEW ROUTES - Nº 30 - JANEIRO DE 2007

 

O ENSINO DE INGLÊS PARA CRIANÇAS ATRAVÉS

DE GÊNEROS DISCURSIVOS: BREVES REFLEXÕES

 

A r t i g o  p o r  C l á u d i a  H i l s d o r f  R o c h a  e 

K l e b e r  A p a r e c i d o  d a  S i l v a

 

Tendo como premissa que o objetivo central do ensino de LE para crianças (LEC) é formar as mesmas integralmente, propiciando seu desenvolvimento linguístico, cognitivo e sociocultural, este artigo visa refletir acerca de possíveis proposições para o referido processo. No âmago de uma sociedade dita globalizada, onde o contato com diferentes culturas e línguas cada vez mais se intensifica através dos meios de comunicação e das novas tecnologias, entre outros, a aprendizagem de pelo menos uma nova língua assume um papel fundamental.

Dentro desse contexto, não sem controvérsias, o inglês é hoje considerado uma língua universal ou internacional. Desta forma, tem sido crescente e mundial o interesse pelo conhecimento dessa língua estrangeira (LE), sendo hoje uma forte tendência que o processo de aprendizagem se inicie cada vez mais cedo. Estudiosos da área apontam que vivenciamos hoje o ressurgimento do ensino de LEC e mostram que o mesmo tem estado em constante expansão, tanto em escolas de idiomas, quanto em escolas de ensino fundamental em todo o mundo.

Ancorando-nos no papel formador da LE, ressaltamos a importância do desenvolvimento da competência intercultural¹ do aprendiz no ensino de línguas, na medida em que entendemos ser a cultura o aspecto propulsor do crescimento linguístico, intelectual, físico, emocional e sociocultural da criança.

O caráter formativo do ensino de línguas na infância está, assim, intimamente relacionado ao objetivo de promover o desenvolvimento de competências e/ou capacidades que lhe permitam desenvolver-se em todos estes campos.

Rejeitando a concepção de que ensinar para crianças seja uma tarefa fácil, refutamos a pressuposição de que as mesmas aprendem somente uma linguagem simples, destituída de qualquer complexidade, e que o ensino de LE nesse contexto deva ser apenas divertido. O sucesso do ensino-aprendizagem de LEC depende, em grande parte, do tipo e da qualidade de interação proporcionada ao longo do processo, revelando a vital importância da construção de interações significativas em sala para um resultado efetivo. Torna-se de extrema importância para a área, portanto, o contínuo estudo de fatores relacionados a maneiras efetivas de se motivar a criança a aprender uma nova língua e de se abordar as habilidades, o vocabulário, a gramática e a língua materna (LM) no processo, respeitando-se a natureza da criança como aprendiz.

Sabemos que a criança é naturalmente curiosa, envolvendo-se facilmente em atividades que lhe despertam o interesse. Sendo seu foco de atenção relativamente curto, devemos manter em mente que a mesma precisa engajar-se em tarefas que envolvam a construção ativa do conhecimento e o uso significativo da linguagem, para que possa aprender de forma satisfatória. É ainda relevante enfatizarmos a importância da oralidade e do caráter mediador da LM no processo, bem como atentarmos para a necessidade de que a parte formal da linguagem esteja subordinada ao sentido em situações de ensino.

Respeitando-se tais princípios e mediante a observação de que métodos tradicionais, os quais têm como primazia o ensino de estruturas gramaticais, de vocabulário e de uma sequência linear de funções comunicativas, são limitados no que se refere à criação de ambientes propícios ao uso situado da linguagem e à interação negociada e propositada, buscamos referenciais que nos auxiliem a construir um processo mais significativo. Defendemos que, dentre outros possíveis, direcionamentos orientados por concepções vygotskianas de aprendizagem aliadas à visão bakhtiniana e, portanto, enunciativa de linguagem, revelam-se adequados à condução de um ensino mais efetivo.

De maneira bastante sucinta, podemos asseverar que ambos os autores concebem o homem como um sujeito social e histórico e a linguagem como formadora do pensamento e, assim, essencial para a formação do indivíduo. Para Bakhtin, é através de enunciados (orais e escritos) que concretizamos o uso da língua, nos diferentes campos das atividades humanas, estando essa noção estreitamente vinculada ao conceito de gêneros do discurso. Em outras palavras, discurso é linguagem em uso. Assim sendo, defendemos que é através dos gêneros discursivos que organizamos nossas atividades sociais/de linguagem e que, consequentemente, materializamos as interações com o outro em situações de comunicação propositadas e situadas, o que deve ocorrer, também, no processo educacional.

O objetivo central no processo de ensino-aprendizagem de LEC embasado em gêneros discursivos é levar o aprendiz a desenvolver competências que possibilitem que ele “aprenda a fazer” e “a agir” em situações diversas, tendo a cultura como elemento propulsor. A construção do conhecimento nesta perspectiva, portanto, ocorre através das interações advindas da própria atividade educacional como fato social. Uma vez que são, geralmente, atividades socialmente organizadas e vivenciadas na infância, as brincadeiras, as cantigas e as histórias podem ser consideradas atividades sociais organizadas histórico-culturalmente e, assim, potentes propulsores da aprendizagem e do desenvolvimento do aprendiz.

Ao envolver-se no mundo da imaginação criado pelos gêneros representativos de ações sociais de seu cotidiano, a criança ensaia papéis, adquire conhecimentos (também na LE) e desenvolve atitudes que são necessários para sua participação naquela situação social. Sendo a realidade social construída culturalmente, consideramos que o ensino através dos gêneros discursivos possibilita condições adequadas para o desenvolvimento da interculturalidade, assim como da linguagem, no ensino.

Este olhar sócio-historicamente orientado possibilita que a cultura em LEC não seja tratada como mero acessório. Ao invés disso, coloca-a no centro de todo o processo, distanciando o ensino de práticas cujo objetivo central recaia na abordagem da mesma, como também da brincadeira, das canções e de histórias, apenas como complementos para o programa.

De forma simplificada, propomos que cursos sejam orientados por agrupamentos de gêneros que circulem em eventos sociais significativos para o desenvolvimento da criança e que estejam mais próximos, inicialmente, dos gêneros cotidianos conhecidos pela mesma, uma vez que esta ingressa no ensino formal com diferentes tipos de letramento. Dentro desta perspectiva, defendemos a criação de agrupamentos de gêneros que se constituam, por sua vez, em três sistemas de atividades, a saber, gêneros que fazem brincar, os quais envolvem o jogo, gêneros que fazem cantar, que se relacionam às atividades musicais e gêneros que fazem contar, os quais, por sua vez, englobam as atividades narrativas, em verso ou prosa, podendo, assim como as demais esferas, também envolver tipificações relacionadas a gêneros mais complexos, conforme ilustrado a seguir.




Ressaltamos que as atividades de linguagem embasadas nas diretrizes apresentadas podem constituir-se pela combinação de gêneros pertencentes aos diferentes agrupamentos propostos. Desta forma podemos, por exemplo, narrar cantando, contar brincando ou brincar narrando. As rimas, ao serem consideradas jogos de linguagem, podem ser relacionadas aos gêneros que brincam. Se, porventura, a atividade de linguagem proposta envolver a narração de algo através de rimas, poderíamos considerá-la uma atividade que se constituí pela combinação dos gêneros que fazem brincar com o conjunto dos gêneros que fazem contar. E assim por diante, sucessivamente.

Ressaltamos que no contexto de trabalho proposto, a ação de ensinar pode concretizar-se de infinitas formas, uma vez que não acreditamos em modelos prontos e engessados como instrumentos capazes de proporcionar condições efetivas de aprendizagem. Em contrapartida, esperamos que nossas reflexões possam contribuir para a busca por caminhos que nos levem a um ensino cada vez mais significativo, o qual tenha condições de propiciar a formação de indivíduos plenamente capazes de atuar na sociedade em que vivem.





¹O conceito de competência intercultural aqui adotado advém de Byram & Doyé (1999: 142), que o definem como “uma combinação de habilidades, atitudes e conhecimentos”, relacionados à aprendizagem da língua-alvo vinculado ao conhecimento das diversidades culturais, como também ao desenvolvimento da consciência metacognitiva nos níveis linguístico, social e cultural.



















1. Dorothy, who lived abroad for two years, speaks four languages.

2. The athlete whose personality is extremely complex has already broken several records.

3. The stockholders’s meeting that was to be held next Friday was called off.

4. The girls who were chosen as the best studes will travel to New Zealand.

5. Hong Kong, which is a very exotic place, plays an importante role in the world economy.

6. People who don’t lead an interesting life generally complain about everything.

7. The woman whose husband was elected mayor looks very happy.

8. The bicycle, which cost me a lot of money, isn’t as good as I expected.

9. The boy, who you were talking is Janet’s cousin.

10. Harriet, who was robbed last night, had to srtuggle for her life.

11. Brian, who attended the best schools, has run the company very well.

12. That girl, whose face can be seen in many magazines, is one of the the best-paind models.

13. The bus which broke down in the middle of the street caused a traffic jam.

14. The people who were invited to the party confirmed their presence.

15. Lasagna, which is Diana’s favorite dish, was served for lunch.

16. The baby who is wearing a blue bib is Helen’s first child.

17. The room whose wallpaper has been removed will be painted pink.

18. The woman who Doug is in love with has just come in.

19. A BMW, which is Michael’s favorite car, costs a lot of money.

20. The address which you gave to me yesterday was incorrect.

21. The girl whose dress was spoiled by the clumsy waiter is the director’s only daughter.

22. The man who has been talking to Mr. Andrews all morning mys be very important.

23. Paris, which is considered the most romantic city in the world, attracts many tourists.

24. Romeo and Juliet, which is a love story, has a tragic ending.

25. The house, whose garden was planned by George Parker, was sold by $500,000.00.


WEDDING VOWS - GREY'S ANATOMY

Today’s the day my life begins. All my life I’ve been just me. Just a smart mouth kid. Today I become a man. Today I become a husband. Today I become accountable to someone other than myself. Today I become accountable to you, to our future, to all the possibilities that a marriage has to offer. Together, no matter what happens, I’ll be ready. For anything... For everything. To take on life, to take on love, to take on possibility and responsibility. Today Izzie Stevens, our life together begins. And I, for one, can't wait.

Grey’s Anatomy -  Season 5, Ep. 21






You never know the biggest day of your life is going to be the biggest. The days you think are going to be big ones, they are never as big as you make them out to be in your head. It’s the regular days, the ones that start out normal. Those are the days that end up being the biggest.

You never know the biggest day of your life is the biggest day. Not until it’s happening. You don’t recognize the biggest day of your life, until you're right in the middle of it. The day you commit to someone or something. The day you get your heart broken. The day you meet your soul mate. The day you realize there's not enough time, because you want to live forever. Those are the biggest days. The perfect days. You know?

Grey’s Anatomy -  Season 5, Ep. 21



SOBRE O AMOR

 

Quando o amor vos chamar, segui-o,

Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;

E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,

Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;

E quando ele vos falar, acreditai nele,

Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos

Como o vento devasta o jardim.

Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,

Assim ele vos crucifica.

E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,

Trabalha para vossa poda.

E da mesma forma que alcança vossa altura

E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,

Assim também desce até vossas raízes

E as sacode no seu apego à terra.

Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao

seu coração.

Ele vos debulha para expor vossa nudez.

Ele vos peneira para libertar-vos das palhas. Ele vos mói até a extrema brancura.

Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis. Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma

No pão místico do banquete divino.

Todas essas coisas, o amor operará em vós

Para que conheçais os segredos de vossos corações

E, com esse conhecimento,

Vos convertais no pão místico do banquete divino.

Todavia, se no vosso temor,

Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,

Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez

E abandonásseis a eira do amor,

Para entrar num mundo sem estações,

Onde rireis, mas não todos os vossos risos,

E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.

O amor nada dá senão de si próprio

E nada recebe senão de si próprio.

O amor não possui, nem se deixa possuir.

Porque o amor basta-se a si mesmo.

Quando um de vós ama, que não diga:

“Deus está no meu coração”,

Mas que diga antes:

“Eu estou no coração de Deus”.

E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,

Pois o amor, se vos achar dignos,

Determinará ele próprio o vosso curso.

O amor não tem outro desejo

Senão o de atingir a sua plenitude.

Se, contudo, amardes e precisardes ter

desejos,

Sejam estes os vossos desejos:

De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho

Que canta sua melodia para a noite;

De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;

De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor

E de sangrardes de boa vontade e com alegria;

De acordardes na aurora com o coração alado

E agradecerdes por um novo dia de amor;

De descansardes ao meio-dia

E meditardes sobre o êxtase do amor;

De voltardes para casa à noite com gratidão;

E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,

E nos lábios uma canção de bem-aventurança.

Khalil Gibran






MAP (4) - OS ARGONAUTAS