01 outubro 2023

DAS TRETAS E DA IMPORTÂNCIA DE SE PRESTAR ATENÇÃO NELAS

 DAS TRETAS E DA IMPORTÂNCIA DE SE PRESTAR ATENÇÃO NELAS 

WILSON GOMES

 

            Que as redes sociais digitais nos introduziram na Idade das Tretas é fato conhecido e consumado. Como sempre, há os que acham isso deplorável e os que veem no fato um sintoma de revigoramento da esfera pública democrática. O primeiro time lastima a baixa qualidade do debate público em uma circunstância em que se trocam muitas ofensas e poucos argumentos e em que a divergência com civilidade foi substituída pela busca incansável da Provocação e do conflito, cujo propósito principal parece ser a humilhação e o aniquilamento do adversário. O segundo grupo insiste que a democracia se faz com atrito de pensamento; que há esclarecimento recíproco mesmo quando adversários ferozes parecem nada conceder à posição contrária; que é melhor para todos que as pessoas botem para fora as ideias, mesmo as mais absurdas, distorcidas e antissociais, do que deixar que tais ideias permaneçam na forma de convicções dogmáticas, cristalizadas e intocadas pelas objeções alheias. Uma convicção publicada é urna convicção exposta, no sentido de que só assim pode ser submetida ao teste de aceitação ou de repúdio público por meio do debate, do exame argumentativo e, é claro, da treta.

        É bom que se esclareça desde o início: os pontos de vista, mesmo os mais polêmicos, não são propriamente a treta. Ao contrário, mesmo convicções extremas e sem fundamento na realidade (como as ideias correntes de que a Terra é plana, o aquecimento global é uma invenção do politicamente correto e o nazismo, uma ideologia de esquerda) são compartilhadas sem polêmica no interior dos ambientes sociais que as sustentam. A treta só aparece quando os ambientes sociais se tocam e um atrito é produzido, isto é, quando ideias compartilhadas e recompensadas com afeto social no interior do grupo de referência são apresentadas e rejeitadas por outros grupos ou pela sociedade em geral. A treta é o marcador do nível de divergência social acerca de um ponto de vista quando ele é recebido fora do grupo de referência. 

Se as pessoas mudam ou não o próprio ponto de vista em virtude da treta, é coisa difícil de precisar. A desconfiança mais generalizada é de que a treta é menos uma discussão pública sincera, em que pontos de vista podem ser modificados à vista dos argumentos apresentados pelos interlocutores, e mais um instrumento para reforçar os vínculos internos do grupo de referência e para demarcar as suas diferenças com o adversário, “o outro”. É a treta pela treta, em que os objetivos imanentes são os que realmente importam. Assim, a rejeição ao argumento é considerada uma rejeição “a nós”, à nossa identidade, e só reforça o fato de que entre nós e eles não pode haver acordo. 

Mas a treta também nos permite detectar os fluxos de ideias em curso na sociedade e que, normalmente, podem passar longe dos nossos radares normais. No meu ambiente social, as formas mais brutas de homofobia, de machismo, de racismo e de preconceito de classes se apresentam, assim como o obscurantismo, o ódio à esquerda, o fundamentalismo religioso, o anticapitalismo, o antiliberalismo. Na ocorrência de tretas é que o que está flor da pele aflora e eu consigo ter uma noção dos temas sensíveis, dos pontos de vista candentes, das ideias surpreendentes em processo na usina social de grupos e ambientes a que não pertenço e que, frequentemente são política e socialmente importantes. E em redes sociais digitais, do ponto de vista da detecção de temas e tretas surpreendentes, cada dia é um susto. 

Fala-se da “esgotosfera” das redes digitais, que permitem que o recalcado e o regressivo sejam vomitados nas nossas timelines. Mas se a brutalidade está lá, não é melhor que consigamos detectá-la e lidar com ela? Umberto Eco, há alguns anos, falou que as redes digitais haviam dado voz ao “doido da aldeia”, que em circunstâncias normais dizia as coisas mais disparatadas que todos estavam prontos a ignorar. Este maluco social, segundo ele, agora ganhou um megafone de alcance potencialmente universal e a chance de fazer prosélitos. Tem razão, mas há coisas mais sérias do que tretas digitais que a democracia permite aos extremistas, aos loucos de mídias sociais, aos identitários mais ferozes e aos portadores das convicções mais antissociais e antiliberais: eles votam. Expor ideias polêmicas, ou mesmo antissociais e defendê-las em inflamadas tretas é provavelmente menos pernicioso do que mobilizar eleitores e votar. Como nem passa peio nossa cabeça retirar-lhes esse direito, é melhor que pelo menos saibamos o que pensam e tomemos as devidas contramedidas argumentativas e políticas. Sobretudo para não deixar que falem sozinhos nos ambientes sociais em que, hoje, se processa grande parte do confronto de ideias que são as redes sociais digitais. Mais do que nunca, em nossos dias, tretar é preciso. 

Fonte: Revista Cult, 16 fev. 2018. Adaptado para fins didáticos 

 











 

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SUSIE DERKINS







Susie Derkins is the only important character with both a first and last name. She lives on Calvin’s street and is one of his classmates.

Susie is studious and polite (though she can be aggressive if sufficiently provoked), and she likes to play house or host tea parties with her stuffed animals. She also plays imaginary games with Calvin in which she acts as a high-powered lawyer or politician and wants Calvin to pretend to be her househusband. Though both of them are typically loath to admit it, Calvin and Susie exhibit many common traits. For example, we can see Susie with a stuffed rabbit named “Mr. Bun”. Much like Calvin, Susie has a mischievous streak as well, which we see whenever she subverts Calvin’s attempts to cheat on school tests by feeding him incorrect answers, or whenever she fights back after Calvin attacks her with snowballs or water balloons.

Hobbes often openly expresses romantic feelings for Susie, to Calvin’s disgust. In contrast, Calvin starts a club (of which he and Hobbes are the only members) that he calls G.R.O.S.S. (Get Rid Of Slimy GirlS) and, while holding “meetings” in Calvin’s tree house, they usually come up with some plot against Susie. In one instance, Calvin steals one of Susie’s dolls, and Susie nabs Hobbes back. Watterson, the creator, admits that Calvin and Susie have a crush on each other.

 

Adapted from: https://en.wikipedia.org/wiki/Calvin_and_Hobbes#Main_characters

 

 

Find in the text a synonym for the following words:

(a) studious

(b) polite

(c) to host

(d) high-powered

(e) to pretend

(f) househusband

(g) loath

 

(h) traits

(i) mischievous

(j) streak

(k) to subvert

(l) disgust

(m) slimy

(n) to come up with

(o) to nab

 

(   ) a man who stays at home and cleans the house, takes care of the children, etc. while his partner goes out to work

(   ) a strong feeling of disapproval and dislike at a situation

(   ) behaving in a way that is slightly bad but is not intended to cause serious harm or damage

(   ) behaving in a way that is socially correct

(   ) characteristics

(   ) gross

(   ) reluctant

(   ) tendency

(   ) to behave as if something is true when you know that it is not

(   ) to provide the space for a special event

(   ) to take something suddenly

(   ) to think

(   ) to try to destroy

(   ) very careful or paying attention to all details

(   ) very powerful










23 setembro 2023

ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA: VOCABULÁRIO & DIVISÃO

 

 

DE, DO(S), DA(S) (no título dos romances) = sobre, a respeito de

II

bateia = peneira de madeira

redrado = selecionado

XVI

próprio = mensageiro

XIX

flibusteiro = pirata, quem rouba

XX

diáfano = translúcido

arroio = pequeno curso d’água

XXI

almocafre = enxada para mineração

gamela = tigela

sezão = febre

XXIII

mazombo = brasileiro filho de portugueses

XXIV

reinol = do reino

arenga = discurso, oração

XXV

propínquo = próximo

alfaia = enfeite, decoração da casa

XXVII

alferes = cargo político, tenente

almocreve = quem conduz animal de carga

rosilho = burro

XXX

enxovia = calabouço, porão

XXXII

pilata = ruína

XXXIII

deslindar = compreender

XXXV

funesto = mortal

XXXVII

comenda = favor, distinção

urupema = palha

XXXVIII

embuçado = mascarado

XXXIX

com brocardos = de maneira rebuscada, difícil

XL

denodo = ousadia

XLIV

tenaz = pinça

XLV

choça = casebre, cabana

XLVI

sanha dos potentados = fúria dos poderosos

XLVII

véstia = casaco de couro

FALA AOS PUSILÂNIMES

pusilânime = covarde

candeia = lamparina

XLVIII

chuço = lança

XLIX

de borco = virado para baixo

atilho = pano que prende

LI

cadafalso = palanque de enforcamento

LII

baraço e pregão = corda e mandado

LII

perfídia = deslealdade

LIV

nimbo = nuvem cinzenta

zagal = pastor

poial = pedra na soleira (entrada da porta)

LV

austero = severo, rigoroso

LVI

propalar = divulgar

sanha = fúria

LVII

embargo = recurso jurídico

temerário = risco

LVIII

clerezia = clero


LIX

palude = brejo, pântano

LX

baraço = corda

potentado = rico

cadafalso = palanque de enforcamento

LXIII

dobla = moeda

LXIV

crisólito = dourado

aleive = calúnia, mentira

sem jaça = imperfeito

CENÁRIO

antípoda = oposição

adeja = bater de asas

degredo = exílio

vaga = ausente, carente

véstia = casaco

inerme = indefeso

LXV

impar = solução

desvelo = cuidado

porfiar = lutar

LXVI

degredo = exílio

monção = tempo favorável

ventura = sorte

arção = varredura

miasma = sufoco, mal-estar

LXVII

esbraseado = em brasa

LXVIII

embuçado = coberto

arrebol = crepúsculo

bulha = barulho

malsinado = condenado

escuma = espuma

alheta = frente do barco

blasonar = agir com orgulho

broslar = contornar

lavor = trabalho

esvaído = desfalecido

LXIX

ermo = distante

LXX

pejo = obstáculo

LXXI

tisso = tecido leve

LXXIII

pungir = ferir

LXXIV

escumar = esperar perto

FALA À COMARCA DO RIO DAS MORTES

bravata = ameaça

catre = cama

gupiara = cascalho

LXXV

prosápia = vaidade

engaste = parte da joia em que se fixa a pedra

LXXVII

solfa = partitura

LXXX

campa = sineta

RETRATO DE MARÍLIA EM ANTÔNIO DIAS

réquiem = prece aos mortos

miserere = pedido de piedade, súplica

memento = recordação

LXXXI

rutilante = luzente, brilhante

LXXXII

fortuna = sorte

lacaio = criado

camarista = quem vai à câmara

ridente = alegre, que ri

serenim = sarau, serenata

LXXXIV

furriel = militar

xisto = pedra

lapa = gruta

FALA AOS INCONFIDENTES MORTOS

contrito = arrependido

torrente = corrente

 




PARTE 1 – Ambiente e Contexto (romances do I – XXIII)

Começando pelo texto “Fala inicial”, o narrador assume a primeira pessoa para comunicar sua revolta. Esse primeiro “capítulo” é um rearranjo da realidade histórica para se encaixar na narrativa.

Com esse objetivo, Cecília lança mão de várias narrativas populares. O primeiro cenário trabalhado é a febre do ouro e a crescente luta dos colonos contra as leis abusivas impostas pelos colonizadores. Ela também trata os temas de escravidão e contrabando.

Daí surgem personagens lendários como Chico-Rei, um negro que enriqueceu e se dedicou a comprar a liberdade de semelhantes e Chica da Silva, namorada de um rico minerador. A primeira parte do livro termina com o nascimento de Tiradentes (1746).     

 

PARTE 2 – Articulação e fracasso (romances do XXIV – XLVII)

A partir daqui, Cecília foca mais na ação dos colonos contra os colonizadores. Ela começa retratando Vila Rica (atual Ouro Preto). Cecília não perde a oportunidade de falar dos poetas árcades e do surgimento do espírito de rebelião.

Romanceiro da Inconfidência traz o surgimento de Tiradentes e de seu futuro traidor Joaquim Silvério dos Reis. Tudo é contado de forma bem romantizada enquanto a autora narra a respeito das ideais liberais que agitavam a população.

Essa segunda parte acaba com a carta-denúncia de Joaquim Silvério que leva os principais envolvidos na rebelião a serem presos.

 

PARTE 3 – Morte de Cláudio e Tiradentes (romances do XLVIII – LXIV)

Nesta parte, a revolução é descoberta e começa a ser sufocada. O poeta árcade Tomás Antônio Gonzaga é exilado para a África e separado de sua companheira Maria Joaquina. Os dois usavam os pseudônimos de Dirceu e Marília.

Outro poeta que encontrou seu fim foi Cláudio Manuel da Costa de uma forma um tanto misteriosa que abre prerrogativas para reflexões de Cecília. O “capítulo” se encerra com Tiradentes caminhando para a forca.  

 

PARTE 4 – A infelicidade de Gonzaga e Alvarenga Peixoto (romances do LXV – LXXX)

Esse “capítulo” retrata o exílio de Gonzaga. São abordados os poemas que ele escreveu, suas divagações e a saudade que ele sente de Marília.

Ele também se sente dividido ao se sentir atraído por uma moça de Moçambique chamada Juliana de Mascarenhas. 

 

PARTE 5 – Conclusão de D. Maria I (romances do LXXXI – LXXXV + “Fala aos Inconfidentes Mortos”)

A menor parte do livro encerra o Romanceiro da Inconfidência com poemas de lamento e dor pelo fracasso da revolução.

D. Maria I é trazida de volta vinte anos mais tarde. Cecília trata da loucura da mulher e aborda que ela sofreu o mesmo que fez aos apoiadores da inconfidência. No fim, seus remorsos levaram-na à morte.

Cecília Meireles termina sua principal obra com uma homenagem aos rebeldes chamada “Fala aos Inconfidentes Mortos”.





11 setembro 2023

O FIM DA CRÔNICA

Adeus à crônica: sobre o fim silencioso e tímido de um gênero literário

 

Não, não me despeço, o leitor não se verá livre desta minha verborragia semanal, não ainda. Não sou eu que abandono a crônica, é a crônica que vai abandonando o mundo, a passo lento. Pouco a pouco ela definha, incapaz de seduzir algoritmos, vai sendo esquecida entre páginas bem mais urgentes, entre novidades eufóricas, entre ruidosas notícias. Vai calando a irrelevância que lhe é própria entre tantas palavras imprescindíveis. Acho que é isso: décadas depois de terem decretado sua crise, eis que a crônica se aproxima do fim, sem desespero nem cólera nem alarde, na timidez que lhe é característica.

Quanto mais horas passo lendo crônicas do passado, como fiz numa longa tarde de compromisso com a ineficácia, sob o sol cálido de um dia supostamente útil, quanto mais horas passo lendo crônicas do passado, eu dizia, mais percebo que não existe crônica no presente, que nosso mundo em estado crônico não a comporta. Seu tempo é outro, há um descompasso de ritmos. Devota da lentidão, apreciadora da indolência e da preguiça, a crônica já não resiste à velocidade, aos imperativos da produtividade, seja no trabalho, na diversão ou no vício. A crônica não sabe existir neste mundo alucinado que já não alucina. Sinto, sinto muito anunciar algo assim sobre um ente tão querido, mas é isso, a crônica está quase morta, contam-se os seus dias.

A morte da crônica é a morte da literatura em sua face cotidiana, da literatura mansa desprovida de ambições e ganâncias e cobiças. É a morte de um olhar discreto e franco sobre a vida, agora bem mais pálida, insossa, ignóbil, triste. O fim da crônica nos deixa quase reféns dos assuntos sérios e dos risos histriônicos, sem mais meios sorrisos, sem graças furtivas, e sem tampouco a melancolia vaga das palavras ainda não tão trágicas, só levemente infelizes. A agonia da crônica nos aparta dos acontecimentos mínimos, nos priva da imaginação e do devaneio tão bem nutridos pelos assuntos esquálidos. Nos deixa apenas na presunçosa companhia da ideia, ou, pior ainda, na extravagante presença da polêmica.

Mesmo esta crônica, esta pobre e frágil e nauseada crônica, repare como é feita de ideia. Onde está o homem a vagar pelas ruas e a vislumbrar a improvável cena que tudo ilumina, onde a mulher em seu mistério, onde o pássaro, o cavalo, o menino? Repare que já não disponho de personagens, já não disponho de sujeitos apenas entrevistos e então analisados até o limite, já não procuro examinar a estranheza dos estranhos e a comunidade dos comuns. Saiba, leitor, leitora, não se trata de falta de ideias, o problema é o excesso. Existo apenas na austeridade destes meus pensamentos, nos confins desta mente que não cessa, incessantemente abastecida de juízos.

Leitor, leitora, me perdoe por isso. Me perdoe por eu já não lhe oferecer anedota nenhuma, não lhe providenciar nenhum riso. Me perdoe, mas a culpa é sua. Eu não sei se lhe perdoo a pressa, a impaciência, a gravidade que você tenta compensar com uma busca obsessiva por uma distração fácil, um prazer mais imediato, mais garantido. A crônica já não lhe importa, eu entendo, só não perdoo. Não perdoo este abandono em que você me deixa, num mar de palavras inúteis que nada dizem, que só lamentam e se remoem de nostalgia por um tempo que nunca existiu.

Eu sei, o ressentimento que estou declarando é por um leitor que já não está aí. Restamos agora só nós, os ociosos, os folgazões, os vagais. Não sei se é nosso fim ou nosso triunfo definitivo: a entrega dos ociosos ao ócio, dos folgazões à folga, dos vagais ao vácuo. A crônica se aproxima do fim, em todo caso, e não quero que você que durou até aqui acabe saindo de mãos vazias. A você e a mim deixo um pequeno consolo, na forma de uma certeza especulativa. Que tudo aquilo que definha encontra sua estranha maneira de permanecer. Que todas as formas que morrem, o soneto, a pintura, o romance, ainda podem ser praticadas com liberdade e leveza, em absoluta paz, pelos sonhadores e os distraídos.

 

https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2023/08/05/adeus-a-cronica-sobre-o-fim-silencioso-e-timido-de-um-genero-literario.htm

10 setembro 2023

THE ZODIACS

 Chinese zodiac

Differently from Western culture that considers 12 zodiac signs that change every month, each Chinese sign lasts for a year. Out of several legends that account for that, one of them tells us about “The race for the Chinese Zodiac”. According to it, the Jade Emperor, ruler of Heaven and Earth, assigned the following challenge to all the animals: the first 12 animals to cross the river would each have a year named after them.

The animals crossed the water, each in its own way. The tiger had no trouble swimming and struck out into the river with its powerful paws. Smaller creatures, however, had to form alliances: the rat and the cat were very good friends. They did everything together. “Take us across on your back, Ox, and we will show you the way.” The ox agreed, and they climbed on board.

By that time, the rat and the cat were seen as friends, but in the middle of the river, the rat pushed the cat off the ox’s back. As the creatures made it to shore, they “received” a year in the order in which they arrived. Because of the rat’s cruelty, the cat was left out, and that is why cats have hated rats ever since.

 

- Check the sentences (T) true or (F) false according to the text. Write the excerpt that confirms it.

1. ( ) You have 12 different western signs during the same period of one Chinese zodiac sign.

2. ( ) The only story that is known is about the race to cross the river.

3. ( ) The cat didn’t cross the river because he didn’t know how to swim.

4. ( ) The cat never forgave the rat, and since the race they are enemies.


- Name the animals that are part of the Chinese hororscope.




- Look at the characteristics of each sign. Talk to a partner saying if you agree or disagree, and justify.




 







MAP (4) - OS ARGONAUTAS