14 maio 2022

PRONOMES

EXERCÍCIO 1

a) De acordo com o primeiro quadrinho, que convite Hagar teria feito a dois amigos?

b) Qual parece ser o objetivo da pergunta feita por Hagar a Helga? O que essa pergunta sugere sobre a relação entre ele e a esposa?

c) No segundo quadrinho, conhecemos o verdadeiro convite feito por Hagar. O que ele pretende?

d) Essa nova informação revela que a pergunta de Hagar tinha outro objetivo. Qual?

e) Para se referir aos convidados, Hagar empregou substantivos. Quais são eles?

f) Que pronome Hagar usa para substituir esses substantivos no segundo quadrinho?

g) Helga também se vale de um pronome para substituir os mesmos substantivos. Que pronome ela usa?

h) Os pronomes usados por Hagar e Helga indicam qual pessoa do discurso?

i) Em sua opinião, que vantagem traz à comunicação a possibilidade de substituir substantivos por pronomes?

 

EXERCÍCIO 2

 


a) Sintetize o apelo do jovem.

b) Quem forma o público presente na cerimônia?

c) Qual pronome pessoal foi usado pelo falante para se referir a parte dos interlocutores e, simultaneamente, incluir-se na referência?

d) No início da fala, o jovem usa a expressão senhoras e senhores. O que explica esse tratamento cerimonioso?

 

EXERCÍCIO 3

 

a) Que pronome pessoal tem o mesmo sentido de a gente?

b) A que pessoa do discurso esse pronome se refere?

c) Reescreva a fala de Lucy, substituindo a gente por esse pronome. Faça as alterações necessárias.

d) No contexto, quais são os personagens incluídos em a gente?

e) Um dos personagens questiona sua inclusão em a gente. Quem?

f) Que dúvida esse personagem tem?

 

EXERCÍCIO 4

Leia o título e o parágrafo inicial de uma reportagem sobre alimentação.

a) Explique a brincadeira feita no título da reportagem.

b) Como reagem muitos brasileiros quando pensam nessa imagem?

c) O texto procura aproximar o leitor da ideia de comer insetos.

- Como sugere que em pouco tempo isso acontecerá?

- No primeiro período, que palavra relaciona diretamente o leitor ao conteúdo que está sendo exposto?

 

EXERCÍCIO 5

 


a) O que motivou a reação da menina no terceiro quadrinho?

b) Como os passantes reagiram?

c) Que recursos o quadrinista usou para diferenciar as representações da menina e dos passantes?

d) O que essa diferença sugere sobre a relação entre os personagens? Explique sua resposta.

e) O título da tirinha é a expressão latina non sequitur, que é usada para indicar uma conclusão que não é o resultado esperado para uma determinada ação. Você acha que esse é um bom título para a tirinha?

f) Você acha que essa é uma tirinha de humor? Por quê?

g) No último quadrinho, a personagem refere-se a “esta cidade”. O que o leitor entenderia se lesse “aquela cidade”? Explique.

 

EXERCÍCIO 6


a) Que característica você atribuiria à barata, considerando a declaração feita no segundo quadrinho: medrosa, destemida ou tola? Por quê?

b) Que motivo leva a barata a fazer essa declaração?

c) Observe a expressão do homem no último quadrinho. Ela confirma ou nega a declaração da barata? Por quê?

d) Generalizar é o contrário de particularizar, individualizar. Por que a última fala pode ser considerada uma generalização?









https://cadernospedagogicos.blogspot.com/2022/05/preconceito-linguistico.html





EXERCÍCIO 1

a) Porque são expressões que Armandinho ouviu e está repetindo; não são dele.

b) A combinação de ponto de interrogação seguido de ponto de exclamação sugere perplexidade.

c) Porque a mãe de Armandinho dirige um carro e o pai cuida do menino, portanto não faz sentido a afirmação do personagem adulto de que existe separação entre coisas de meninos e de meninas.

d) Masculino(a); feminino(a).

 

EXERCÍCIO 2

a) Noturnas.

b) Bovina.

c) Bucal.

d) Urbano.

e) Pluvial.

f) Canina.

 

EXERCÍCIO 3

a) Muito importantes.

b) Muito boa.

c) Sugestões: incrível, excelente, magnífica, extraordinária.

d) Lili se valeu de emoticons, figuras que expressam emoções.

e) Na notícia mais que ótima, repete-se o ponto de exclamação quatro vezes, sugerindo uma fala ainda mais eufórica do que a expressa pelos dois pontos de exclamação que caracterizam ótima.

f) Verde, escorregadio e redondo descrevem características de um ser (um sapo, por exemplo), enquanto importantíssimas, ótima, ruim e horrível revelam opiniões de alguém.


12 maio 2022

PRECONCEITO LINGUÍSTICO

 

Médico debocha de paciente na internet: “Não existe peleumonia”

 

Médico e duas funcionárias foram afastados após postagem em rede social.
Guilherme Capel disse que não teve intenção de ofender e pediu desculpas.

 

Um médico plantonista no Hospital Santa Rosa de Lima, em Serra Negra (SP), foi afastado do trabalho após ter uma foto sua publicada numa rede social com o título “Uma imagem fala mais que mil palavras”. Na foto, Guilherme Capel Pasqua mostra o receituário médico com o seguinte dizer: “Não existe peleumonia e nem raôxis”.

Durante a tarde, o médico enviou ao G1 um comunicado em que pede desculpas a todos que se ofenderam com a postagem.

Médico também comentou na foto


 

Vinte minutos antes da postagem, na quarta-feira (27), o médico havia atendido o mecânico José Mauro de Oliveira Lima, 42 anos, que estudou até o segundo ano do ensino fundamental e não sabe como falar corretamente algumas palavras.

Seu enteado, o eletricista Claudemir Thomaz Maciel da Silva, de 25 anos, o acompanhava na consulta e revela que, assim que souberam o diagnóstico, o mecânico perguntou sobre o tratamento para a “peleumonia”. A reação do médico não foi muito profissional, afirma Claudemir.

“Quando meu padrasto falou pneumonia e raios X de forma errada, ele deu risada. Na hora, não desconfiamos que ele iria debochar depois na internet. O que ele fez foi absurdo. O procurei e escrevi para ele na rede social que, independente dele ser doutor, não existe faculdade para formar caráter. Assim que ele viu minha postagem, apagou a foto.  Ele não quis conversar com a gente”, diz Claudemir.

O eletricista conta que o padrasto ainda não sabe que virou assunto na internet e teme pela reação dele. Claudemir diz que o mecânico não pôde estudar por falta de dinheiro.

“Meu padrasto não sabe falar direito porque não teve estudo. Ele vai ficar muito triste quando souber o que aconteceu, estamos evitando contar, mas ele vai acabar descobrindo. Ele trabalhava como cozinheiro aqui em Serra Negra e depois se tornou mecânico. Lembro que ele estudava, mas precisou abandonar as aulas para cuidar de mim. Tive tuberculose aos dois anos e, nessa época, ou ele estudava ou pagava meus remédios”, lembra.

Funcionárias do hospital também criticaram os pacientes

 

Indignação
Outros parentes e amigos da família ficaram indignados com a postagem do médico e começaram a reproduzir a foto.

“Não podemos aceitar esse tipo de pessoa se julgando melhor do que outras pessoas que estão convalescente e não teve a mesma escolaridade que um cidadão que se julga melhor que outros seres humanos por causa de seu diploma, volta pra sua faculdade e aprende um pouco mais sobre Ética e cidadania (sic)”, reclamou um morador.

“Os pacientes têm que ser tratados com respeito, poderia ter sido com alguém da minha família. As pessoas não têm obrigação de saber falar direito, na maioria das vezes, são pessoa humildes, com dor e não estão preocupadas se estão falando certo ou errado”, disse outra pessoa.

As críticas foram ainda direcionadas a outras duas funcionárias do hospital que, assim como o médico, debocharam da forma como os pacientes costumam falar na unidade. Uma das funcionárias postou: “Tira minha pressão? Porque eu tenho tiroide”. Assim como o médico, elas também foram afastadas.

No receituário do hospital, o deboche com a forma de falar de um paciente


 

Sindicância
Formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), o médico disse à EPTV que não teve intenção de ofender e pediu desculpas aos que falam peleumonia ou raôxis. Ele acredita que é o contexto social que define as regras do português.

Disse também que não estava trabalhando no momento e que fazia uma brincadeira entre os médicos que tem um grupo em rede social e que vai processar quem postou a foto.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informou que vai instaurar uma sindicância para avaliar a conduta do médico.

Ficha médica apresentada em unidade de saúde de Sumaré


Outro caso

Em 2014, uma paciente registrou um boletim de ocorrência contra um médico plantonista do Centro Integrado de Saúde do bairro Nova Veneza, em Sumaré (SP). Thaynara de Oliveira Cruz, de 19 anos, se queixava de dores na cabeça e variações na pressão arterial, mas o médico teria afirmado no prontuário que o problema da paciente era "falta de ocupação".

Na consulta, Thaynara se surpreendeu com o atendimento do clínico geral, que não a examinou. “Você não conhece paracetamol? Dipirona? É isso que tem que tomar. Mais nada” e eu falei “já faz alguns dias, nada mais vai resolver?” e ele falou que “não”, disse a paciente na época.

A jovem diz ter se sentido ofendida e humilhada quando o médico perguntou sobre a ocupação dela. “Perguntou se eu trabalhava, eu disse que cuidava do meu filho e ele disse que era falta de ocupação o que eu tinha”, afirmou. Diante disso, o profissional teria escrito o diagnóstico na ficha médica e receitado um dos medicamentos.

Após o atendimento, a jovem foi com o marido até o 1º DP da cidade registrar um boletim de ocorrência contra o profissional da saúde, onde apontou que houve ofensa e humilhação por parte do médico.

O profissional não quis comentar o ocorrido. A Prefeitura de Sumaré abriu um processo administrativo para investigar a conduta do médico.

 

https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/07/medico-debocha-de-paciente-na-internet-nao-existe-peleumonia.html













EXERCÍCIO 1

a) O convite para que tomassem o café da manhã na casa dele.

b) O objetivo de Hagar é saber a opinião de Helga sobre o convite aos amigos. A pergunta sugere que ambos têm uma relação respeitosa.

c) Hagar pretende passar a noite jogando cartas com os amigos, algo que se estenderá até o café da manhã.

d) Conseguir a aprovação de Helga para algo que, provavelmente, não a agradaria.

e) Amigos, Earl, Karl.

f) O pronome eles.

g) O pronome (l)os.

h) 3a pessoa (do plural).

i) O uso de pronomes evita a repetição de termos.

EXERCÍCIO 2

a) O jovem apela para que os demais participantes do programa acreditem que são o futuro do país e se dediquem a construir uma realidade melhor para todos.

b) Os participantes do programa Jovem Senador, os professores e os diretores.

c) O pronome nós.

d) O fato de ser uma fala pública formal, realizada no Senado.

EXERCÍCIO 3

a) Nós.

b) À 1a pessoa (do plural).

c) Nós nos divertimos bastante lá fora...

d) As duas crianças.

e) O menino.

f) Ele não sabe se se divertiu, como sugeriu a menina, Lucy, referindo-se a ambos.

EXERCÍCIO 4

a) O substantivo batatas, que geralmente vem acompanhado do adjetivo fritas, é trocado por baratas, cuja grafia e som são semelhantes.

b) Sentem aflição, nojo ou repulsa.

c)

- O texto diz que os insetos em breve chegarão ao prato do leitor.

- Seu.

EXERCÍCIO 5

a) A placa com o pensamento do dia, que sugeria que as pessoas demonstrassem gratidão.

b) Ficaram indiferentes à menina.

c) O desenho da menina é colorido e detalhado, e o dos passantes é preto e branco e feito com poucos traços.

d) Que não há sintonia entre eles: a menina busca ser gentil, mas os passantes estão indiferentes aos seus gestos de amizade.

e) Sim, já que a ação simpática da menina resultou em indiferença.

f) A crítica à falta de interação, gentileza e simpatia entre as pessoas se sobrepõe ao humor.

g) Entenderia que a menina se refere a outra cidade, um lugar distante deste em que ela está.

EXERCÍCIO 6

a) Destemida, porque ela afirma não ter medo de se aproximar de um humano descalço.

b) O fato de o homem próximo dela estar descalço.

c) Confirma, porque ele fica estático diante da barata.

d) Porque a barata usa a palavra ninguém em uma declaração que vale para todos os seres humanos, sem considerar as particularidades de cada um.

 

02 maio 2022

MATÉRIA RELACIONADA AO LIVRO "QUANDO O IMPERADOR ERA DIVINO"

 Como um quimono revelou passado de campos de concentração para japoneses nos EUA

Elaine Chong da BBC Stories



EUA aprisionaram nipo-americanos durante a 2ª Guerra Mundial. Novas gerações agora resgatam a memória de seus antepassados.

Há 80 anos, durante a Segunda Guerra Mundial, o governo dos Estados Unidos aprisionou cidadãos nipo-americanos, forçando famílias inteiras a viver em campos de concentração. Agora, a geração mais jovem luta para garantir que esse capítulo sombrio da história americana não seja esquecido. Quando o avô de Shane [...] Konno faleceu em 2013, a família foi até a casa do ancião para cuidar de seus pertences. [...]

Konno recebeu a tarefa de entrar no espaço e passar os itens mais volumosos aos membros da família, para que fossem levados para dentro da casa. Escondida bem no fundo da prateleira mais distante, havia uma mala de papelão com um decalque na tampa que dizia “Universidade de Michigan”. [...]

Entrando na casa, tirou o tecido da mala na frente de todos: era um quimono, uma tradicional vestimenta formal japonesa. [...]

No total, havia sete quimonos de seda na mala. Ninguém na família os reconheceu, o que significava que o tesouro havia sido guardado em segredo por todo aquele tempo.

Quando Konno examinou a mala mais de perto, percebeu que sob o decalque da Universidade de Michigan havia um nome desconhecido, “Sadame Tomita”, escrito grosseiramente em tinta branca, junto com cinco dígitos: 07314. Alguém havia coberto os números deliberadamente com o adesivo.

 “Esse era o nome japonês de sua avó”, Konno foi informado pelo tio. “E este era o número de registro da família dela nos campos.”

 

'Nissei'

Konno nunca conheceu sua avó japonesa, pois ela morreu antes de ele nascer. Ela era “nissei”, uma nipo-americana de segunda geração, que passou sua adolescência nos campos de encarceramento.

Após a guerra, ela passou a usar o nome ocidental Helen.

Foi a única mala que ela pôde levar para os campos, Konno soube mais tarde. E ela guardou-a por toda sua vida.

Seu futuro marido, o avô de Konno, também era adolescente quando foi confinado no Centro de Relocação Campo Amache, no Colorado. Eles se conheceram depois da guerra.

Konno queria saber mais, mas sua família não queria reviver o passado.

“Minha avó guardava segredos até de seus próprios filhos. Por que ela escondeu seu nome? Por que manteve secretos aqueles quimonos?”

 

“Shikata ga nai”

[...] Em uma vigília à luz de velas organizada pela campanha “Stop Asian Hate”, após um aumento recente dos ataques contra essa parcela da população nos Estados Unidos, Konno notou que outros nipo-americanos estavam presentes e que havia algo que eles queriam desentalar de suas gargantas.

“A primeira pergunta que nos fizemos foi: ‘Em que campo sua família foi internada?’”, diz Konno.

“A segunda pergunta foi: ‘Quanto sua família te contou?’”

“Nunca tive a chance de falar com meu avô sobre sua experiência enquanto ele estava vivo”, diz Konno. “Se eu faço perguntas [à minha tia], ela é especialista em mudar de assunto. Meu pai e meu tio acham que desenterrar o passado não vai mudar nada. Por respeito à minha família, não pressiono por respostas.” Alguns dos “issei” – imigrantes japoneses de primeira geração – e “nissei” mantiveram suas experiências nos campos em segredo, não querendo passar memórias dolorosas para as gerações futuras. O termo japonês “shikata ga nai” se traduz em “não pode ser desfeito”.

 

‘Sansei’ e ‘yonsei’

O pai e os tios de Konno são ‘sansei’, ou terceira geração.

“Para a geração do meu pai, é fácil não fazer muitas perguntas. O trauma aconteceu com os pais deles. Para eles, isso não faz parte da história que você pode ler”, diz.

É por isso que Konno acredita que cabe aos “yonsei”, a quarta geração, manter vivo esse legado.

“Sou da geração que está longe o suficiente para ver o passado de forma diferente e também para gritar contra essa injustiça.”

 

Evacuação

Em 19 de fevereiro de 1942, dois meses após o ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbor, no Havaí, o presidente americano Franklin Roosevelt emitiu a Ordem Executiva 9066.

O documento autorizava a “evacuação” de nipo-americanos de comunidades ao longo da costa Oeste dos Estados Unidos, argumentando que a medida visava proteger o país contra espionagem.

Na realidade, as leis foram motivadas por racismo, histeria de guerra e medo. Nenhum nipo-americano foi condenado por traição ou por qualquer ato sério de espionagem durante a Segunda Guerra Mundial. [...]

Entre 1942 e 1946, cerca de 120 mil nipo-americanos foram retirados à força de suas casas e transferidos para campos administrados pelo governo. Milhares eram crianças e idosos. Vários prisioneiros foram mortos a tiros por guardas.

Mais da metade eram cidadãos americanos: qualquer pessoa com mais de 1/16 de ascendência japonesa era elegível para internação compulsória, o que significava que qualquer pessoa com um tataravô japonês poderia ser detida em casa e enviada para viver a quilômetros de distância.

 

Campos de concentração

Em questão de meses, dez campos foram construídos na Califórnia, Arizona, Wyoming, Colorado, Utah e Arkansas. Enquanto estavam em construção, as famílias eram frequentemente enviadas para “centros de reunião” improvisados: alojamentos temporários em áreas com estábulos ao redor de pistas de corrida de cavalos. Cada família recebia um estábulo para dormir.

A avó de Konno foi enviada para o hipódromo de San Mateo. “Os cavalos tinham sido removidos no dia anterior, e o cheiro era horrível”, Konno soube mais tarde. “Quando eles foram realocados, os campos devem ter parecido agradáveis em comparação.”

 

Pedido de desculpas

Apenas em 1988, quase 50 anos depois, o presidente americano Ronald Reagan emitiu um pedido de desculpas e uma compensação de US$ 20 mil (cerca de US$ 40 mil ou R$ 200 mil em valores atuais) foi paga a mais de 80 mil nipo-americanos que foram internados compulsoriamente ou, em alguns casos, a seus herdeiros.

 [...] Mas o legado complicado dos campos significa que ainda há muito trabalho a ser feito. “Muitas pessoas ainda não conhecem a história dos campos, mas progressos estão sendo feitos”, diz Brian Niiya, que leciona sobre a história dos campos na Universidade da Califórnia em Los Angeles,

 

Contar a história

A Califórnia aprovou recentemente uma legislação que implementa programas de estudos étnicos em escolas de ensino médio, onde essa história será ensinada.

Livros didáticos específicos sobre essa época estão sendo publicados, o Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos está erguendo memoriais e exibições de filmes sobre os campos também têm ajudado a resgatar a memória. [...]

 

Passado em chamas

Konno assumiu a responsabilidade de aprender sobre esse legado. Ao encontrar seu sobrenome em um livro sobre os campos, inicialmente sentiu um certo orgulho por seu ancestral ter feito algo digno de registro.

Mas lendo a passagem inteira, tudo mudou. Temendo ser vistas como estrangeiras, algumas comunidades queimaram seus pertences japoneses.

Konno descobriu que seu bisavô havia visitado uma comunidade japonesa próxima para convencer as pessoas a destruir fotos de família, cartas e documentos escritos em japonês.

Um dicionário japonês grosso levou uma semana para queimar. Facas de sashimi e equipamentos de kendô, a tradicional arte marcial japonesa, também foram jogados ao fogo, pois as pessoas temiam que as autoridades considerassem os objetos como armas.

“Minha própria família ajudou a tomar a horrível decisão de destruir esses itens sentimentais, e foi tudo em vão, porque eles foram forçados a viver nesses campos de qualquer maneira”, diz Konno.

 

Peregrinação

A destruição da cultura japonesa afetaria as gerações futuras. Os avós de Konno falavam japonês, mas depois da experiência nos campos decidiram não ensinar o idioma aos filhos.

“A vó achava que falar japonês não contribuiria para o sucesso dos filhos na América.”

Agora, Konno tenta recuperar gerações de conhecimento perdido. “Posso entender as decisões que meus avós tomaram, eles fizeram o que achavam que nos protegeria”, diz. [...]

Agora um museu administrado pelo Serviço Nacional de Parques, Manzanar foi o primeiro campo de concentração nipo-americano construído nos EUA. Localizado aos pés das montanhas de Sierra Nevada, na Califórnia, a maioria dos que ali viveram veio de Los Angeles, a cerca de 370 km.

Embora Konno tivesse visto fotografias dos campos, foi chocante ver pessoalmente as condições de vida, recriadas para educação histórica.

As famílias moravam em longos barracões de madeira, dividindo os espaços com lençóis, enquanto o vento chacoalhava as paredes e a poeira entrava pelas frestas.

“Eles tinham que varrer o espaço duas vezes por dia para tirar a poeira”, disseram a Konno.

Os campos eram cercados por cercas de arame farpado de 2,5 m de altura, curvados para dentro no topo. Não havia saída.

 

‘Gaman’

[...] Os banheiros comuns eram espaços abertos, com chuveiros e vasos sanitários, sem paredes ou privacidade.

As mulheres pacientemente faziam fila do lado de fora para permitir que a pessoa que estivesse dentro tivesse um momento de discrição, o que significava que as pessoas tomavam banho em horários estranhos durante toda a noite.

Olhando para fora dos abrigos, Konno viu restos de jardins zen japoneses. “Eles tentaram deixar esta prisão hostil um pouco mais bonita.”

Konno traduz o termo japonês “gaman” que significa “enfrentar dificuldades com dignidade”.

“Nesses campos, as famílias nipo-americanas eram tratadas como menos que humanas. Mas eles ainda tentavam respeitar uns aos outros e ajudar uns aos outros neste lugar horrível”, diz Konno, com amargor. [...]


https://www.uol.com.br/nossa/noticias/bbc/2022/05/02/como-um-quimono-revelou-passado-de-campos-de-concentracao-para-japoneses-nos-eua.htm



O Centro Manzanar de Realocação de Guerra foi construído em 1942


24 abril 2022

RESENHA: "O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS"

 LEIA A RESENHA SUBSTITUINDO OS EMOJIS POR PRONOMES.

 

 

Tudo começou em uma manhã de quinta-feira que aparentemente era um dia como outro qualquer. Mas para Arthur Dent não era. Afinal, 💥 casa estava prestes a ser demolida – para a construção de um desvio na rodovia. 💥 vida teria uma reviravolta. A partir dali, 💥 que ele sabia até então já não fazia mais sentido.

“Hoje deve ser quinta-feira”, pensou Arthur, debruçando-se sobre o chope. “Nunca consegui entender qual é a das quintas-feiras.”

Arthur acordou, tomou 💥chá como de costume e – momentos mais tarde – descobriu-se deitado no chão em frente a sua casa a fim de impedir que a destruíssem. Até que um dia, 💥melhor amigo Ford Prefect aparece tirando Arthur de lá dizendo que sua casa não era importante e que 💥 precisavam sair dali, pois o fim da Terra estava próximo e seria destruída para a construção de uma via intergaláctica.

Sem muitas delongas, Ford explica a Arthur que, na verdade, é um alienígena disfarçado do planeta de Betelgeuse e que viveu todos 💥anos na Terra em busca de colocar informações sobre a Terra na 💥 edição do livro Guia do Mochileiro das Galáxias.

“...um livro que não é da Terra, jamais foi publicado na Terra e, até o dia em que ocorreu a terrível catástrofe, 💥terráqueo jamais o tinha visto ou sequer ouvido falar 💥. Apesar disso, é um livro extraordinário.”

O melhor guia intergaláctico que qualquer alienígena poderia ter. No qual, a capa tinha a frase “Não entre em pânico”. O que Arthur achou estranho, pois era o que 💥 realmente estava sentindo no momento, vendo todo o caos que estava vivendo.

 



Adaptado de: https://www.wecoletivoeditorial.com/post/resenha-o-guia-do-mochileiro-das-gal%C3%A1xias#:~:text=Apesar%20disso%2C%20%C3%A9%20um%20livro,o%20caos%20que%20estava%20vivendo.












https://cadernospedagogicos.blogspot.com/2022/04/eu-lirico-e-autor.html

06 abril 2022

EU-LÍRICO, AUTOR, INTÉRPRETE






https://www.youtube.com/watch?v=-7-T8wBTSGU

 

https://www.youtube.com/watch?v=5Bj4aNBBUYk

 


EXERCÍCIO 1

Em cada uma das músicas, identifique:

- eu(s)-lírico(s);

- intérprete(s);

- autor(es).

 

EXERCÍCIO 2

Em “Santa Chuva”:

Identifique as frases/versos da segunda parte (ELA) que são resposta a algo dito na primeira parte (ELE).

EXEMPLO: A chuva já passou por aqui >< Vai chover.

- Eu mesma que cuidei de secar

- Quem foi que te ensinou a rezar?

- Que santo vai brigar por você?

- Que povo aprova o que você fez?

- Devolve aquela minha TV.

- Não há porque chorar.

- Deixa pra lá.

- Eu vou.

- Meu coração já cansou de falsidade.

 

EXERCÍCIO 3

Em “E.C.T.”:

Enumere os versos (1 até 25) e identifique o eu-lírico de cada um










sua – Sua – tudo – seu – seu – eles – esses – sua – nenhum – dele – ele 



MAP (4) - OS ARGONAUTAS