O bonito do passar do tempo é a coerência que se constrói. É claro que lá, no começo, a gente se amplia, se torna mais abrangente, sofisticado, o se se simplificando, tornando-se mais completo... mas a coerência não é da superfície. Pelo contrário, a nossa superfície é contraditória: a gente muda, se contradiz, um dia faz uma coisa, não sabe o que quer. É como um oceano, Aquela profundidade que ninguém aonde ninguém vai, que poucas pessoas hoje conseguiram alcançar... aquele lugar é quieto, parado, tem a força de estar ali, na inteireza de ser oceano. A superfície do oceano, léguas acima, borbulha, obedece a todas as atrações da natureza. A gente é tudo isso, mas a coerência de ser está naquele fundo, não muda.
Adaptado de: https://www.facebook.com/watch/?ref=saved&v=1019964040365965