12 junho 2026

AVALIAÇÃO BIMESTRAL 2 - 7º ANO 2026

– Leia o fragmento de narrativa de aventura a seguir para responder às questões de 1 a 3 –

O pai olha a praia deserta, no mar só dois surfistas, e já venta bem. Uma onda lambe um castelo de areia. Nas rochas já não aparecem os mariscos grandes; o mar está enchendo, diz o pai, quem sabe traz um peixe. [...] Fisgou, ele diz com uma voz que o filho não conhece, fisgou, e o filho começa a gritar você pegou, pai, você pegou!

Ainda não, guri, ainda não – o pai geme lutando com o peixe, dando linha com cuidado para não folgar demais nem esticar muito. [...] O peixe leva a linha pra lá, pra cá, e o pai diz desse jeito vai cortar a linha nos mariscos; mas aí o mar ajuda com uma onda que traz o peixe e bate água no rochedo até ali onde eles estão, o filho assusta. O pai grita cuidado, mas o vento já limpa a espumarada do ar e veem que o peixe está ali perto se debatendo, prateado e grande de três palmos, maior que todos que o filho já viu e o pai já pescou. [...]

O filho olha aflito o pai. Vamos esperar outra onda pra puxar ele, o pai sussurra e o filho pergunta por que ele está falando assim, peixe escuta fora d’água? O pai quase ri mas vê a onda vindo, crescendo e espumando, e manda o filho ir pra trás, o mar está enchendo, mas o menino continua ali e a onda bate nas rochas, o pai agarra o filho com um braço e agacha debaixo duma concha enorme de espumas borrificadas. [...]

Dá pra pegar, grita o filho, e o pai diz você fica aqui. [...] olha se vem vindo onda, vem mais ainda longe, então vai pé ante pé, agachando um pouco mais a cada passo, até quase tocar no peixe, esquecido da onda – e então, ao ouvir a onda quebrando nas rochas, olha a parede de água quase ali e volta correndo, vendo que o filho vem ao encontro. É daquelas ondas maiores que vêm depois duma série de ondas, arrebenta nas rochas e invade o rochedo espumante e pegando o menino pela cintura, enquanto o pai perde a visão com tanta água esborrifando pelo ar. Quando consegue enxergar de novo, a água está escorrendo de volta para o mar, com a força de um riacho bravo, e ele sente alguma coisa bater na barriga, é o peixe também voltando para o mar.

Só aí vê que a onda levou também o filho, lá está ele se batendo no meio das rochas, por onde o mar recua entre paredes de mariscos. [...]

PELLEGRINI, Domingos. Homem ao mar. In: ______. Histórias de aventuras. São Paulo: Ática, 1998. v. 25. (Para Gostar de Ler).

 

Questão 1

Qual é a diferença entre história e enredo na narrativa de aventura lida?

A) A história é o tema central da narrativa, uma pescaria, e o enredo é o espaço onde as ações ocorrem, na praia.

B) A história é a organização dos fatos para causar efeitos no leitor, e o enredo é a sequência cronológica dos acontecimentos.

C) A história é a descrição do cenário da praia e do mar, e o enredo é o comportamento dos personagens diante desse ambiente.

D) A história é o conjunto dos acontecimentos que ocorrem na pescaria entre pai e filho, enquanto o enredo é a forma como o autor organizou esses fatos para criar suspense e emoção.

 

Questão 2

Considere o seguinte fragmento para responder à questão:

“Ainda não, guri, ainda não – o pai geme lutando com o peixe, dando linha com cuidado para não folgar demais nem esticar muito. [...] O peixe leva a linha pra lá, pra cá, e o pai diz desse jeito vai cortar a linha nos mariscos; mas aí o mar ajuda com uma onda que traz o peixe e bate água no rochedo até ali onde eles estão, o filho assusta. O pai grita cuidado, mas o vento já limpa a espumarada do ar e veem que o peixe está ali perto se debatendo, prateado e grande de três palmos, maior que todos que o filho já viu e o pai já pescou. [...]”

 

Nesse fragmento da narrativa de aventura, o autor utiliza a seguinte estratégia:

A) Peripécia, em que a narrativa muda de rumo repentinamente pela ocorrência de um fato inesperado e deixa de focar a pescaria.

B) Mistério, em que os acontecimentos são narrados parcialmente de modo que o leitor fique intrigado sobre o que ocorreu.

C) Retardamento do ritmo narrativo, em que a cena da pescaria tem seus detalhes esmiuçados para aumentar a expectativa em relação à sua continuidade.

D) Corte ou interrupção, em que a narração da cena do pai tentando pescar é interrompida por ser um momento de grande expectativa que será retomado posteriormente.

 

Questão 3

O trecho de “Homem ao mar”, de Domingos Pellegrini, pode ser resumido da seguinte forma:

A) Pai e filho aproveitam um dia tranquilo na praia, observando o mar e conversando sobre as ondas e os peixes.

B) Pai e filho vão à praia pescar e o filho aprende a avaliar os riscos representados pelas ondas do mar.

C) Um pescador experiente ensina o filho a pescar, e juntos fisgam o maior peixe que já viram.

D) Pai e filho pescam em uma praia deserta e enfrentam o mar agitado. Depois de fisgarem um grande peixe, lutam para retirá-lo do mar, mas acabam sendo atingidos por uma onda que arrasta o menino.

 

– Leia o fragmento de relato de viagem para responder às questões de 4 a 6 –

Percebi que já havíamos saído de Goiás quando não avistava mais nenhuma plantação de eucalipto ou uma névoa seca gigantesca cobrindo o céu aliada à falta d’água nos córregos e pontes. Época de seca no estado de Goiás é duro de aguentar. Que bom que o lugar para o qual estávamos indo era bem úmido.

Foram 21 horas na estrada, com paradas, em Cristalina de Goiás-GO e Três Marias-MG, para comer e fazer as necessidades que não eram possíveis no minúsculo banheiro do ônibus. Quando a noite caía, o ônibus executivo da UFG se encontrava nos últimos municípios mineiros antes do limite fronteiriço MG-RJ e, enquanto todos dormiam, eu aproveitava a ausência de luz artificial na estrada escura para contemplar a luz noturna natural: as estrelas que estavam mais numerosas e brilhantes sem toda a poluição visual encontrada em cidades grandes como Goiânia.

Em torno de 05h32min da manhã do dia 15/09/2017, eu, acordada antes de boa parte dos passageiros, percebi que as placas já indicavam bairros cariocas. Tínhamos chegado à cidade maravilhosa, tínhamos chegado ao Rio de Janeiro. Depois de alguns minutos rodando na cidade, o executivo da UFG adentrou a Ilha do Fundão da cidade universitária da UFRJ e nos deixou na Escola de Educação Física e Desporto para comermos, tomarmos banho e escovarmos os dentes.

Nesse primeiro dia, fizemos o trajeto de embarcação Rio-Niterói e visitamos o Museu do Amanhã para, à noite, nos instalarmos na versão carioca do nosso colégio: o Colégio de Aplicação da UFRJ. [...]

No segundo dia (que foi o melhor, a meu ver), já um pouquinho mais descansados, fomos até a Praia do Diabo, vizinha da Praia do Arpoador e do famoso calçadão de Ipanema. Nela, eu tive a experiência pela primeira vez de tomar banho no mar (a propósito, levar caldo no mar é mais apropriado... [...]) e devo dizer que é algo único. [...]

LIMA, Letícia Martins. In: OLIVEIRA, Ilse Leone B. C. (org.) Relatos de viagem. Nossa aventura no Rio de Janeiro. Goiânia: CEPAE/UFG, 2017. Disponível em: ttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/80/o/RELATOS_DE_VIAGEM_-_JAN_2018_2.pdf. Acesso em: 5 nov. 2025.

 

Questão 4

O fragmento lido apresenta características típicas do gênero relato de viagem, pois

A) lista locais que se tem o interesse de conhecer durante a realização de uma viagem planejada.

B) relata experiências reais de deslocamento, descrevendo trajetos e observações pessoais sobre os locais.

C) narra uma aventura fictícia, com ações de risco e emoção vividas pela personagem durante uma viagem.

D) expõe opiniões e argumentos sobre a importância de viajar e conhecer diferentes regiões do território brasileiro.

 

Questão 5

A rota realizada pela autora do relato para chegar ao seu destino de viagem está representada em qual mapa?

 


LETRA C

 

Questão 6

No trecho “visitamos o Museu do Amanhã”, o complemento verbal é

A) “o Museu”, objeto direto.

B) “o Museu”, objeto indireto.

C) “o Museu do Amanhã”, objeto direto.

D) “o Museu do Amanhã”, objeto indireto.

 

Questão 7


Leia o texto.

CRÍTICA | COMO ESTRELAS NA TERRA

Um olhar tenro sobre a importância da educação inclusiva.

Qual é a função da escola? A resposta parece óbvia: ensinar as crianças. Mas ensinar o que e para quê? [...] Essa é uma das questões abordadas por Como Estrelas Na Terra. Na trama, Ishaan é um garoto travesso, que vem tendo dificuldades na escola, e é enviado pelo pai para um colégio interno, para obter uma educação mais intensa e disciplinada. Mas a nova escola faz Ishaan apenas sentir-se abandonado, até que Nikumbh, professor substituto de arte, percebe que o garoto precisa de atenção especial e passa a tentar ajudá-lo.

LIMA, Rafael. Disponível em: https://www.planocritico.com/critica-como-estrelas-na-terra/. Acesso em: 8 jan. 2024.

 

No trecho “A resposta parece óbvia: ensinar as crianças” o verbo de ligação indica que o atributo “óbvia” é

A) constante.

B) contínuo.

C) transitório.

D) incerto.

 

– Leia o trecho de resenha a seguir para responder às questões de 8 a 11 –

Eu sempre fui melhor “de segunda” vez, do que de primeira. A segunda viagem para o mesmo local, a segunda leitura de um mesmo livro e a segunda reflexão sobre um mesmo tema.

Nesse final de semana, fiz uma segunda viagem na história de Chihiro, uma animação japonesa de 2001. Ilustração impecável, ao estilo mais típico oriental, repleto de detalhes e poesia. [...]

Chihiro é uma menina no alto dos seus 10 anos de idade, que está com medo da mudança de cidade que está por vir. Seus pais buscam consolá-la, até que, por um descuido provocado por curiosidade (e gula), são transportados para um universo paralelo, onde Chihiro se vê na obrigação de salvá-los.

Até aí, nada diferente do que acontece na ficção (e também em nosso dia a dia): inversão de papéis com nossas figuras maternas e paternas, aventuras e desafios inesperados, relações que são conquistadas pouco a pouco... mas Chihiro também nos ensina a ver o mundo (novo) com outros olhos: daquilo que é o diferente, o desconhecido. Ela, no universo paralelo, é um ser humano que os outros seres vivos desprezam, com formas e cheiros estranhos, ações incompreensíveis e uma disciplina questionável. Ser Chihiro nesse mundo é viver num universo onde se é constantemente excluído e rejeitado.

Será que o universo paralelo de Chihiro é, na realidade, o nosso universo do lado de cá? [...]

Se você não teve chance de assistir ao filme ainda, corre lá. Talvez você tenha outros insights além desses [...]. Para mim, a “segunda viagem” de Chihiro me convidou a arriscar, ter coragem e pertencer a novos lugares ainda desconhecidos. E claro, levar bons amigos dessa jornada. [...]

MATOS, Halina. O que o filme “A viagem de Chihiro” me ensinou sobre pertencimento? Disponível em: https://carlotas.org/bra/o-que-o-filme-a-viagem-de-chihiro-me-ensinou-sobre-pertencimento/. Acesso em: 8 nov. 2025.

 

Questão 8

Leia os trechos retirados da resenha.

I. “Eu sempre fui melhor ‘de segunda’ vez [...]”.

II. “Talvez você tenha outros insights além desses [...]”.

 

Assinale a alternativa correta sobre as formas verbais em destaque.

A) “fui” indica fato certo no passado, enquanto “tenha” indica possibilidade no presente.

B) “fui” indica ação incerta no passado, enquanto “tenha” expressa fato real no presente.

C) “fui” expressa certeza sobre o futuro, enquanto “tenha” expressa pedido no presente.

D) “fui” refere-se à ação que ainda vai acontecer, enquanto “tenha” indica ação concluída.

 

Questão 9


No trecho “Chihiro é uma menina no alto dos seus 10 anos de idade, que está com medo da mudança de cidade”, as formas verbais no modo indicativo expressam

A) ordens e conselhos dados à personagem.

B) fatos e situações certas vividas pela personagem.

C) dúvidas e desejos da narradora sobre a história de Chihiro.

D) ações hipotéticas e incertas, que podem vir ou não a acontecer.

 

Questão 10

Em “Se você não teve chance de assistir ao filme ainda, corre lá”, o uso do modo imperativo tem como efeito de sentido

A) indicar uma ação incerta, que pode acontecer ou não.

B) afirmar um fato real que já aconteceu na história do filme.

C) expressar um desejo da narradora de rever o filme com os leitores.

D) convidar o leitor a assistir ao filme e refletir sobre a mensagem dele.

 

Questão 11

A finalidade dessa resenha é

A) resumir um livro infantil japonês.

B) apresentar e avaliar positivamente uma animação.

C) relatar duas experiências de viagem diferentes ao Japão.

D) narrar uma história com personagens fictícios e tempo determinado.

 

Questão 12

Leia o texto.

A tempestade começou de repente. Ondas de mais de 30 metros envolviam o navio e o jogavam de um lado para outro, como se fosse de brinquedo. Rajadas de vento logo destruíram as velas. Eu era o médico de bordo e fiquei esperando o pior.

SWIFT, Jonathan. Viagens de Gulliver. Tradução de Cláudia Lopes. São Paulo: Scipione, 1991.

 

A característica do gênero narrativa de aventura presente nesse parágrafo é a

A) narração de acontecimentos capazes de criar suspense e curiosidade.

B) superação de vários obstáculos por parte da personagem.

C) existência de um herói clássico: o médico.

D) presença de um personagem que tem a função de opositor do herói, de vilão.

 

Questão 1

Choose the group of words that shows the correct plural forms.

A) Forests, birds, monkies, bushes.

B) Forests, birds, monkeyis, butterflyis, bushes.

C) Forests, birds, monkeys, butterflies, bushes.

D) Forests, birdies, monkeys, butterflies, bushies.

 

Questão 2

Read the following text carefully.

“A quarter of the world’s medicinal plants have been found in rainforests. 70% of the plants identified by the U.S. National Cancer Institute as being relevant for cancer treatment are found only in rainforests.”

LEMPI, Outi. Treasures of the Rainforest; choose sustainable cosmetics. Helenatur, 8 abr. 2024. Disponível em: https://www.helenatur.com/treasures-of-the-rainforest-choose-sustainable-cosmetics/. Acesso em: 14 nov. 2025.

 

What is the main idea of the text?

A) Rainforests are important for medicine.

B) Rainforests are dangerous places.

C) Cancer is a common disease.

D) Plants grow everywhere.

 

Questão 3

Read the student’s testimonial about the exchange program carefully.

“The time you are an exchange student is the best of your life. You travel to a diferente country and live there for 10 months with people you have never met before. You get to know a new culture and make friends all around the world.”

EDUTRAV. Student testimonials. Edutrav, [s.d.]. Disponível em: https://edutrav.org/student-testimonials-2/. Acesso em: 14 nov. 2025.

 

Which group of questions can be answered using the text?

A) What is your favorite food? / Where do you go? / Why is it special?

B) What is your hobby? / Where do you live now? / Who do you live with?

C) What do you do every day? / Where is your school? / How do you get there?

D) What is the best time of your life? / Where do you travel to? / How long do you stay?

 

Questão 4

Read the sentence. Choose the answer that uses the correct subject and object pronouns to replace the names.

Lucas and I invited Maria and João to our house.”

A) We invited they to our house.

B) Us invited them to our house.

C) We invited them to our house.

D) They invited we to our house.

 

Questão 5

Read the text.

Golden lion tamarins ___ in the Atlantic Forest of Brazil. They ___ small monkeys with bright orange fur and long tails. They ___ fruits, insects, and small animals. Right now, golden lion tamarins ___ their forest. They ___ danger because people are cutting down trees.

 

Read the fact file about golden lion tamarins. Then choose the correct option to complete the text using the present simple and the present continuous.

A) lives – are – eat – lose – are facing

B) live – are – eats – are losing – face

C) live – are – eat – are losing – are facing

D) are living – is – are eating – are losing – are facing

8º ANO

1. (1,0) O neologismo é um recurso de linguagem que consiste na criação de novas palavras dentro de uma língua, a partir de outras que já e...