- Texto para a
questão 01 -
Nebulosas
[...]
Oh!
Amei-as então! Sobre a corrente
De
seus brandos, notívagos lampejos,
Audaz
librei-me nas azuis esferas;
Inclinei-me,
de flamas circundada
Sobre
o abismo do mundo torvo e lúgubre!
Ergui-me
ainda mais: da poesia
Desvendei
as lagunas encantadas,
E
prelibei delícias indizíveis
Do
sentimento nas caudais sagradas
Ao
clarão divinal do sol da glória!
Quando
desci mais tarde, deslumbrada
De
tanta luz e inspiração, ao vale
Que
pelo espaço abandonei sorrindo,
E
senti calcinar-me as débeis plantas
Do
deserto as areias ardentíssimas;
Ao
fugir dos cendais que estende a noite
Sobre
o leito da terra adormecida,
Fitei
chorando a aurora que surgia!
E
– ave de amor – a solidão dos ermos
Povoei
de gorjeios melancólicos!...
Assim
nasceram os meus tristes versos,
Que
do mundo falaz fogem às pompas!
Não
dormem eles sob os áureos tetos
Das
térreas potestades, que falecem
De
morbidez nos flácidos triclínios!
Cortando
as brumas glaciais do inverno
Adejam
nas estâncias consteladas
Onde
elas pairam; e à luz da liberdade
Devassando
os mistérios do infinito,
Vão
no sólio de Deus rolar exânimes!...
AMÁLIA, Narcisa. Nebulosas.
São Paulo: Landmark, 2024. p. 42-43.
Questão 1
O
eu lírico revela uma concepção de poesia em que predomina:
a)
o desejo de glória e consagração social, como em “Que do mundo falaz fogem às
pompas”.
b)
o resgate de uma perspectiva histórica, como em “De morbidez nos flácidos
triclínios”.
c)
a crítica social voltada contra os privilégios, como se vê em “E prelibei
delícias indizíveis”.
d)
a justificativa para um posicionamento antirreligioso, como em “Vão no sólio de
Deus rolar exânimes”
e)
o misticismo marcado pela noção romântica da inspiração, como em “à luz da
liberdade / Devassando os mistérios do infinito”.
- Texto para a
questão 02 –
Julia e Augusta
São
duas rosas se expandindo rúbidas
No
brando caule com suave encanto;
São
duas nuvens deslizando túmidas
Do
campo aéreo no azulado manto.
São
duas ondas marulhosas flácidas,
Que
o tíbio sopro do favônio frisa;
São
duas conchas deslumbrantes, nítidas,
Do
mar na praia refulgente e lisa.
São
duas auras, perfumosas, tépidas,
Beijando
as pétalas de uma flor pendida;
São
duas rolas resvalando tímidas
No
dorso curvo do escarcéu da vida.
Duas
auroras ressurgindo límpidas
Por
entre as trevas que a tormenta encerra;
Graças
libradas sobre o espaço, fúlgidas,
A
cuja sombra se conchega a terra!
Uma
– os rútilos das pupilas vívidas
Vela
nos prantos de gazil ternura;
Na
cor mimosa da Moema indígena
Concentra
o ardor da tropical natura!
Outra,
revela nos olhares lânguidos
Toda
a pureza da celeste estância;
À
tez formada de açucenas úmidas
Rouba
o outono a festival fragrância!
Ambas
– cingidas de virgínea auréola
Firmes
caminham na escabrosa trilha!
Feliz
daquele que sorvesse em ósculos
O
afeto imenso que em seus olhos brilha.
AMÁLIA, Narcisa. Nebulosas.
São Paulo: Landmark, 2024. p. 189-190.
Questão 2
Na
apresentação alegórica de duas personagens-meninas, a poeta se vale de:
a)
metáforas naturais marcadas pela idealização.
b)
metonímias que evidenciam o sentimento nacionalista.
c)
ironias que exploram o caráter ambíguo de Julia e Augusta.
d)
uma sequência de ações que imprimem caráter narrativo ao poema.
e)
comparações sugestivas do caráter sensual das homenageadas.
- Textos para a
questão 03 -
Texto
I
![]() |
| Viajante sobre o mar de névoa (1818), de Caspar David Friedrich. |
Texto
II
O Itatiaia
Ante
o gigante brasíleo,
Ante
a sublime grandeza
Da
tropical natureza
Das
erguidas cordilheiras,
Ai!
quanto me sinto tímida!
Quanto
me abala o desejo
De
escrever n’um arpejo
Essas
cristas sobranceiras!
Vejo
aquém os vales pávidos
Que
se desdobram relvosos;
Profundos,
vertiginosos,
Cavam-se
abismos medonhos!
Quanto
precipício indômito,
Quanto
mistério assombroso
Nesse
seio pedregoso,
Nessa
origem de mil sonhos!...
Em
derredor, às planícies
Nivelam-se
as serranias;
Envoltos
nas brumas frias
Transparecem
os outeiros;
E
o olhar ardente e ávido
Contempla
os montes perdidos,
Como
troféus reunidos,
Como
tombados guerreiros!...
Salve!
montanha granítica!
Salve!
brasílio Himalaia!
Salve!
ingente Itatiaia,
Que
escalas a imensidade!...
Distingo-te
a fronte valida,
Vejo-te
às plantas, rendido,
O
meteoro incendido,
A
soberba tempestade!...
De
teu dorso assomam ínvios
Feixes
de pedra em pilastras,
Órgão
gigante que enastras
De
mil grinaldas alpestres!
Quem
lhes calca a base, intrépido,
Vendo
o sublime portento,
Liberta
seu pensamento
Das
amarguras terrestres!
AMÁLIA, Narcisa. Nebulosas.
São Paulo: Landmark, 2024. p. 93-97.
Questão 3
a)
Quais são as semelhanças entre a tela de Caspar David Friedrich e o poema de
Narcisa Amália?
b)
De que forma a abordagem da montanha pela poeta manifesta valores nacionalistas?
- Texto para a
questão 04 -
Amor de violeta
Esquiva
aos lábios lúbricos
Da
louca borboleta,
Na
sombra da campina olente, formosíssima
Vivia
a violeta.
Mas
uma virgem cândida
Um
dia ante ela passa,
E
vai colher mais longe uma faceira hortência
Que
à loura trança enlaça.
“Ai!
geme a flor ignota:
Se
pela cor brilhante
Que
tinge a linda rosa, a tinta melancólica
Trocasse
um só instante;
Como
sentira, ébria
De
amor, de mágoa enleio,
Do
coração virgíneo as pulsações precípites,
Unida
ao casto seio!”
Doudeja
a criança pálida
Na
relva perfumosa,
E
a meiga violeta ao pé mimoso e célere
Esmaga
caprichosa.
Curvando
a fronte exânime
Soluça
a flor singela:
“Ah!
como sou feliz! Perfumo a planta ebúrnea
Da
minha virgem bela...”
AMÁLIA, Narcisa. Nebulosas.
São Paulo: Landmark, 2024. p. 175-176.
Questão 4
O
poema constitui uma narrativa em que se ressalta o caráter de:
a)
vaidade da rosa.
b)
maldade da criança.
c)
indiferença da relva.
d)
humildade da violeta.
e)
loucura da borboleta.
- Texto para a
questão 05 -
O africano e o poeta
No
canto tristonho
Do
pobre cativo
Que
eleva furtivo,
Da
lua ao clarão;
Na
lágrima ardente
Que
escalda-me o rosto,
De
imenso desgosto
Silente
expressão;
Quem
pensa? – o poeta
Que
os carmes sentidos
Concerta
aos gemidos
De
seu coração.
–
Deixei bem criança
Meu
pátrio valado,
Meu
ninho embalado
Da
Líbia no ardor:
Mas
esta saudade
Que
em túmido anseio
Lacera-me
o seio
Sulcado
de dor,
Quem
sente? – o poeta
Que
o elísio descerra;
Que
vive na terra
De
místico amor!
–
Roubaram-me feros
A
férvidos braços;
Em
rígidos laços
Sulquei
vasto mar;
Mas
este queixume
Do
triste mendigo,
Sem
pai, sem abrigo,
Quem
quer escutar?...
Quem
quer? – o poeta
Que
os térreos mistérios
Aos
paços sidéreos
Deseja
elevar.
AMÁLIA, Narcisa. Nebulosas.
São Paulo: Landmark, 2024. p. 177-178.
Questão 5
No
poema de Narcisa Amália,
a)
a ausência de referência à liberdade demonstra as limitações do discurso
abolicionista.
b)
a hierarquização das vozes entre o poeta e o escravizado tem a função de
subordinar o africano à cultura letrada brasileira.
c)
a repetição do termo “poeta” destaca a incapacidade da arte para denunciar os
problemas sociais brasileiros da época.
d)
a empatia pela dor do escravizado revela um dos temas proeminentes da poesia
social do Romantismo realizada a partir da década de 1870.
e)
a ambientação doméstica do tema da escravidão lança luz no caráter meramente
literário da poesia social feita pelo Romantismo.
- Texto para a
questão 06 -
A festa de São João
III
É
noite, é noite de magia e enleio!
Buscando
asilo em palpitante seio
Voa
o pólen da flor!
Do
ar sereno vibrações eólias
Perfumam-se
nas alvas magnólias,
Que
languescem de amor!
Da
sala festival pelas janelas
Céleres
rolam catadupas belas
De
fúlgidos clarões;
Vênus
surpresa, da azulada esfera,
Um
raio de langor verte severa
Por
entre as cerrações.
Os
perfumes sutis causam vertigens;
Transborda
de fulgor o olhar das virgens,
Da
madona ideal;
Como
a planta a boiar sobre a corrente,
Adeja
do mancebo o sonho ardente
Num
colo de vestal!
E
cada riso anima uma esperança!
Aos
sons da tentadora contradança
Olvida-se
o sofrer...
O
hálito da bela o ar aroma,
E
o rubor que na face nívea assoma
Trai
íntimo prazer.
Dos
lábios de uma loura formosura
Enchendo
espaço de harmonia pura
Desata-se
a canção;
P’ra
ouvir-lhe a fala maviosa, a lua
Que
no páramo intérmino flutua
Penetra
no salão!...
Canta,
canta formosa peregrina
Que
atua merencória cavatina
Acalma
os anseios meus!
O
mundo é vário, pérfido oceano...
Quando
o deixares, cisne soberano,
Gorjearás
nos céus!
O
turbilhão da valsa o moço arrasta,
E
à tez rubente da donzela engasta
A
baga de suor...
Só
eu meio à turba que doudeja
Sou
como a Esfinge que o Athbára beija
Sem
vida... sem calor...
Ó
noite divinal, plena de olores,
Que
estendes sobre a terra um véu de flores
Abertas
ao luar,
Verteste
em meu sombrio pensamento
O
orvalho sideral do esquecimento!
Oh!
deixa-me te amar!
AMÁLIA, Narcisa. Nebulosas.
São Paulo: Landmark, 2024. p. 167-169.
Questão 6
No
poema, a festa de São João é encarada segundo uma perspectiva:
a)
nostálgica, destacando a felicidade infantil perdida.
b)
subjetiva, capaz de amainar os sofrimentos da enunciadora.
c)
mística, enquanto celebração de caráter eminentemente religioso.
d)
crítica, ao mostrar a exclusão social dos negros nos festejos de salão.
e)
nacionalista, ao associar a festa popular à identidade cultural de um povo.
- Texto para a
questão 07 -
Texto 1
![]() |
| Floresta brasileira (1853), de Manoel de Araújo Porto-Alegre. |
Texto 2
No
ermo
Salve!
Florestas Virgens, majestosas,
Aos
céus alçando as comas verdejantes
Em
perenais louvores!
Salve!
Berço de brisas suspirosas,
D’onde
pendem coroas flutuantes
Aos
lúcidos vapores!
Eu
que esgotei do sofrimento a taça,
Que
pendo par’a campa úmida e fria,
No
alvorecer da vida;
Que
na longa vigília da desgraça
Não
vejo a luz... nem tenho na agonia
Consolação
querida;
Oh!
Eu quero, meu Deus, sorver sedenta
Os
virgíneos eflúvios desta selva
Gozar
beleza e sombra!
Molhar
meus pés na vaga sonolenta...
E
desmaiar depois na mole relva
Na
balsâmica alfombra!...
Aqui,
entre estes troncos seculares,
Sob
a cúpula ingente que flutua
N’um
mar de luz serena,
Não
penetra a paixão com seus esgares;
Mais
lânguido fulgor esparge a lua
Nas
asas da falena.
AMÁLIA, Narcisa. Nebulosas.
São Paulo: Landmark, 2024. p. 85-87.
Questão 7
Consideradas
no contexto cultural brasileiro da segunda metade do século XIX, tanto a imagem
de autoria de Araújo Porto-Alegre quanto o poema de Narcisa Amália estão
associados:
a)
ao caráter ameaçador da paisagem natural.
b)
à idealização nacionalista da natureza brasileira.
c)
ao sentimentalismo que incorpora à natureza os afetos de seus autores.
d)
à denúncia da destruição da natureza para atender interesses agrícolas.
e)
ao exotismo que apresenta os espaços nacionais sob o ponto de vista europeu.
Questão 8
O
poema a seguir faz menção a líderes de movimentos que lutaram contra a opressão
do poder político.
Pesadelo
III
Contempla,
minha pátria, sobranceira,
Dessas
hostes os louros refulgentes;
E
procurando a glória em teus altares
Entretece
uma coroa a Tiradentes.
Viste
marchar ao exílio acorrentados
Quais
feras que teu seio rejeitava,
Os
mais que desprender-te o pulso tentam,
E
dormiste sorrindo – sempre escrava!...
E
quando retumbou no espaço um brado
Tentando
sacudir-te a negra coma,
Curvas-te
ao flagício fratricida
E
deste ao cadafalso o Padre Roma!
E
não contente, após a exímia aurora
De
tua amesquinhada independência,
Mais
vítimas votaste em holocausto
Sufocando
outra nobre inconfidência.
Não
bastavam, porém, tantos horrores
Que
enegrecem as brumas do passado;
Foi
preciso que às mãos de um assassino
Caísse
o grande herói – Nunes Machado!
Foi
preciso que em nome da justiça
De
prisão em prisão vagando esquivo,
Acabasse
afinal sem glória e nome
Em
martírio latente – Pedro Ivo!...
Mas
se um dia o porvir abrir-te o livro
Que
o presente te oculta, temeroso;
Se
com a vista medires a estacada
Em
que o falso poder se ostenta umbroso;
Então,
ó minha pátria, num lampejo
Os
erros surgirão da majestade;
E
arrojarás ao pó cetros e tronos
Bradando
ao mundo inteiro – liberdade!
AMÁLIA, Narcisa. Nebulosas.
São Paulo: Landmark, 2024. p. 145-147.
Com
base na leitura do poema, responda:
a)
Identifique a que movimentos estão ligados os personagens citados.
b)
A poeta demonstra algum posicionamento em relação ao contexto político de sua
própria época? Justifique sua resposta.
-
Texto para a questão 09 -
Amargura
[...]
Por
que não sou a rola que deixa além o ninho,
E
estende as leves asas, e voa n’amplidão?
Por
que não chego ao menos a fronte à imensidade
Por
sobre a criação?!...
Por
que não sou íris que arqueia-se no éter?
Por
que não sou a nuvem dos páramos sidéreos?
Por
que não sou a onda azul que além desmaia
A
revelar mistérios?!...
O
mundo que me vê passar sem um sorriso,
Não
vê do meu tormento o horrendo vendaval!
Ele
que acolhe e afaga o venturoso, entrega
O
triste à lei fatal!...
Só
resta hoje à minh’alma os campos do infinito;
Aquece-se
a tristinha ao sol da eternidade;
E
se à lembrança traz as lendas que se foram,
São
laivos de piedade!
Meu
Deus! por que a embalar-me o quedo pensamento
Se
o amor é passageiro, se as glórias são de pó?!
Poetisa
– toma a lira às lufas da descrença,
E
a ti me volvo só.
Bondoso
abre-me os braços, reúne-me a teus anjos,
A
eternal ventura palpitante;
Contemplarei
o – nada – do seio das estrelas,
Das
dores triunfante!
AMÁLIA, Narcisa. Nebulosas.
São Paulo: Landmark, 2024. p. 72-73.
Questão 9
A
visão do eu lírico no poema:
a)
centra-se no desprezo às vaidades mundanas.
b)
vê na morte uma solução para seus problemas.
c)
volta-se nostálgica para a felicidade da infância.
d)
denuncia a dor e a opressão imposta aos escravizados.
e)
identifica-se com pássaros que voam livres sobre a amplidão.
1. d
2. d
3. b
4. b
5. a)
Tiradentes foi um dos participantes da Inconfidência Mineira (1789), movimento
colonial que almejava a independência da região de Minas Gerais e a implantação
de um regime republicano. Padre Roma foi um dos líderes da Revolução
Pernambucana de 1817, movimento de caráter liberal contrário ao Absolutismo
português. Nunes Machado e Pedro Ivo foram líderes da chamada Revolução Praieira,
entre os anos de 1848 e 1850. Influenciados pelas ideias liberais, republicanas
e sociais, eles buscavam a implantação de um regime republicano em Pernambuco e
a promoção de reformas socioeconômicas.
b) Sim.
A poeta demonstra um posicionamento crítico em relação ao regime monárquico
vigente em sua época. Ao caracterizar o poder em voga como “falso” e afirmar
que os “erros da majestade” serão revelados, ela expressa uma clara oposição à
monarquia e a seus representantes. A menção aos “cetros e tronos” sendo
arrojados ao pó reforça essa crítica. Todas essas referências atestam o caráter
republicano do poema de Narcisa Amália.
6. b
7. e
8. a
9. a)
Tanto a obra do pintor alemão quanto o poema de Narcisa Amália exploram a
temática da paisagem sublime e apresentam um ponto de vista elevado, no qual o
observador contempla uma vasta paisagem montanhosa tomada por brumas, criando
uma atmosfera de mistério e transcendência. A figura humana solitária em meio à
imensidão da natureza reforça a sensação de insignificância do indivíduo e o
convida à reflexão e à busca por significado na existência. Além disso, tanto a
pintura quanto o poema evocam um sentimento de panteísmo. A beleza e a vastidão
da paisagem são apresentadas como elementos sagrados, despertando um senso de reverência
e conexão com o transcendente.
b) O
Itatiaia é apresentado como o “gigante brasíleo”, ou seja, o “gigante
brasileiro”. Essa noção engrandece o que era considerado, à época de Narcisa
Amália, o ponto máximo do território nacional. A montanha é descrita por meio
de expressões hiperbólicas como “sublime grandeza”, “brasíleo Himalaia”, “órgão
gigante”. Todas essas denominações demonstram o sentimento nacionalista usado
na descrição da montanha, que se localiza na divisa entre os estados do Rio de
Janeiro e de Minas Gerais.



