08 dezembro 2021

COESÃO II

 - Os textos abaixo necessitam de conectores para sua coesão. Empregue as partículas que estão entre parênteses no lugar adequado.

 

1. Uma alimentação variada é fundamental seu organismo funcione de maneira adequada. Isso significa que é obrigatório comer alimentos ricos em proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais. Esses alimentos são essenciais. Você esteja fazendo dieta para emagrecer, não elimine carboidratos, proteínas e gorduras de seu cardápio. Apenas reduza as quantidades. Você emagrece sem perder saúde.

(assim, mesmo que, para que)

 

2. Toda mulher responsável pelos cuidados de uma casa já teve em algum momento de sua vida vontade de jogar tudo para o alto, quebrar os pratos sujos, mandar tudo às favas, fechar a porta de casa e sair. Já sentiu o peso desse encargo como uma rotina embrutecedora, que se desfaz vai sendo feito. Não é feito, nos enche de culpas e acusações, quando concluído ninguém nota, a mulher “não faz mais nada que a sua obrigação”.

(quando, pois, à medida que)

 

3. O Brasil pretende sediar as Olimpíadas do ano 2004. A ideia é interessante. O que não podemos esquecer antes de mais nada temos que conquistar muitas medalhas nas olimpíadas da nossa existência como uma nação digna. Alguns dos nossos velhos e temíveis adversários a serem derrotados são a fome, a miséria, a violência, o analfabetismo e a ignorância. O nosso principal desafio será ganhar a medalha de ouro da moralidade, “o povo sem moral vai mal”.

(pois, até que, afinal, é que)

 

4. Lembro-me, com muita saudade, do prazer que me dava receber das mãos de meu pai o exemplar da revista O Cruzeiro ele trazia para casa, a cada semana, um dia antes da distribuição nas bancas. Anos 50, início dos anos 60. A televisão engatinhava. Pode-se dizer que O Cruzeiro era o Fantástico da época, lido em todos os cantos do país – tiragem de 800 mil exemplares semanais! E eu tinha acesso àquela preciosidade, antes! Era com grande ansiedade, se não me engano, às segundas-feiras à noite, aguardava a chegada da revista. Uma decepção, por qualquer motivo, ela não vinha. Comecei, embora só muitos anos mais tarde viesse a me aperceber disto, a compreender a necessidade do respeito um veículo de comunicação precisa ter para com seu público.

(que, que, então, que, se)

 

5. Nem sempre é fácil identificar a violência. Uma cirurgia não constitui violência, visa o bem do paciente, é feita com o consentimento do doente. Será violência a operação for realizada sem necessidade ou o paciente for usado como cobaia de experimento científico sem a devida autorização.

(mas certamente, se, se, primeiro porque, depois porque, por exemplo)

COESÃO I

 - Utilizando elementos de coesão, substitua os elementos repetidos quando necessário.

1. O Brasil vive uma guerra civil diária e sem trégua. No Brasil, que se orgulha da índole pacífica e hospitaleira de seu povo, a sociedade organizada ou não para esse fim promove a matança impiedosa e fria das crianças e adolescentes. Pelo menos 7 milhões de crianças e adolescentes, segundo estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), vivem nas ruas das cidades do Brasil.

 

2. Todos ficam sempre atentos quando se fala de mais um casamento de Elizabeth Taylor. Casadoura inveterada, Elizabeth Taylor está em seu oitavo casamento. Agora, diferentemente das vezes anteriores, o casamento de Elizabeth Taylor foi com um homem do povo que Elizabeth Taylor encontrou numa clínica para tratamento de alcoólatras, onde ela também estava. Com toda pompa, o casamento foi realizado na casa do cantor Michael Jackson e a imprensa ficou proibida de assistir ao casamento de Elizabeth Taylor com um homem do povo. Ninguém sabe se será o último casamento de Elizabeth Taylor.

 

3. A poesia às vezes se impõe por sua própria força. Mesmo quem nunca leu Carlos Drummond de Andrade sabe que ele é um grande poeta. Carlos Drummond de Andrade marcou não só a literatura brasileira, mas também a vida cotidiana de muitas pessoas com suas crônicas publicadas no Jornal do Brasil. A poesia de Carlos Drummond de Andrade também se preocupou com a nossa vida cotidiana. Nesses momentos a poesia de Carlos Drummond de Andrade nos faz refletir sobre sentimentos advindos de certos fatos que, ditos de outra forma, não nos teriam tocado tanto.

 

4. O Rio Mississipi, Pai de Todos os Rios, como dizem os americanos, é uma serpente caudalosa que rasga os Estados Unidos de norte a sul. Das Montanhas Rochosas aos Montes Apalaches, o rio Mississipi abastece-se de afluentes menos famosos em 31 dos cinquenta Estados americanos. O rio Mississipi tem 3800 quilômetros de extensão e irriga as terras mais férteis do planeta, na região que se convencionou chamar de meio-oeste. Planta-se milho, soja e trigo com baixos custos de adubagem e excelente produtividade, e os agricultores aceitam de bom grado as cheias periódicas do rio Mississipi, um fenômeno que se repete desde as áreas glaciais. São elas que fertilizam o solo e tornam excepcionais as colheitas.

 

5. Todas as descobertas para emagrecer sem fazer muito esforço não passam de falsas promessas. Todas? Uma nova droga ainda em testes, o Orlistat, parece fugir à regra. O Orlistat, que está sendo desenvolvido pelo laboratório Hoffmann-La Roche, funciona mesmo como uma mágica. O Orlistat provoca uma rápida redução de peso, ainda que o paciente saia do sério na dieta. Em vez de inibir o apetite ou acelerar a queima de calorias pelas células, como fazem outras drogas desenvolvidas nas últimas décadas, o Orlistat impede que a gordura caia na corrente sanguínea e se acumule na cintura e nos culotes. O Orlistat, além de promissor, promete ser uma mina de ouro para seus fabricantes dentro de alguns anos, quando provavelmente deve chegar às prateleiras das farmácias. Enquanto isso, pesquisadores tentam mapear todos os possíveis efeitos colaterais do Orlistat, que ainda não são totalmente conhecidos.

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

 > Conceito

Em todo processo de comunicação, a linguagem é expressa de acordo com uma função que se constrói a partir da ênfase em algum dos elementos da comunicação.


> Emotiva ou Expressiva

Centrada no emissor do texto, expressa sentimentos, sensações e desejos.

- Uso da primeira pessoa do singular (pronomes e verbos)

- Adjetivos e advérbios qualificadores

- Pontuação sugestiva – reticências e exclamações

- Interjeições

 

> Apelativa ou Conativa

Voltada para o receptor do texto, procura atingir o interlocutor a fim de convencê-lo.

- Verbos no modo imperativo

- Pronomes na segunda pessoa

- Pontuação impactante

- Perguntas diretas

 

> Referencial ou Informativa

Destaca o assunto do texto, apoiando-se nos referenciais e no contexto.

- Linguagem impessoal

- Vocabulário preciso e objetivo

- Imparcialidade

- Sentido denotativo

 

> Poética ou Estética

Centrada na mensagem e na forma da mensagem, busca a criatividade e a conotação para transmiti-la.

- Subjetividade

- Linguagem figurada ou conotativa

- Jogo de palavras e imagens

- Expressividade linguística

 

> Fática

Centrada no canal, promove o contato entre interlocutores para iniciar, prolongar ou verificar uma comunicação (diálogo).

- Teste do canal de comunicação

- Linguagem objetiva

- Uso de interjeições

- Perguntas diretas

 

> Metalinguística

Centrada no código, usa-se a linguagem para tratar dela própria ou de outra linguagem.

- Destaca o próprio código

- Explica a linguagem utilizada

- Esclarece elementos precisos do código


Leia a tirinha abaixo e responda as questões 1 e 2.

 


 

1. Identifique a função da linguagem explícita no terceiro quadrinho. Justifique sua resposta com dois recursos linguísticos.

2. No segundo quadrinho, a declaração da senhora revela uma função referencial. Explique essa afirmação com base em seus conhecimentos sobre funções da linguagem.

3. Identifique a função da linguagem predominante na música Eduardo e Mônica e copie um verso que justifique sua resposta.

"Eduardo e Mônica" - Legião Urbana

4. Identifique a função da linguagem predominante na música Hakuna Matata e justifique sua resposta com um verso da letra. 

 "Hakuna Matata" - O Rei Leão

5.


Agora você vê.                                                        Agora não.
                                                                                Evite acidentes. Não beba e dirija.










1. Trata-se da função emotiva. Os recursos linguísticos são o uso da interjeição “Ei!” e o do pronome em primeira pessoa “minha”. 

2. A função referencial é perceptível pelo foco no assunto abordado, transmitindo objetivamente a informação de que a citação é de um autor desconhecido. 

3. Função referencial. Evita-se o uso da primeira pessoa, a linguagem é mais objetiva e impessoal. Possibilidade de justificativa: “Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar/Ficou deitado e viu que horas eram”.

4. Função conativa, pois a música indica o que deve ou não ser feito. Exemplo: “Os seus problemas você deve esquecer”.

5. a) emotiva        b)  conativa        c) metalinguística        d) referencial

ARTIGO DE OPINIÃO II

 Deveríamos viver a vida ou capturá-la?

Um artigo recente no New York Times explora a onda explosiva de gravações de eventos feitas em smartphones, dos mais significativos aos mais triviais.

Todos são, ou querem ser, a estrela de sua própria vida, e a moda é capturar qualquer momento considerado significativo. Microestrelas do YouTube têm vídeos de selfies que se tornam virais em questão de horas, como o mais recente do jornalista Scott Welsh, gravado durante um voo da companhia aérea Jetblue Airways, em que as máscaras de oxigênio baixaram devido a um defeito mecânico. Se você se depara com a morte, por que não compartilhar seus momentos derradeiros com aqueles que você deixou?

Há um aspecto disso tudo que faz sentido; todos somos importantes, nossas vidas são importantes, e queremos que elas sejam vistas, compartilhadas, apreciadas. Mas há outro aspecto que leva a um desligamento com o momento.

Estarão as pessoas esquecendo de estar presentes no momento, espalhando seu foco ao ver a vida através de uma tela? Você deveria estar vivendo a sua vida ou vivendo-a para que os outros a vejam?

Deve-se dizer, entretanto, que isso tudo começou antes da revolução dos celulares. Algo ocorreu entre o diário privado que mantínhamos chaveado em uma gaveta e a câmera de vídeo portátil. Por exemplo, em junho de 2001, levei um grupo de alunos da universidade de Dartmouth em uma viagem para ver o eclipse total do Sol na África. A bordo havia um grupo de “tietes de eclipse”, pessoas que viajam o mundo atrás de eclipses. Quando você vir um, vai entender o porquê. Um eclipse solar total é uma experiência altamente emocionante que desperta uma conexão primitiva com a natureza, nos unindo a algo maior e realmente incrível a respeito do mundo. É algo que necessita um comprometimento total e foco de todos os sentidos. Ainda assim, ao se aproximar o momento de totalidade, o convés do navio era um mar de câmeras e tripés, enquanto dezenas de pessoas se preparavam para fotografar e filmar o evento de quatro minutos.

Em vez de se envolverem totalmente com esse espetacular fenômeno da natureza, as pessoas preferiram olhar para isso através de suas câmeras. Eu fiquei chocado. Havia fotógrafos profissionais a bordo e eles iam vender/dar as fotos que tirassem. Mas as pessoas queriam as suas fotos e vídeos de qualquer forma, mesmo se não fossem tão bons. Eu fui a outros dois eclipses, e é sempre a mesma coisa. Sem um envolvimento pessoal total. O dispositivo é o olho através do qual eles escolheram ver a realidade.

O que os celulares e as redes sociais fizeram foi tornar o arquivamento e o compartilhamento de imagens incrivelmente fáceis e eficientes. O alcance é muito mais amplo, e a gratificação (quantos “curtir” a foto ou o vídeo recebe) é quantitativa. As vidas se tornaram um evento social compartilhado.

[...]

É por isso que eu tendo a usar essas tecnologias minimamente, para mostrar imagens e gráficos ou citações significativas.

GLEISER, Marcelo. Deveríamos viver a vida ou capturá-la? Fronteiras do Pensamento, 7 out. 2014.Disponível em: <www.fronteiras.com/artigos/marcelo-gleiser-deveriamos-viver-a-vida-ou-captura-la->. Acesso em: 3 set. 2019.






1. Trata-se da função emotiva. Os recursos linguísticos são o uso da interjeição “Ei!” e o do pronome em primeira pessoa “minha”. 

2. A função referencial é perceptível pelo foco no assunto abordado, transmitindo objetivamente a informação de que a citação é de um autor desconhecido. 

3. Função referencial. Evita-se o uso da primeira pessoa, a linguagem é mais objetiva e impessoal. Possibilidade de justificativa: “Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar/Ficou deitado e viu que horas eram”.

4. Função conativa, pois a música indica o que deve ou não ser feito. Exemplo: “Os seus problemas você deve esquecer”.

5. a) emotiva        b)  conativa        c) metalinguística        d) referencial






ARTIGO DE OPINIÃO I

 A violência que vai à escola todo dia

Onde estão os responsáveis por alunos tão jovens, antes, durante e depois de eles passarem por traumas? O que fizeram para prevenir ou resolver o problema?

Quem vai a campo conhecer a realidade das escolas brasileiras ouve relatos tão assustadores quanto revoltantes. Crianças e adolescentes revelam experiências de assédio moral e sexual, agressão verbal e física, dramas psicológicos variados. Mas a frequência e a reincidência dessas práticas causam mais que assombro e indignação. Despertam uma pergunta básica: por quê?

Onde estão os responsáveis por alunos tão jovens, antes, durante e depois de eles passarem por vivências traumatizantes? O que fizeram para prevenir, enfrentar ou solucionar o problema? Elegem corretamente suas prioridades em termos de educação? Enxergam e conhecem, de fato, os alunos que passam no mínimo quatro horas por dia na escola? Enxergam e conhecem, realmente, quem está perto deles enquanto estudam, brincam, lancham, conversam?

É inegável a relevância de fatores como número de matrícula, taxa de permanência na escola, desempenho escolar, indicadores de qualidade. No entanto, esses dados estão diretamente relacionados com o ambiente físico e, sobretudo, psicológico em que meninas e meninos adquirem conhecimentos que farão diferença pelo resto de suas vidas.

Quando um vigia provoca um incêndio que leva à morte crianças e a si próprio dentro de uma escola, o episódio gera comoção nacional. Mas corre o risco de cair no esquecimento. Quem ainda ouve falar da morte de mais de uma dezena de crianças numa escola de Realengo, em 7 de abril de 2011? Um atirador disparou à queima-roupa contra professoras e estudantes, suicidando-se em seguida.

Esses são casos extremos que ganham as manchetes. Há, porém, os crimes silenciosos, que raramente têm visibilidade e, portanto, se perpetuam sem que se tente impedi-los.

Ninguém suspeita de nada? Ninguém lê nas escolas os sinais que normalmente antecedem e caracterizam as diferentes formas de violência de que são alvos tantos estudantes? Ademais, como se sabe, a educação de meninas, meninos, adolescentes e jovens extrapola o âmbito familiar e envolve uma rede que vai dos gabinetes do poder público às salas de aula, passando por pátios, cantinas, quadras esportivas, entorno escolar. Todos têm sua parcela de responsabilidade pela saúde física e mental dos milhões de estudantes que hoje frequentam as mais de 200 mil escolas de educação básica do Brasil.

Cabe lembrar que os diversos tipos de violência não se restringem às instituições públicas de ensino. Incluem as particulares. Naturalmente, a falta de recursos das famílias de baixa renda agrava o quadro, pois elas geralmente não têm como apelar para trocas de sala, de escola ou de professores ou mesmo, em casos extremos, para contratar psicólogos, advogados ou quaisquer profissionais necessários para garantir o bem-estar da criança em situação de agravo.

Tudo isso se torna ainda mais preocupante quando se observa uma espécie de complexo de avestruz, pelo qual não enxergar a gravidade da situação ou negá-la é a única resposta a um drama que afeta estudantes, professor e o próprio sistema escolar.

Chama a atenção que um país como o Brasil, com uma das taxas mais altas de violência do mundo, despreze a necessidade de se pesquisar por que esses níveis inaceitáveis de outras formas de violência atingem as escolas. É de pequenos cidadãos que estamos tratando. Merecem políticas públicas que tornem visível o problema para enfrentá-lo imediatamente.

WERTHEIN, Jorge. A violência que vai à escola todo dia. O Globo, 22 out. 2017. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/opiniao/a-violencia-que-vai-escola-todo-dia-21974928>. Acesso em: 16 jul. 2019.

NOTÍCIA

 Ibama tem nova regra de transporte de animais silvestres de estimação

O transporte de animais deve ser feito mediante autorização de transporte e pagamento de boleto. 

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis) divulgou nova regra para o transporte de animais silvestres entre estados no Brasil.

Agora, o transporte de animais deve ser feito mediante autorização de transporte e pagamento de boleto ao Ibama.

A coordenadora de Monitoramento do Uso da Fauna e Recursos Pesqueiros, Maria Isabel Soares, destaca que o Ibama considera animais silvestres de estimação aqueles comprados de criadores legalizados ou cedidos com autorização do Ibama.

Os mais comuns a serem criados são papagaios, araras, jabutis. Maria Isabel alerta que antes de ter um animal silvestre em sua tutoria, é preciso conhecer as necessidades deles que são diferentes de cães e gatos, inclusive custos. Maria Isabel ainda destaca que o aumento da fraude e do tráfico foi o que motivou essa mudança na regularização.

A punição será prisão de seis meses a 1 ano e multa de 500 a 5 mil reais.

 Disponível em: https://radios.ebc.com.br/


Questão 1

Qual é a finalidade do texto acima?

a) caracterizar os animais silvestres e destacar as suas necessidades.

b) divulgar um trabalho desenvolvido pelo IBAMA.

c) expor uma opinião sobre o tráfico de animais silvestres no Brasil.

d) informar sobre a nova regra para o transporte de animais silvestres no Brasil.

 

Questão 2

No segmento “Agora, o transporte de animais deve ser feito mediante autorização [...]”, o termo sublinhado indica:

a) uma mudança na regra sobre o transporte de animais silvestres.

b) uma crítica sobre a nova regra para o transporte de animais silvestres.

c) uma comparação entre a lei anterior e a atual sobre o transporte de animais silvestres.

d) uma conclusão a que se chegou sobre a nova regra divulgada pelo IBAMA.

 

Questão 3

Defina “animais silvestres de estimação”:

 

Questão 4

“[...] é preciso conhecer as necessidades deles [...]”. Segundo a coordenadora de Monitoramento do Uso da Fauna e Recursos Pesqueiros, é preciso conhecer as necessidades:

a) dos papagaios.

b) das araras e dos jabutis.

c) dos animais silvestres.

d) dos cães e gatos.

 

 

Questão 5

Aponte os fatos que motivaram a mudança na lei sobre o transporte de animais silvestres no Brasil: 

 

Questão 6

No segmento “O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis) [...]”, a informação entre parênteses:

a) comenta a sigla Ibama.

b) explica a sigla Ibama.

c) caracteriza a sigla Ibama.

d) complementa a sigla Ibama.

 

Questão 7

Pode-se concluir que o texto acima é do gênero notícia. Desse modo, identifique as partes que a compõem, relacionando conforme a orientação:

1. lide

2. título auxiliar

3. manchete

4. corpo da notícia

(  ) “Ibama tem nova regra de transporte de animais silvestres de estimação”.

(  ) “O transporte de animais deve ser feito mediante autorização de transporte e pagamento de boleto”.

(  ) 1º parágrafo da notícia.

(  ) Do 2º ao último parágrafo da notícia.

 

Questão 8

Com base na atual regra de transporte, o que se pode concluir sobre a regra anterior?

 

Questão 9

Imagine que você tem que transportar seu gato entre as cidades de São Paulo e Sorocaba. A lei tratada nesta notícia seria aplicada? Justifique.

 

Questão 10

De acordo com a notícia, como é possível comprar um animal silvestre de estimação? E como é possível “ganhar” um animal silvestre?

 

Questão 11

Indique, nas opções abaixo, um valor possível de multa para quem tiver um animal silvestre de estimação irregular. Em seguida, justifique sua resposta.

( 1 ) R$ 200,00                              ) R$ 2.000,00                                ( 1 ) R$ 6.000,00        

  

Questão 12

De acordo com o texto, o custo de um papagaio, comparado ao custo de um cão, pode ser:

  ) maior                              ( X ) o mesmo                           ) menor    

29 novembro 2021

CRÔNICA LITERÁRIA - ANTIAMOR

 Antiamor

 

JULIANO MARTINZ

Certo dia, você encontra o amor de sua vida. Apesar de personalidades tão diferentes, você está convencido de que é o amor verdadeiro. O final poderia ser belo e feliz. Mas você definitivamente não contava com a presença DELA…

O vírus não pensava em nada enquanto se transferia de um computador para outro. Não havia sido programado para pensar. Apenas se deslocava rumo ao cumprimento de sua missão.

O caminho era longo, mas ele se deslocava em uma velocidade absurda. Em questão de poucos minutos, suas cópias haviam se propagado para computadores em todo o planeta. Por isso, não precisou de muitos segundos para deixar um servidor na Flórida e entrar em um computador no Brasil.

E ali estava ele, em um dispositivo qualquer. Seu objetivo era simplesmente transformar arquivos executáveis .EXE em imagens .PNG. Um trabalho simples e rápido. Com os executáveis renomeados, o sistema travaria. Após a reinicialização, seria impossível carregar o sistema operacional.

Com o computador enviado para a manutenção, não haveria alternativa: o computador seria formatado – em outras palavras, o vírus seria extinto, dando adeus à sua intensa e breve vida byteana.

Mas, afinal, o que ele poderia fazer? O vírus não tinha escolhas. Não fora programado para desenvolver estratégias de sobrevivência. Não poderia assinar um acordo de paz com o dispositivo infectado. Precisava cumprir sua missão, ainda que suicida.

Portanto, partiu para sua sina. Seu primeiro alvo eram os arquivos de execução da webcam. Por isso, quase que acidentalmente, acessou a câmera do computador. Foi quando se deparou com o rosto do usuário. Na verdade, era uma jovem. Dois olhos irradiavam uma intensidade que fervilharam os códigos binários do vírus. A jovem olhava fixamente para a tela do dispositivo. Parecia olhar para ele. Parecia querer transmitir-lhe um sinal. Eventualmente, ela sorria. Um sorriso doce, gentil e suave; ao mesmo tempo, arrebatador e transdérmico.

O vírus observou-a longamente. Não fora programado para ter sentimentos. Mas algo acontecia. Subitamente, suas variáveis adquiriam autoconsciência. As constantes pulsavam um estranho sentimento. Ele ouvia o algoritmo pulsando um tum-tum-tum em seu peito, como se não fosse possível contê-lo.

E foi no exato instante em que o amor rompia operadores, laços e condicionais que ele ouviu um terrível grito. Um ensurdecedor e famigerado grito de guerra, vindo do mais sádico dos seus inimigos, ecoando por todo aquele ambiente:

“As definições de vírus foram atualizadas”

Antes que ele pudesse oferecer a jovem seu coração, antes que pudesse declarar-lhe seu amor nascido em pureza byteana, ele sentiu garras furiosas e impiedosas fincando e rompendo seu corpo.

Os dois olhos reluzentes da linda jovem foi a última visão que o vírus teve, antes que fosse arrastado para a eternidade do limbo da solidão, um abismo frio e escuro chamado Quarentena.

  

https://corrosiva.com.br/cronicas/antiamor/

- Crônica literária -

* narrativa ficcional com traços muito fortes de realidade

* narrativa curta, na maioria das vezes

* fatos vinculados a uma ordem cronológica (narração)

*traz acontecimentos do dia a dia faz uma análise (indireta) da sociedade

* possui poucos personagens

* veiculada em jornais e revistas

* linguagem coloquial

* expressa emoções de forma mais intensa






MAP (4) - OS ARGONAUTAS