01 novembro 2026

5 CURIOSIDADES SOBRE O MONSTRO DE FRANKENSTEIN

Foi há precisamente 200 anos que Mary Shelley deu a conhecer ao mundo o aterrador monstro de Frankenstein. O que você sabe sobre ele?

 

Nasceu de um desafio

Foi no verão de 1816, na cidade de Genebra, na Suíça, que um grupo de amigos reunido numa casa se desafiou a criar histórias assustadoras para passar o tempo. Do grupo fazia parte Mary Shelley, com apenas 18 anos, que trabalhou a macabra ideia de um cientista, Victor Frankenstein, gerar vida através de partes distintas de vários cadáveres, apenas para posteriormente abandonar a sua criação, repugnado com o resultado.

         Intitulou o romance resultante de Frankenstein ou o Prometeu Moderno e publicou-o anonimamente em 1818. Curiosamente, foi neste mesmo desafio que John William Polidori, outro dos participantes, criou o conto The Vampyre, precursor de Drácula e de toda a literatura de vampiros.

 


Um monstro sem nome

Embora o monstro seja popularmente conhecido como Frankenstein, Mary Shelley não lhe atribui qualquer nome no romance. Não o descreve sequer como “monstro”. Na história, Victor Frankenstein refere-se a ele com designações tão simpáticas como “demônio”, “ogro” ou “coisa”, mas nunca “monstro”. A criatura alega, a certa altura, que devia ser Adão, aludindo ao primeiro homem de acordo com a Bíblia, mas que é antes um anjo caído.

 

Verde ou amarelo?

         Quando pensa no monstro de Frankenstein é provável que imagine uma criatura verde com o rosto quadrado e parafusos nas têmporas. No entanto, a descrição de Mary Shelley é a de um ser com a pele amarelada, cabelos longos de um negro brilhante, dentes proeminentes e estatura elevada – cerca de 2,5 metros.

         Foi o ator Boris Karloff quem popularizou a imagem que tão bem conhecemos do monstro nos três filmes de terror clássicos que protagonizou na década de 1930. Quando Robert De Niro o encarnou, em 1994, adotou uma aparência mais próxima da fonte original.



O apetite pela leitura

         Outro dos mitos popularizados acerca do monstro de Frankenstein é que este é um ser irracional e incapaz de se expressar. No livro, o monstro não apenas se revela, a certo ponto, perfeitamente capaz de verbalizar as suas ideias, como se entretém a ler as obras Paraíso Perdido (John Milton), Vidas Paralelas (Plutarco) e A Paixão do Jovem Werther (Goethe).

 

Frankenstein, a autobiografia?

         Por estranho que pareça, é possível encontrar alguns paralelismos entre Mary Shelley e a criatura do seu clássico de terror. Cresceram ambos sem mãe, tendo a de Mary morrido apenas dez dias após o seu nascimento devido a complicações pós-parto. E foram ambos abandonados pelo pai – o de Mary virou-lhe as costas quando ela se envolveu com o futuro marido, Percy Shelley. O livro explora ainda alguns dos temas que mais atormentavam Mary: inadaptação, isolamento e perda.

 

 



 Adaptado de: https://www.fnac.pt/5-Curiosidades-sobre-o-monstro-de-Frankenstein/cp2040/w-4

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Foi há precisamente 200 anos que Mary Shelley deu a conhecer ao mundo o aterrador monstro de Frankenstein. O que você sabe sobre ele?   ...