08 agosto 2026

PIDGIN E CRIOULO

 O que acontece quando duas línguas entram em contato?

 

Quando povos de línguas diferentes convivem intensamente, surgem:

- empréstimos linguísticos;

- adaptações;

- variedades de contato;

- e, em alguns casos, pidgins e crioulos.

 

Vamos então entender o que é um pidgin e uma língua crioula.

O QUE É UM PIDGIN?

Pidgin é uma variedade de contato criada para comunicação prática entre grupos sem língua em comum.

 

Características dos pidgins:

- vocabulário reduzido;

- gramática simplificada;

- comunicação funcional;

- não é uma língua materna inicialmente

 

Contextos em que surgem:

- comércio;

- colonização;

- migração.

 

Mas então como nasce uma língua crioula?

Quando crianças passam a aprender um pidgin como língua materna, surge uma língua crioula.

 

Assim nasce uma nova língua e diferente do pidgin, o crioulo:

- amplia o vocabulário;

- desenvolve gramática complexa;

- ganha estabilidade;

- torna-se língua da comunidade.

 

Ou seja, o crioulo não é “português errado”, nem “francês errado”, é uma língua completa.

 

Exemplos reais de línguas crioulas:

- Crioulo haitiano: base lexical francesa. Exemplo: Bonjou = “Bom dia”;

- Crioulo cabo-verdiano: base lexical portuguesa. Exemplo: N ka sabe = “Eu não sei”;

- Crioulo guineense: base lexical portuguesa. Exemplo: N tene dus mangu = “Eu tenho duas mangas”.

 

Uma língua influencia a outra, mas isso não cria automaticamente uma nova língua.

O português, assim como outras línguas do mundo, recebe influência do inglês, considerada por muitos, uma língua global, mas isso não significa que surgem novas línguas dessa influência!

Para surgir uma língua crioula, são necessárias:

- condições sociais específicas;

- contato intenso;

- formação comunitária;

- transmissão entre gerações.

 

RESUMINDO:

- Línguas estão sempre mudando;

- Contato linguístico acontece o tempo todo;

- “Criar uma nova língua é um processo social e histórico complexo;

- Pidgins e crioulos mostram como seres humanos constroem comunicação mesmo em situações extremas.

 

FONTE: https://www.instagram.com/p/DZYPvjJDq2z/?img_index=1&igsh=MW0xb2dvenJ4bG9pdA%3D%3D






05 agosto 2026

OLYMPICS QUIZ

 1. This word starts with a "G." It is the name of the country where the Olympic Games began in ancient times. What is it?

2. This word starts with an "E." It is the name of the continent where the Olympics take place this year. What is this word?

3. This word starts with a "T." It is an object that carries a flame. What is it?

4. This word starts with an "S." It is a large building in which many sports events are held. What is it called?

5. This word starts with an "S." It is a hot season of the year in which some Olympic Games are held. What is it?

6. This word starts with a "W." It is a cold season of the year in which some Olympic Games are held. What is it?

7. This word starts with an "F." It is the number of rings in the Olympics flag. What is it?

8. This word starts with an "M." It is an award given to the top three people in each event in the Olympics. What is one of these called?  

9. This word starts with a "G." It is a precious metal. The top athlete in each event receives an object coated with this metal. What is this metal?

10. This word starts with an "S." It is a valuable metal. The second-best athlete in each event receives an object coated with this metal. What is this metal?

11. This word starts with a "B." It is a metal alloy (a mixture of other metals). The third-best athlete in each event receives an object coated with this metal. What is this metal?

12. This word starts with a "V." It is a team sport that involves serving, attacking, passing and blocking. What is it called?





02 agosto 2026

POÈME LIBERTÉ

 

Sur mes cahiers d’écolier

Sur mon pupitre et les arbres

Sur le sable de neige

J’écris ton nom

 

Sur toutes les pages lues

Sur toutes les pages blanches

Pierre sang papier ou cendre

J’écris ton nom

 

Sur les images dorées

Sur les armes des guerriers

Sur la couronne des rois

J’écris ton nom

 

Sur la jungle et le désert

Sur les nids sur les genêts

Sur l’écho de mon enfance

J’écris ton nom

 

Sur les merveilles des nuits

Sur le pain blanc des journées

Sur les saisons fiancées

J’écris ton nom

 

Sur tous mes chiffons d’azur

Sur l’étang soleil moisi

Sur le lac lune vivante

J’écris ton nom

 

Sur les champs sur l’horizon

Sur les ailes des oiseaux

Et sur le moulin des ombres

J’écris ton nom

 

Sur chaque bouffées d’aurore

Sur la mer sur les bateaux

Sur la montagne démente

J’écris ton nom

 

Sur la mousse des nuages

Sur les sueurs de l’orage

Sur la pluie épaisse et fade

J’écris ton nom

 

Sur les formes scintillantes

Sur les cloches des couleurs

Sur la vérité physique

J’écris ton nom

 

Sur les sentiers éveillés

Sur les routes déployées

Sur les places qui débordent

J’écris ton nom

 

Sur la lampe qui s’allume

Sur la lampe qui s’éteint

Sur mes raisons réunies

J’écris ton nom

 

Sur le fruit coupé en deux

Du miroir et de ma chambre

Sur mon lit coquille vide

J’écris ton nom

 

Sur mon chien gourmand et tendre

Sur ses oreilles dressées

Sur sa patte maladroite

J’écris ton nom

 

Sur le tremplin de ma porte

Sur les objets familiers

Sur le flot du feu béni

J’écris ton nom

 

Sur toute chair accordée

Sur le front de mes amis

Sur chaque main qui se tend

J’écris ton nom

 

Sur la vitre des surprises

Sur les lèvres attendries

Bien au-dessus du silence

J’écris ton nom

 

Sur mes refuges détruits

Sur mes phares écroulés

Sur les murs de mon ennui

J’écris ton nom

 

Sur l’absence sans désir

Sur la solitude nue

Sur les marches de la mort

J’écris ton nom

 

Sur la santé revenue

Sur le risque disparu

Sur l’espoir sans souvenir

J’écris ton nom

 

Et par le pouvoir d’un mot

Je recommence ma vie

Je suis né pour te connaître

Pour te nommer

 

Liberté

 

(Continua)

 

Paul Éluard

Tradução de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira

——————————–

 

 

Liberdade

 

Nos meus cadernos de escola

Nesta carteira nas árvores

Nas areias e na neve

Escrevo teu nome

 

Em toda página lida

Em toda página branca

Pedra sangue papel cinza

Escrevo teu nome

 

Nas imagens redouradas

Na armadura dos guerreiros

E na coroa dos reis

Escrevo teu nome

 

Nas selvas e no deserto

Nos ninhos e nas giestas

No céu da minha infância

Escrevo teu nome

 

Nas maravilhas das noites

No pão branco da alvorada

Nas estações enlaçadas

Escrevo teu nome

 

Nos meus farrapos de azul

No tanque sol que mofou

No lago lua vivendo

Escrevo teu nome

 

Nas campinas do horizonte

Nas asas dos passarinhos

E no moinho das sombras

Escrevo teu nome

 

Em cada sopro de aurora

Na água do mar nos navios

Na serrania demente

Escrevo teu nome

 

Até na espuma das nuvens

No suor das tempestades

Na chuva insípida e espessa

Escrevo teu nome

 

Nas formas resplandecentes

Nos sinos das sete cores

E na física verdade

Escrevo teu nome

 

Nas veredas acordadas

E nos caminhos abertos

Nas praças que regurgitam

Escrevo teu nome

 

Na lâmpada que se acende

Na lâmpada que se apaga

Em minhas casas reunidas

Escrevo teu nome

 

No fruto partido em dois

De meu espelho e meu quarto

Na cama concha vazia

Escrevo teu nome

 

Em meu cão guloso e meigo

Em suas orelhas fitas

Em sua pata canhestra

Escrevo teu nome

 

No trampolim desta porta

Nos objetos familiares

Na língua do fogo puro

Escrevo teu nome

 

Em toda carne possuída

Na fronte de meus amigos

Em cada mão que se estende

Escrevo teu nome

 

Na vidraça das surpresas

Nos lábios que estão atentos

Bem acima do silêncio

Escrevo teu nome

 

Em meus refúgios destruídos

Em meus faróis desabados

Nas paredes do meu tédio

Escrevo teu nome

 

Na ausência sem mais desejos

Na solidão despojada

E nas escadas da morte

Escrevo teu nome

 

Na saúde recobrada

No perigo dissipado

Na esperança sem memórias

Escrevo teu nome

 

E ao poder de uma palavra

Recomeço minha vida

Nasci pra te conhecer

E te chamar

 

Liberdade

 

Paul Éluard

Tradução de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira

 

 

 


VIDA EM BRANCO

  Vida em Branco Zélia Duncan   Você não precisa de artistas? Então me devolve os momentos bons. Os versos roubados de nós. As c...