07 janeiro 2023
26 dezembro 2022
UMA VOLTA NO TEMPO
DANUZA LEÃO
Teria ele se casado? Se lembraria de mim? Tive vontade de correr
para ele, mas e a coragem?
Quem diria que anos depois – muitos anos depois – íamos
nos cruzar numa rua de Paris.
Foi absolutamente inesperado; eu ia andando, ele vinha de
outra rua, e quase nos esbarramos, o que felizmente não aconteceu. Apesar do
passar do tempo, nem por um minuto duvidei de que fosse ele. Quando nos
conhecemos, ele devia ter uns 30 anos, mais uns 20 tinham se passado e ele
estava mais bonito do que havia sido. Os cabelos um pouco grisalhos, os traços
mais firmes, de homem, e o corpo, o mesmo. Ah, que boa história foi aquela.
Não foi um caso de paixão, mas sim de amor, amor
romântico. Terá durado um mês, dois? A verdade é que naquele tempo uma viagem a
Paris tinha que ter, obrigatoriamente, um namoro. Nos víamos todos os dias e,
quando o revi, lembrei do fim de semana que passamos em Deauville em pleno
outono, as florestas que percorremos com as árvores em tons que iam do amarelo
ao vermelho, passando por todos os tons de castanho, que lindas lembranças.
Depois a volta, já com os dias contados para eu voltar.
Não se falava disso, claro, e houve a penúltima noite, e
a última, e nos separamos sabendo que seria para sempre; calados, pois não
havia nada a dizer, nem planos a fazer. Apenas sofremos, de mãos dadas e sem
coragem de nos olhar. O tempo passou e a lembrança ficou.
Mas nunca me esqueci dele; não totalmente. Dos passeios
no Luxembourg, dos cafés onde nos sentávamos durante horas contando nossas
vidas, falando do passado, mas sem ousar falar de futuro, pois o futuro para
nós era fora de questão. Foi um amor lindo, inesquecível, e nunca mais nos
vimos nem nos escrevemos, nada. E ali estava ele, a dois passos de mim.
Teria ele se casado? Continuaria só? Se lembraria de mim,
pelo menos às vezes? Tive vontade de correr para ele, mas e a coragem? Lembrei
da música de Chico que diz que é desconcertante rever um grande amor. E como é.
Vi quando entrou num edifício e fiquei por ali,
disfarçando, esperando que ele saísse, o que aconteceu uma meia hora depois.
Durante esse tempo meu coração bateu loucamente, e eu pensava: falo com ele ou
não? E se ele me der um olhar gelado? Afinal, tantos anos depois, tantas coisas
devem ter acontecido em sua vida. Quando ele enfim saiu, ainda o segui por uns
minutos, mas pensei: calma, Danuza, o que passou, passou. Não para todos, não
para mim, mas coração de homem é diferente.
Ele parou na rua, fez sinal para um taxi. Era agora ou
nunca, e foi nunca. Tive medo de que ele me tratasse friamente, como uma amiga,
ou demorasse a me reconhecer.
Ou pior, que não me reconhecesse.
Esse encontro aconteceu há uns 15 anos ou até mais. Nunca
mais nos cruzamos, e a vida seguiu, como costuma seguir, e escrevi esse
registro aí em cima para nada, apenas um hábito que tenho.
Na última vez em que estive em Paris, comprei, como faço
sempre, as revistas locais, inclusive a Paris Match, onde ele trabalhava. E,
folheando a revista, vi um texto com uma pequena foto dele – que custei a reconhecer
–, e o título: So Long, Bernard. Era
uma despedida da revista onde ele trabalhou a vida toda.
Eu podia ter falado com ele, devia ter falado com ele. Ou
não? Que mania, essa, de não aceitar que as coisas se acabem completamente, por
que isso? E tenho pensado nele, muito mais do que quando nos separamos séculos
atrás.
São tantas as perguntas, e tão poucas as respostas.
1. a)
PC b) PS c) PC d)
PC e) PC f) PC g) PS
h) PS i) PC j) PC k)
PC l) PC m) PC
2. a)
adversativa b) adversativa c) adversativa d) conclusiva
e)
explicativa f)
aditiva g) conclusiva h) explicativa
3. (sugestões)
a)
porque, já que, pois b) logo,
então, portanto, por isso c)
logo, então, portanto, por isso d) porém, mas, todavia, entretanto e) Ou...ou f) logo, então, assim por isso g)
porém, mas, porém, entretanto h)
porque, já que, que i) Ou...ou j)
porque, já que, que
WHAT'S IN A NAME?
Russians use a patriarchal name as a middle name. They take the first
name of their father and add a suffix. If it’s a boy, they add ovich or (e)vich, which means “son of”. If it’s a girl, they add ovna or evna, which means “daughter of”. So, for example, the complete name
of Anastasia Romanov, daughter of Czar Nikolai II, was Anastasia Nikolaievna
Romanov.
Note:
If the father’s name ends in a vowel, (e)vich or evna is added.
If the father’s name ends in a consonant, ovich or ovna is added.
- Try finding out the middle names of the people below.
|
NAME |
FATHER’S NAME |
FULL NAME |
|
Anastasia Romanov |
Nikolai |
Anastasia
Nokolaievna Romanov |
|
Valentina Tereshkova (firt woman in space) |
Vladimir |
|
|
Mikhail
Gorbachev (former president) |
Sergey |
|
|
Fyodor Dostoevsky (writer) |
Mikhail |
|
|
Rudolph Nureyev (dancer) |
Hamet |
|
A royal mystery – The story
In 1918, after the Bolshevik revolution, Nikolai II and all his family were executed in the basement of a building in Ekateringburg, Russia. The remains of the family were buried at an unknown place about 20 km outside the city and were officially recovered only in 1991 after the perestroika. There was a problem though. They should have been eleven bodies, but only nine were found. Forensic specialists determined that the two missing bodies were those of the youngest Romanov children, Alexei and Anastasia. So Anastasia actually might have escaped the execution. But did she?
Over a sixty-two-year period, a woman better known as Anna Anderson,
attempted to prove her identity as Anastasia. She lost three cases, and most
members of the remaining Romanov family considered her an impostor. Her life
inspired four films, a play, a musical and several books. Anna died in 1984,
but her story is so passionate that even today there are people who believe her
to be Anastasia. No matter who she really was, one thing is for sure: Anna
Anderson truly believed that she was Anastasia Romanov.
The evidence
In 1994, a new fact came to give light to the
mystery. Listen to the interview and find out:
1. If Anna Anderson really was Anastasia
2. How it was proved.
3. As many facts as possible:
a) in favor of Anna
b) against Anna
IN BLUE
Choose the correct sentences according to the texts.
A wealthy man had a blue beard. He was extremely ugly and women would run away from him. He had been married several times before, but nobody knew what had happened to the wives. Eventually, Bluebeard managed to win the heart of one of his neighbors’ daughters. After they got married, they went to live in one of his vast houses. Telling his wife he had business to attend to in the country, Bluebeard added he would be gone for several days. Thus, he entrusted her with the keys to all of the rooms in the house. But he warned she was free to unlock any of the doors, but one. She agreed to that and waved him off.
Curiosity soon got her and then she risked a peek
in the forbidden chamber. As she unlocked the door, she found that the floor
was clotted with blood from the bodies of dead women Bluebeard kept there.
Having discovered the fate of Bluebeard’s previous wives, she got the door
closed and returned the key to its right place.
Unfortunately, the key was now stained with blood, and
the more she tried to clean it, the dirtier it got. Bluebeard suddenly returns,
discovers the bloody key, and threatens to kill his wife, but her brothers
arrive at the girl’s rescue, killing Bluebeard.
1. The underlined words can be substituted by:
( ) gave responsibility -
brief look
( ) hid - piece
2. The key to the secret room was, somewhat:
( ) smaller than
the door lock.
( ) impossible to be
cleaned.
3. According to the text, it is possible to infer that:
( ) Bluebeard
didn’t mean to kill his wife.
( ) the wife
would have the same fate as the others.
It’s all blue. In every direction, there’s just more
blue. Dark, light, vibrant, dull… all shades of blue. that’s exactly what draws
visitors’ attention when visiting Chefchaouen for the first time. And once you
are there, it makes you feel like you’re in a magical frozen or underwater
world. As the light shifts throughout the day, the blue glow changes and you
can look at the alleys afresh. The city has a welcoming aura, different from
the larger cities of Morocco like Fez or Marrakech: the streets aren’t large
nor full of shops, and the crowd isn’t thick either. Chefchaouen has been a
favorite stop along the Morocco tourist trail for decades, for it provides a
relaxing break where the lack of sights is part of the charm. In the town, one
can spend a day wandering and trying to find new angles of blue up and down
stairs or through small winding passageways. The main square has open-air cafes
and restaurants where there’s no rush to move on. Chefchaouen is surrounded by
a mountainous nature with trails leading off to one-day hikes. Unfortunately,
it’s cold and wet for all of my time: the blue sky is usually blocked by a
constant gray blanket.
4. After reading the text, it is not possible to
discover:
( ) what the
best activities to do around Chefchaouen are.
( ) why the whole
city is painted blue.
5. Compared to other cities in Morocco, Chefchaouen has
got:
( ) the same tour
attractions.
( ) lots of
advantages.
6. Something inconvenient about visiting Chefchaouen is:
( ) the weather.
( ) the streets.
LANGUAGE SNIPPET
- Observe the information based on the second text:
- Fill in the box that follows with characteristics (adjectives) in their corresponding places.
- Write
a paragraph in which you describe any of the elements below. Remember to use
more than one adjective to describe the same element, according to the
preceding box. You can do some quick research on the internet to give further
detail to whatever you choose to talk about. Next, pair up with a friend and exchange your pieces of writing and try to
point out possible mistakes to be corrected before you read your text to your
teacher.
APRESENTAÇÕES EM POWERPOINT
A
gramática do PowerPoint
Dicas
para criar apresentações com a ferramenta que está moldando a linguagem de
executivos e acadêmicos
Edgard
Murano
O
popular PowerPoint - programa de computador utilizado para criar apresentações
que resumem palavras, imagens e sons em slides [“lâminas”, em inglês] - já
virou parte não só do imaginário de empresas como também conquistou espaço em
universidades e escolas. O aplicativo pertence a um popular pacote de ferramentas
virtuais, atualmente usado por mais de 500 milhões de pessoas no mundo todo,
segundo dados de sua criadora Microsoft, sendo que metade da população adulta
norte-americana faz uso dele frequentemente.
Bem
antes do avanço da informática, apresentações por meio de transparências e
slides fotográficos já eram usadas em larga escala. Mas o uso do PowerPoint
está tão arraigado no mercado de trabalho que não se pode falar nele e deixar
de lado o discurso corporativo do qual faz parte, com sua tendência à
hierarquização e à sistematização de conceitos e ideias.
Em
algumas empresas, os conteúdos de palestras, relatórios e atas de reunião,
entre outros tipos de documentos, passaram a ser elaborados seguindo uma lógica
“powerpointiana”, cuja relação com o usuário difere de outras ferramentas
informáticas de texto por restringir o número de palavras em cada tela.
Tal
lógica baseia-se em frases enxutas e conceitos resumidos a palavras-chave,
exibidos de forma sequencial e agrupados em tópicos, e parte do pressuposto que
o orador dará explicações complementares ao que foi exposto.
Didático
Ao
agregar recursos como sons, cores e imagens ao verbo, a ferramenta torna a
apresentação mais atraente ao público, o qual pode perder o interesse se lhe
for oferecido só o que está na tela, sem nenhuma outra informação adicional.
Por isso, muitos profissionais ainda escorregam na hora de montar apresentações
em PowerPoint que sejam ágeis e dinâmicas, subestimando a inteligência de seus
ouvintes.
-
O PowerPoint auxilia na apresentação desde que seja bem utilizado. Muitos
profissionais colocam informação em excesso nos slides, e não há sincronia
entre o que falam e o que está sendo mostrado na tela. Já outros o utilizam por
insegurança, com medo de esquecer do que vão falar, e acabam exagerando na
quantidade de informação. O programa deve ser usado para destacar os pontos
mais importantes, com pouco texto, e deve facilitar o acompanhamento, já que,
além de ouvir, ver a palavra facilita a memorização - afirma Ana Cláudia Moreira,
professora de língua portuguesa da Faculdade de Informática e Administração
Paulista (Fiap).
Para
Ana Cláudia, alunos e professores estão aos poucos descobrindo as
possibilidades oferecidas pelo aplicativo, embora o preço elevado de
retroprojetores e telões ainda dificulte a adesão pelas escolas. O programa,
afirma a professora, faz com que quem dele se utiliza estimule a própria
capacidade de síntese, exercitando concisão e objetividade, e tenha atenção
redobrada pelo padrão do idioma, já que o manejo atropelado da língua se torna,
durante uma apresentação, algo que “salta aos olhos” - e o menor deslize
compromete a imagem do usuário.
Mas
a professora da Fiap adverte que a banalização da ferramenta em escolas pode
ser nociva ao ensino se desestimular os estudantes a fazerem anotações em aula.
-
A gente acaba acostumando mal os alunos. Quando havia só giz e lousa, as
crianças escreviam mais. Hoje, os alunos estão acomodados. O professor passa o
PowerPoint e depois passa para os alunos o arquivo. Há uma cobrança deles pelo
arquivo, e aí deixam de escrever e anotar - diz Ana Cláudia.
Estragos
Uma
tecnologia não é benéfica ou nociva em si: terá o efeito que seu usuário
pretender, a partir das possibilidades que ela oferece. Segundo Ricardo Macedo,
coordenador do curso de publicidade e propaganda da Universidade Positivo, em
Curitiba (PR), o uso do PowerPoint em sala de aula vai muito além de uma
apresentação ou de tópicos em uma determinada sequência, e aconselha que a
ferramenta seja usada com moderação.
-
É uma ferramenta que complementa a educação, como um quadro-negro, um
retroprojetor ou um livro ao alcance de um bom educador. Mas um professor que
baseia suas aulas só nessa ferramenta comete um grave erro. É como comer um só
tipo de alimento, por mais que possa ser bom, não nutre por completo - afirma
Macedo.
Mau uso
O
mau uso do PowerPoint pode causar estragos, garante o jornalista Clive
Thompson, do jornal The New York Times. Em 14 de dezembro de 2003,
Thompson demonstrou que a Nasa “confiou demais” num relatório confuso e
simplista, exibido por projeção de um arquivo escrito em PowerPoint, de
prevenção de danos ao ônibus espacial Columbia. A nave tripulada por sete
astronautas terminou por se desintegrar em sua reentrada na atmosfera da Terra,
em fevereiro daquele ano. Mas a apresentação feita por engenheiros de segurança
da Nasa sobre os riscos da aventura teria sido tão enganosamente sintética que
omitiu detalhes vitais a uma avaliação precisa do voo de retorno. A comissão
que investigou o acidente com a aeronave relatou que era difícil imaginar, a
partir daquele documento, que se tratava de uma missão na qual vidas estavam em
jogo.
À
época, o aplicativo ganhou opositores nos EUA, entre eles Edward Tufte,
professor de ciência política e design da informação da Universidade de Yale.
No artigo PowerPoint is Evil (PowerPoint é mau), numa edição da revista Wired
de 2003, Tufte sugere que o programa de slides pode auxiliar oradores em suas
falas, mas que a conveniência de usá-lo pode ser penosa para o conteúdo e,
principalmente, para a plateia.
“A
apresentação padrão do PowerPoint privilegia a forma sobre o conteúdo, e se
trai pela postura mercantil que transforma tudo em índices de venda”, escreveu
Tufte.
Moderação
Na
vida de um executivo, as reuniões podem ser o ponto alto de um projeto, uma
oportunidade de tirá-lo do papel e torná-lo realidade. Segundo Ricardo Macedo,
as pessoas que participam de uma reunião devem ser conduzidas por uma lógica
argumentativa antes de tomarem partido ou não de uma ideia, e é nesse ponto que
o PowerPoint pode ajudá-las, caso seja estruturado de maneira convincente.
-
É comum em reuniões de empresas uma sessão de PowerPoint. É preciso cuidado,
pois a ferramenta pode “enfeitar” mais do que fazer uma boa comunicação. Na comunicação
visual, o principal é a comunicação, o visual deve ser apenas um facilitador,
mas o que vemos em muitos casos são aberrações cromáticas, imagens
estrambóticas, letras esdrúxulas que criam grandes ruídos na mensagem. Quanto
mais limpa e objetiva a apresentação, melhor - afirma o coordenador, para quem
doses cavalares de efeitos, sons, imagens e outras “frescuras digitais” podem
pôr a perder uma boa apresentação.
Macedo
cita como exemplo de exagero a simulação de aplausos no final de uma apresentação,
o que pode ser sinal de arrogância ou até mesmo um atestado de mau gosto da
parte de quem criou a apresentação. Para ele, é aconselhável parcimônia na
quantidade de informações veiculadas de modo que as pessoas não se sintam
pressionadas a raciocinar depressa.
Desafios
O
uso e a democratização do computador, na opinião da professora de linguística
do Mackenzie Elisa Guimarães, geraram uma série de novos desafios para os
linguistas. A possibilidade oferecida pelo PowerPoint, de relacionar imagens,
sons, textos e vídeos, representa um valioso instrumento para o processo de
comunicação interpessoal. Porém, para contextualizar considerações de cunho
linguístico sobre a ferramenta, Elisa propõe que se pense a ciência como um
amplo campo de investigação da linguagem ou, mais especificamente, da interface
linguística na computação, da qual o PowerPoint certamente é um dos produtos
mais populares.
Segundo
ela, os recursos não verbais disponíveis no PowerPoint constroem um texto
sincrético, uma fusão de elementos audiovisuais, feitos “muito mais para ver do
que para ler”. Esses recursos que criam a realidade, como fotos, vídeos e
áudios, produzem efeitos de sentido e de aproximação entre o leitor e o objeto.
Projetam no texto o que Elisa considera um simulacro [reprodução grosseira] de
uma dada situação, pois “jogam o leitor para dentro dessa situação”.
Disciplina mental
Para
o engenheiro e semioticista Abel Reis, da Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo (PUC-SP), os recursos e modelos (templates) da ferramenta requerem
disciplina mental.
-
O PowerPoint não favorece o uso particularmente rico e diversificado da língua.
Porém, ao induzir a expressão esquemática de ideias e conceitos, pode trazer o
benefício da clareza e da simplicidade - afirma.
Abel
Reis defende, em artigos como A Interface Cultural do PowerPoint,
que “como toda abordagem disciplinadora, [o PowerPoint] traz consigo opções de
caráter ideológico, ou seja, certos pressupostos que configuram um espaço de possibilidades
para a ação e expressão de ideias”.
Desse
modo, a ferramenta deve ser encarada apenas como um apoio, responsável por
facilitar a memorização do que foi dito e servir de guia à audiência. Ela não
se presta a longas narrativas ou à apresentação de grandiosos volumes de
informação, sendo adequada à construção de documentos ou bases de dados a ser
exploradas de forma livre e não linear.
Além
disso, cabe ao orador, seja ele um executivo ou um professor, conduzir o
raciocínio até chegar à conclusão, deixando detalhes mais apurados, por sua
vez, para outros formatos de documentos, como relatórios, projetos ou teses.
Apresentação
passo a passo
Dicas para se sair bem em exposições usando o PowerPoint, segundo Mara Aparecida Bertoni, do Senac-SP
Ao criar os slides
_
Busque conhecer o público e suas expectativas antes de preparar os slides.
_ Fuja
de apresentações padronizadas. Não é porque funcionaram para a empresa A que irão
necessariamente funcionar para a empresa B.
_
Estude e conheça profundamente o assunto/produto a ser abordado.
_ Faça
um esboço sobre o tema.
_ O PowerPoint deve ser visto como um suporte para o palestrante ou orador. Não deve ser usado como escudo perante o público.
Clareza e visibilidade
_ O
tamanho aconselhável da fonte (tipo de letra) a ser usada numa apresentação em
PowerPoint é 30.
_ Com
um tamanho de letra menor do que esse, seu texto pode não ser visto pela pessoa
que está sentada na última cadeira de um auditório.
_ Não
escreva muito. Empregue palavras-chave para expressar uma frase: de
preferência, seis linhas por slide com seis palavras em cada linha.
_ Além
do tamanho, é preciso cuidado com o tipo de fonte a ser utilizada, que deve ser
fácil de ler
_ A cor
do plano de fundo de cada um dos slides deve facilitar a leitura do que está
sendo apresentado.
_ As
imagens e gráficos devem ser nítidos.
_ Evite
determinadas armadilhas que atrapalham a nitidez de um slide: cores claras
devem ser usadas para conteúdos leves, alegres; cores escuras ajudam a
demonstrar seriedade.
_
Efeitos especiais devem ser usados somente para chamar a atenção para determinado
item, não podem simplesmente distrair o público.
_
Lembre-se de que imagens servem para informar e não enfeitar a apresentação.
_
Busque cenas condizentes com o tema.
Objetividade
_ Dez slides
é o aconselhável para apresentar um tema;
_ Caso
se veja obrigado a ultrapassar essa quantidade, divida tudo em blocos.
_ Para
melhor entendimento, abrir espaço para jogos de interação pode quebrar a
monotonia.
_
Apresentações muito longas podem ser desinteressantes, além de não absorvidas
pelo público: 20 minutos é o suficiente para “vender seu peixe”.
_
Calcule o tempo que irá falar; 5 slides = 5 minutos; 20 slides = 20 minutos.
Pontualidade e organização
_ Não
chegue atrasado ou em cima da hora, e se isso acontecer, comece logo a
apresentação.
_
Comece e termine no horário, sempre administrando o tempo.
_
Informe e defina logo no início o objetivo da apresentação; o tempo que será
utilizado; os possíveis intervalos e, principalmente, se haverá tempo, no final
da apresentação, para responder a eventuais dúvidas.
_
Mantenha, por cautela, um plano B ao PowerPoint. Problemas acontecem e o
computador ou projetor pode falhar na hora agá. Mantenha uma versão da palestra
impressa sempre à mão.
Cuidados com a fala
_ É
importante falar de maneira clara e articulada, tomando cuidado com o uso de
gírias.
_ Evite
simplesmente ler a tela ou as fichas. A plateia está ali para ver e ouvir o que
você tem a dizer. Cuidado para não dar as costas para o público: pega mal e
diminui a sua credibilidade
_ A voz
também é uma ferramenta: procure dar entonação à sua fala para não aborrecer o
público.
_ Cuidado ao gesticular demais, mas também não fique parado como uma estátua.
Quando não tiver mais o que dizer, pare.
IN:
Revista Língua Portuguesa, n° 42 / abril 2009
MEETING THE MOTHER
A) Discussion - Is it important to introduce a boyfriend / girlfriend to your parents? - Do you always introduce a new boyfriend / gir...
-
QUESTÃO 1 Examine a tirinha do cartunista Jean Galvão. Na construção do sentido de sua tirinha, o cartunista explora, sobretudo, o r...
-
QUESTÃO 1 Choose the best option to describe the boy’s feelings about going back to school. a) In August 2019, the boy looks scared but ...
-
O cruzeiro do coracle Não sei quanto tempo eu dormi, mas já era dia claro quando acordei e vi que estava a sudoeste da Ilha do Tesouro...


























































